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Cada coisa tem o seu tempo

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Gostaria de esclarecer, que chamar "a turma do vinil do supermercado", ao grupo de pessoas mais velhas que vão ao supermercado, é por graça, uma brincadeira, sem querer ofender as pessoas, que supostamente se integram neste grupo fictício. A classificação é feita do meu ponto de vista de observadora em relação à paciência que noto neste grupo , onde os pacientes , são os mais tranquilos na fila; e os impacientes , são os que reclamam de esperar. Muitas vezes, o tempo de espera nas filas, é de apenas uns minutos. Por vezes, parece mesmo, que combinam para estarem todos ao mesmo tempo. A espera exige paciência para aceitar que cada coisa tem o seu tempo !

Quem é a turma do vinil?

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O vinil surgiu em Portugal  na década de 1940. As primeiras fábricas surgiram mais tarde, como a da Valentim de Carvalho em 1963. O vinil remete para a nostalgia, para o passado. A turma do vinil é o nome carinhoso, que identifica, as pessoas com mais idade, a maioria já reformados,  que costumam ir ao supermercado,  logo pela manhã cedo. Uma parte deles  (talvez 50%)  não gosta de esperar, não querem ficar nas filas e reclamam; a outra parte são tranquilos. Consequentemente,  estes  dois tipos de pessoas, nesta turma do vinil, classificam-se como,  os impacientes, e os pacientes. Os impacientes, reclamam do tempo de espera, brigam por um lugar numa fila, os pacientes aproveitam o facto de estar nas filas para conversarem e interagirem entre eles e e com os funcionários. Apesar dos impacientes, ás vezes me deixarem stressada, gosto imenso desta turma do vinil. Gosto das conversas, gosto de aprender com eles, pois têm uma maior expe...

Pessoas que precisam de ajuda

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Por vezes, ouvimos ao  som, chamarem pelo proprietário do automóvel X ou Y, e ficamos a pensar na matricula, se será o nosso. Confesso que preferia que dissessem a marca ou a cor, porque não sei  bem de cor a matricula. Num destes dias, chamavam insistentemente, dizendo a matricula do veiculo. Ninguém se identificava. Parece que , alguém reconheceu os donos, uns velhotes que estavam na minha caixa. Via-se que eram pessoas instruídas, mas já muito debilitadas e de idade avançada. O senhor,  tinha deixado o carro a trabalhar e com a porta aberta. Então, enquanto o senhor foi ao parque, a esposa ficou a tentar retirar as compras do carrinho, não estava a conseguir, então um amável senhor que estava na fila, ofereceu-se para ajudar. Eu também embalei as compras e coloquei as mesmas dentro do carrinho. Percebi que este casal estava completamente baralhado. Certamente precisariam de ajuda, no sentido de alguém conduzir a viatura por eles, pois pareciam não e...

Clientes que não recebem cupões pelo correio

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O  supermercado onde trabalho, é um supermercado de média dimensão, uma cidade, rodeada de vilas e aldeias e até montes. Há pessoas ligadas ao meio rural, que vivem em locais ermos e distantes, tipo  onde judas perdeu as botas . As pessoas mais novas, com automóveis e meios de deslocação e com conhecimento de tecnologias,  que apenas gostam de estar em contacto com a natureza, não têm certamente problemas. Mas depois há os velhotes, que sempre aqui escrevo sobre eles, e por tenho empatia. Estas pessoas recebem os cupões do continente pelo correio. Acontece, que na zona, os carteiros parecem ser escassos, e ainda costumam fazer greve. Então, estas pessoas estão muito tempo, além de isoladas, sem correspondência.  Um dia destes,  um velhote habitual, confessou-me que não recebeu a carta da eletricidade para pagar, então cotaram-lhe a luz e teve de pagar para regularizar a situação. É triste que isto aconteça com as pessoas. É que a falta d...

O velhote castiço

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Um senhor muito debilitado, que quando tem o carrinho ampara-se nele e leva a canadiana lá dentro. Abriu uma nova caixa, mas ele disse que ficava naquela fila (a minha) para falar um bocadinho com "aquela menina" , ou seja , eu! Foi sempre assim. Um senhor muito querido, que apenas conheço dali e que de alguma forma, tive o privilégio de merecer a sua atenção e o seu apreço, que muito me emociona! Perguntei como é ele estava e ele disse que estava "na mesma"! Depois, vi-o a procurar as chave do carro, e admirada perguntei se era ele que conduzia, ao que ele respondeu, "uma maravilha, sentado, funciono muito bem, andar é que é pior"! Despediu-se amavelmente e lá foi caminhando encostado no carrinho!

