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A mostrar mensagens de fevereiro, 2017

Não deixem o rapaz envergonhado

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Estava a atender um casal de velhotes, que já são habituais. São simpáticos, a senhora é sempre muito amável. Nisto chega à fila um jovem casal. O velhote reconhece o rapaz como um menino que a esposa cuidou enquanto criança. Quando a senhora olha pro rapaz diz:  "ah é mesmo ele,  dá cá um beijinho!" O rapaz envergonhado, dá um passo atarás, e ela insiste: " não fujas, então tu dormias comigo"! Muitas pessoas a ouvirem, a olharem, porque a velhota falava bem alto, e contava como ele era, e o que fazia em criança, e mesmo vendo que o rapaz só queria um buraco para se esconder, continuava o seu discurso.   Claro que a velhota não fez por mal, antes pelo contrário, só que deixou o rapaz completamente atrapalhado e constrangido...   Uma situação destas, numa fila de supermercado, apesar de ser engraçada para quem está de fora, deve mesmo embaraçar quem é o destinatário!

Se queres mel, suporta as abelhas

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Sempre gostei muito de citações, expressões, provérbios. Tenho aprendido algumas com os clientes, como estas .   No entanto hoje, trago uma outra: se queres mel, suporta as abelhas. O mel * só chega ao fim do mês, e as abelhas vão aparecendo... quase dia sim dia não! *   O mel não é só o ordenado, também há muitas pessoas/clientes que nos trazem mel!

O sorriso puro de uma criança

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Uma das coisas melhores para alegrar o dia de uma operadora de caixa (falo por mim, mas creio que não sou a única) é estar a atender alguém acompanhado de uma criança e  ver o  sorriso dela dirigido a nós. Aquele sorriso tão puro, sincero,  genuíno, e até, maroto.  Por vezes mostram também aquele ar envergonhado quando nos metemos com elas, a esconderem-se. Costumo fazer o "cú-cú-trás-trás" e elas colaboram.   Depois saem de lá a dizer adeus a mandar beijinhos e nós ficamos reconfortadas e com mais alegria para continuar a nossa tarefa!

As pessoas, cada vez mais, não sabem esperar

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Eu sei que no supermercado, os clientes estão sempre com imensa pressa, atrasados e sem paciência para esperar. Mas quando nós chegamos ao posto de trabalho se não abrimos logo a cancela, é porque precisamos de um minuto para abrir os sacos das moedas e organizar o nosso posto de trabalho. É muito stressante começarem logo com as perguntas "para que caixa é vai", "vai abrir", "demora muito". Muitas vezes eu digo que já vou chamar mas, por ordem de fila.   Num dia destes um cliente disse que ia já pondo as coisas no tapete, eu  concordei, pois não havia mais ninguém em espera.  Comecei a abrir os sacos das moedas, chega um outro senhor e começa a pedir-me um saco transparente porque o saco das laranjas se tinha rebentado, e como eu não respondi logo, repete a pergunta. Eu apenas queria abrir a caixa quando já estivesse tudo pronto, para evitar estas confusões. As pessoas, cada vez mais,  não sabem esperar!

Faz hoje 2 anos que os sacos passaram a ser pagos

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Faz hoje, dia 15 de fevereiro, dois anos, que os sacos de plástico no continente deixaram de ser oferecidos e passaram a ser pagos.   É certo que a mudança está a ser positiva, o consumo diminuiu. Muitas pessoas habituaram-se a trazer sacos de casa, não só sacos de plástico, mas principalmente sacos de outros materiais, mais ecológicos. No entanto, ainda existem muitas pessoas que não se importam de comprar sacos de  plástico todos os dias.   Mas também há quem tenha de comprar, só e apenas,  porque se esqueceu deles em casa ou até no automóvel. Há quem, já estando na caixa, pede para ir ao parque buscar os sacos que ficaram no carro. Outros ainda levam os artigos nas mãos e braços até à viatura. Noto também que a moda dos trolleys está de volta...   Enfim, apesar de ainda talvez haver um certo percurso a percorrer, estamos no bom caminho. Pelo menos a nível ambiental, penso que o balanço seja positivo. Nas ruas já não se observam tantos sacos vazios a voar...  