Devagarinho que estou com pressa

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É comum pela manhã, as filas do supermercado terem na sua maioria, pessoas com mais idade. Algumas pessoas, mais idade, não significa mais paciência, muito pelo contrário. Um velhote que só tinha três a quatro artigos, está a reclamar porque está na fila. Ouço alguém dizer "mas fulano X, também está e não está a reclamar" -  ao que o velhote responde: "mas eu não tenho a vida dele"! Vai um senhor diz para ele passar à frente, anda um lugar , mas ainda estão dois á frente. Pede a um se pode passar, recebe resposta afirmativa, e passa. Sai da caixa, encontra alguém conhecido e fica ali a cumprimentar, ainda perguntar por A e B, descansadinho da vida. Eu penso assim " isto não vai acabar bem". É quando o cliente que lhe tinha dado a vez me diz:"estava cheio de pressa, não era?!" Felizmente a situação ficou por ali, certamente deram um desconto ao senhor e ainda bem!

Ai, valha-me Deus, que não chega!

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Estou a atender uma simpático e bem disposto velhote, que vai arrumando os seus artigos diretamente no carrinho, porque tinha deixado os sacos na viatura! A dada altura começa a olhar preocupado para o ecrã, e  diz: "Ai, valha-me Deus, que não chega"! Nesse momento, fico na dúvida se continuo a registar ou  se pergunto ao senhor alguma coisa. Também fiquei preocupada. Quando termino o registo, peço o cartão continente, pergunto se tem algum cupão e se quer número de contribuinte na fatura. O senhor disse-me que não sabia se tinha dinheiro que chegasse, e eu disse, "então vamos lá contar". Contei todas as notas, moedinhas...Faltava pouco, cerca de quase dois euros, e como o senhor tinha várias latas de atum de primeira marca, apenas anulei uma. Pediu desculpa, e eu disse-lhe que não havia problema. O senhor foi de uma simpatia, que eu retribui. Mas custa-me imenso estas situações! Infelizmente não se pode ajudar muito mais...

A sua pressa, não pode constranger os outros

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Estava a atender um velhote , que estava a tentar pagar com multibanco. Já conheço o senhor,  sei que tem sempre dificuldade no processo é preciso dizer todos os passos, com calma. Entretanto, enganou-se no código. Quando lhe disse ele não ouviu, o acrílico e máscara dificultam a comunicação. Falo mais alto e ele ouve. Da fila uma senhora, perto até da idade deste senhor,  diz "vá...que estou cheia de pressa!" Sei que  a maioria das pessoas vão ao supermercado com pressa, mas esta atitude ainda podia  atrasar mais o processo, porque deixa a pessoa mais nervosa!

O gangue dos seniores vacinados

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Agora há mais uma desculpa para não se fazer distanciamento e para quebrar regras:  a malta que já foi vacinada! Acham-se os maiores. acham que já nada os pode derrubar. Culpa de quem os vacinou que não lhes explicou, que mesmo vacinados, podem apanhar e transmitir, ainda que mais leve! A desculpa da vacina, está a ser cada vez mais usada! Um dia, um cliente queria entrar pela saída das caixas, disse-lhe que não podia porque não era ali a entrada, mas sim, a saída com compras, e porque para passar ia tocar nas pessoas que lá estavam e então ele responde que já levou a vacina e que por isso não fazia mal tocar em alguém! Hoje quando chamei a atenção devido à falta de distanciamento, o casal disse para eu não me preocupar porque eles já estavam vacinados, respondi que as regras eram iguais para todos, por enquanto. Já depois de sair, fui fazer umas  compras, quando já estava na caixa para pagar,   uma senhora meteu-se mesmo...

Os velhotes e as vacinas...

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Sei que são mais as vezes que partilho situações  negativas do que positivas, porque talvez elas me deixem mais insatisfeita e porque assim consigo dar o feedback ao público de como esta pandemia não deu para "civilizar"  as pessoas, como no inicio todos achávamos, mas para trazer ao de cima, o pior de muitas delas! No entanto, também há dias bons, pessoas sensacionais, humildes, ordeiras, simpáticas. Consigo até dar pela falta de algumas pessoas, consigo até sentir saudades das boas e até divertidas conversas que costumávamos ter. Embora as conversas hoje em dia vão, quase  todas,  parar à pandemia! Ontem, atendi dois casais de velhotes, que são uns queridos. Aquele "olá menina. então como tem passado? Há que tempos que não nos víamos!" Um dos casais apenas não tinha  aparecido, para se resguardar, mas o outro... Quando eu digo que já não os via há muito tempo, a senhora contou-me que "foi o covid"! Então eu pergunto-lhe  se esteve com o...

Muita falta de conhecimento e informação

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Uma senhora de idade estava com a jovem neta às compras. Todo o processo estava a correr muito bem, a neta foi  muito pro-activa a ajudar a avó. Chega a fase do pagamento, e a velhota abre a carteira põe a máscara no queixo, pega numa maço de notas de 20€, cospe para os dedos e começa manusear as notas. Peço-lhe para colocar a máscara, vira-se para mim, e na maior  descontração diz-me "e como é que quer que conte o dinheiro com a máscara"!? Como se o dinheiro só se pudesse contar daquela forma. É a neta que convence avó que tem de por a máscara. Daqui se percebe que ainda há muita falta de comunicação, entendimento e cuidado em relação a esta pandemia. Do que adianta aquela senhora ter levado a máscara, ter provavelmente desinfetado as mãos à entrada, ter feito o distanciamento se depois fez umas das  piores asneiras !?

As pessoas continuam a ir em grupo às compras

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Quando termino o atendimento a um cliente e chamo o próximo, aparecem logo três pessoas adultas e  uma velhota. Educadamente peço-lhe para aguardar um pouco, porque ela própria tinha os seus artigos. Ela responde "ah esta gente é minha, não faz mal"! É aí que o neto responde " mas tens de respeitar, avó"! Isto tudo para dizer, que mesmo em pleno 2° confinamento, as pessoas continuam a ir às compras em grupo, e os velhotes não ficam em casa, mesmo os que têm quem lhes faça as compras!

O velhote teimoso e chato

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Um velhote teimou que tinha deixado um cupão em cima do tapete, disse-me que eu o tinha. Tirou tudo dos bolsos para me provar que não estava com ele, mas sim comigo. Pedi a uma colega para reimprimir, passei o cupão e a situação ficou resolvida. Mas, uma hora depois achou o cupão e foi lá o entregar. Digo-lhe que agora já não era preciso, mas ele disse:  "mas tem de ficar aí com ele"! Para que o caso ficasse realmente resolvido, disse-lhe " está bem"! Daí por uns minutos, voltou à minha caixa para me dizer que as colegas do Mini-preço tinham dito que o cartão  Mini-preço também dava para usar no continente. Primeiro ainda lhe disse que não dava, mas como ele não saia dali e teimava, deixei-o ir com a sua razão! Nesse dia, foi lá ao supermercado só durante a manhã umas 4 vezes!

A idade da falsa inocência

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Antes eu até podia espreitar para os carrinhos, para dentro dos sacos, mas não tinha a autoridade, que agora tenho, para pedir que os sacos passem por cima do tapete em vez de irem dentro dos carrinhos. Desde que tenho esta "autorização", quase todos os dias, aparecem uns "brindes". Naquele dia, não foi exceção. Quando pedi educadamente uma senhora idosa para me passar os saquinhos que estavam dobradinhos no fundo do carrinho, e mesmo vendo a atrapalhação da senhora, julguei que era ela que não me estava a perceber,  não esperava que lá estivessem quatro artigos: um esfregão da marca scotch brite , uma esponja de banho, um rolone e um shampoo para o cabelo. Meteu tudo em cima do tapete e não disse nada. Podem dizer que foi sem querer. Que são coisas da idade. Talvez, mas tenho dúvidas, porque ela ficou muito atrapalhada! Já não é a primeira vez que os "brindes" surgem nesta faixa etária!