Hábitos difíceis de deixar

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Já não me recordo há  quantos anos,  é que são os clientes a inserir o cartão multibanco no terminal para de seguida marcarem o código e efetuarem  o pagamento das compras, mas já são alguns. Sei, que muitas vezes, a primeira atitude do cliente é entregar o cartão à operadora, e só depois é que se lembram que podem ser os próprios a fazê-lo, e  que aliás eles (os clientes) estão até mais próximos da maquineta que a operadora.   Mas são hábitos tão enraizados e tão difíceis de deixar. Até eu própria, por vezes, na condição de cliente, chego a dar o cartão à operadora de caixa...   E vocês vão logo colocar o cartão no terminal, ou, a primeira opção é entregá-lo à operadora!?  

No atendimento ao público, devemos atender todas as pessoas de maneira igual?

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Devido a uma situação, em que estou a tender um senhor de fato e gravata, que me parecia ser um milionário, penso, "vou oferecer selos para colecionar copos, quando este  senhor,  já deve ter copos de cristal em casa que nunca mais acabam?" Ocorreu-me o seguinte  pensamento: no atendimento ao público, devemos atender todas as pessoas de maneira igual ? A resposta mais óbvia seria "claro que sim". Mas, analisando bem, acho que não. E não porquê? Porque as pessoas não são iguais, não têm as mesmas necessidades, os mesmos gostos. Claro que expliquei a campanha a este senhor e ele levou a caderneta e um selo, certamente só o fez por educação.   Depois há aquelas pessoas que gostam de trocar dois dedos de conversa, e há  outras que não estão para conversas, apenas querem pagar e sair dali com as compras. Há aquelas que precisam de  tempo para arrumar todos os produtos a a seu jeito e gostam que nós registemos os produtos mais devagar, e há as outras que arrumam "tud...

O padrão dos sacos

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Na caixa atrás da minha, uma cliente queria  sacos, dos ecológicos pequenos. A minha colega só tinha um padrão que tinha legumes, onde o tomate se evidenciava. A minha colega pergunta-me se eu tenho outros, com outro padrão. Eu mostro e o padrão era igual. Diz a senhora: "Ena tanta tomate, levo dois, assim sempre tiro a barriga da miséria"!   Claro está, que esta senhora animou o pessoal!

Falar ao telemóvel enquanto está na caixa do supermercado

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  Este episódio que hoje conto, faz lembrar aquela frase :"se conduzir não fale ao telemóvel". Chega uma senhora à minha caixa com o seu carrinho cheio, a abarrotar de artigos. Vai colocando os artigos com uma só mão, porque a outra está a segurar o telemóvel. Depois de encher o tapete, e ainda ao telemóvel passa para o outro lado com o carrinho ainda com artigos. Digo-lhe que não pode passar porque ainda lá tem bastantes artigos. Pede desculpa pela distração e vai de novo para o sitio certo. Continua a conversa e distraidamente volta a passar com o carrinho para o lado de saída, volto a fazer o reparo. A senhora até pediu desculpa e reconheceu o seu erro/distração. Mas eu já estava pronta para uma terceira vez!   Lá entende que o telemóvel lhe está a atrapalhar o raciocínio e desliga. Entendem porque escrevi aquela frase logo no inicio? Porque estarmos ao telemóvel e a fazer outra coisa ao mesmo tempo, não é uma boa opção. Nem conduzir e estar ao  automóvel, quer seja a fala...

Trocas e baldrocas nos carrinhos do supermercado

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Um senhor está a colocar os produtos no tapete, quando repara que tem um saco com laranjas, que não lhe pertence. Alguém, por engano o colocou no seu carrinho. O senhor ainda pergunta a umas pessoas que lá estavam se as laranjas seriam deles, mas não eram. Entreguei-as a uma colega para que fossem colocadas no sitio.   Mas, por coincidência, cerca de uma hora depois, chega uma senhora à minha caixa,  dá por falta de um saco com laranjas e pede-me para o ir buscar, convencida que se tinha esquecido dele na frutaria. Ainda pensei em lhe contar que o seu saco de laranjas já ali tinha estado, mas depois achei melhor, não dizer nada!   É uma situação habitual, com certeza que já muitos de vós passastes por isto. Ou encontrastes artigos que não vos pertenciam no vosso carrinho ou já vós próprios, por engano colocastes artigos no carrinho de outras pessoas. Andamos todos muito distraídos, que nem nos damos conta!  