É essencial que se mantenha o distanciamento social

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Os últimos dois dias (9/10 de julho) foram muito complicados e cansativos. Os principais problemas: as pessoas não aceitam manter o distanciamento e insistem, muitas delas, em andar com o nariz  fora da máscara. Uma pessoa chega ao fim do turno  esgotada psicologicamente, por estar sempre a dizer e a pedir a mesma coisa: espere um pouco, afasta-se um pouco, olhe tem a máscara a cair.  Até parece que as pessoas andam desertinhas por se roçarem umas nas outras. Gostam de sentir o suor, o calor  uns dos outros, só pode ser isso! Sempre aqui disse que gostava de fazer o trabalho que faço, e continuo a gostar, mas assim sempre, nesta luta, nesta falta de respeito por parte de muitas pessoas, só tenho vontade é que chegue a hora de sair ou de fazer uma pausa, para desanuviar. Está muito pior agora do que no inicio da pandemia, porque muita gente acha que isto tudo agora já era desnecessário. Uma senhora de certa idade estava tão junto ás pes...

Os rebeldes

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Quem diria que nesta época de pandemia, haveriam de ser os mais velhos, a não aceitarem bem as regras, a desvalorizarem, a dizerem "ah se morrer, morro, já vivi muito!" Pelo menos pensem nos filhos, nos netos, nos que trabalham e zelam pela sua alimentação, saúde, segurança etc. Sejam um pouco mais tolerantes, respeitadores. Dêem o exemplo. Não se esqueçam que são a faixa etária onde o vírus incide mais. Pensem um pouco mais nos outros e deixem de fazer birra! P.S. Não tenho com isto a intenção de generalizar e dizer que são todos assim, são apenas, do meu ponto de vista, a maioria.

Uma caixa dedicada aos seniores

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Actualmente o dia a dia das pessoas é um stresse, uma correria, quase ninguém faz as suas tarefas calmamente, e muito menos alguém vai ao supermercado com calma e com tempo. Ou é porque têm almoço para fazer, porque têm alguém à espera, porque vão apanhar o autocarro, porque têm de ir buscar os filhos à escola, porque estão atrasados para o trabalho, enfim.   No entanto há um pequeno número de pessoas, que já passaram esta fase de correrias e de stresses, e que agora precisam é de tempo e sossego para fazer as suas tarefas. Refiro-me aos seniores, ou velhotes. Muitos deles precisam de mais tempo, precisam de ajuda, precisam  até, de  ter um pouco de conversa, mas os demais não deixam e pressionam-os. Recentemente uma senhora, reclamava que estava em cima da hora para entrar ao serviço, e dizia referindo-se a um idoso, que estava a demorar imenso para tirar o dinheiro da carteira, "mas porque é  que esta gente vem para aqui a esta hora"!? Não sei ...

A velhice não tem ser assim...

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Costuma lá ir um senhor que me recordo de o ver lá como alguém bem disposto e de saúde. Mas agora, com o avançar da idade, ou apanhado por alguma doença, apesar de fisicamente parecer bem, noto que está debilitado. Atrapalhado, esquecido, mas se me ofereço para ajudar a embalar as compras não aceita, deve achar que me ofereço por ele estar a demorar , mas não é isso, nós ajudamos mesmo, seja quem for. Tenho de ir pelo passo dele, devagar, devagarinho, mas é mesmo assim, eu tenho paciência (este senhor faz-me lembrar alguém muito próximo, que já não está entre nós), quem está na fila tem de compreender. Quando o senhor finalmente saiu da minha caixa, uma senhora que o conhece disse que aquela debilitação lhe chegou de um dia para o outro, e disse, que ainda por cima, tem a esposa acamada. Outra pessoa da fila, disse que mesmo assim ele ainda conduzia e que já o tinha visto fazer uma rotunda ao contrário! É triste assistir a estas situações, saber das dificuldades...

Os velhotes e o dinheiro

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Um casal de velhotes, para pagar a conta, cujo valor era cerca de 110 euros, vai-me dando uma a uma, notas de vinte, e cada vez que me dava uma, o senhor esfregava bem a nota com os dedos, ainda me dizia "veja bem, se não são duas, podem ir coladas!" Eu compreendo bem a preocupação deles, o dinheiro com certeza que não abunda e é preciso cuidado, por isso não levei nada a mal, nem quando me pediram para recontar...

O juízo aumenta quando aumenta a idade!?

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Estava a atender um casal já na terceira idade, que estavam só às turras , discutiam, pelo que tinham comprado, pelo que faltava , e disputavam quem era o mais guloso, entre coisas do género. Cumprimentei-os, só um respondeu. Continuei, o registo, e a zaragata continuava também. Até que o velho manda um berro à velha , que me faz assustar e digo "ai" (é certo que eu também me assusto facilmente). Nada os fez parar, mesmo depois  de saírem dali, ainda iam zangados.