Tome lá a casca da banana

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Uma avó com o seu netinho querido e lindo, chega á minha caixa , coloca os produtos sobre o tapete, e entrega-me em mão uma casca de banana e diz: "olhe tive de dar uma banana ao Francisco, mas está aqui a casca se quiser pesar junto com as outras!"  Por cinco segundos, não reagi, mas depois disse: "deixe estar isso, não há problema"! Peguei na casca e meti no lixo!   Moralmente, se calhar foi uma boa decisão, mas, a senhora colocou-me numa situação um pouco incomoda. Sou empregada, e não posso andar para aí a dar coisas que não me pertencem, que não são minhas. Imaginem que a moda pega! O patrão não ia gostar. Mas, pronto, talvez tenha sido uma vez sem exemplo! E era uma criança! Se bem que é de pequeninos, que os devemos ensinar que só se pode comer as coisas, depois de as pagarmos.  

Cobras de plástico nos chupas

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Não sei que ideia peregrina tiveram os senhores da chupachups, para meterem umas cobras pegadas aos chupas. No continente onde eu trabalho, os chupas estão em cima do tapete ao lado da operadora, e eu sempre que me calhava ficar ao lado de uma caixinha com esses chupas, tinha de retirar de lá a caixinha dos chupas, para a caixa atrás, aquilo faz-me impressão. Uma vez, até foi um cliente que me fez esse favor, e uma senhora até disse:" nem quero imaginar uma criança com o chupa na boca e uma cobra pendurada, que mau gosto"! Não acham isto feio!?  

A aplicação do continente no telemóvel

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Como, já devem saber, o continente tem uma aplicação, onde, através do telemóvel conseguimos usar os cupões, e dá para fazer uma serie de outras coisas, como consultar o saldo, ver folhetos... É algo fácil, pelo menos para as pessoas mais novas, e habituadas a tecnologias.  E não é preciso andar  com os cupões atrás. Dá jeito. E depois, o próprio continente tem wifi, e a pessoa pode sempre estar ligada.   Por vezes as pessoas menos entendidas no assunto, ficam a olhar quando o cliente está a mexer no telemóvel, para ir à aplicação, e ficam com a ideia errada, de que estamos a "brincar" ou a empatar tempo a ver fotografias ou algo do género. Mas enfim, aos poucos vão começando a entender.   É uma aplicação, bastante útil, não concordam!?

Folheto - dia dos namorados

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 Ver aqui .

O carrinho sem dono

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Estava um carrinho cheio de produtos no início da fila. Apenas o carrinho, não havia cliente. Os clientes que iam chegando iam se colocando atrás deste. E eu num impasse, sem artigos para registar. Digo: "podem passar, o carrinho mão marca vez." Mas as pessoas pareciam estar receosas. Resolvi sair do meu posto e ir à fila e puxar o dito carrinho para o lado. As outras pessoas começaram então a colocar os produtos no tapete.   Quando o dono do carrinho abandonado chegou, já eu tinha atendido uma pessoa e já estava a começar a segunda. Mas não houve qualquer problema, o dono do carrinho não se queixou. Mas se o fizesse eu já saberia o que dizer, assumia que tinha sido eu e diria o porquê!   Carrinho de compras não marca a vez, a não ser que já tivesse colocado algumas ou todas as  compras no tapete e tivesse apenas ido buscar um artigo esquecido, e mesmo assim, não poderia demorar o que muitas pessoas demoram nestes casos. Penso que é uma questão de bom senso e de respeito pelo...

Cada dia 1 do mês há blogazine

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A minha crónica: Ler  

A minha entrevista na revista de bloggers Blogazine

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Está na revista blogazine, nas últimas páginas vejam aqui  . Obrigada à Madalena, pela simpatia, pela escolha das perguntas, pela oportunidade de divulgar o meu blogue e por mais uma vez, poder falar da profissão de operadora de caixa. Obrigada também a toda a equipa.