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A senhora que foi descarregar o seu mau feitio...

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Estava a atender uma senhora de idade que estava com o filho. Como está a decorrer o cupão dos 15 por cento, estava a explicar à senhora o funcionamento do cupão. Vejo que a próxima cliente está a soprar, para não dizer a bufar ! Assim que percebi a atitude, respirei fundo e ignorei,  demorei um pouco mais, no despedimento. Chegada à vez da senhora, diz-me logo que quer saco e que tem saldo no cartão para descontar, nem respondeu ao cumprimento, também ignorei. Depois não tinha saldo algum, "ah não tem, então onde é que foi?" Ressalvei que se estava a referir ao cupão dos 15% só estaria disponível a partir de dia 28. Responde: "estão sempre a mudar tudo"! Ao que eu respondo que este procedimento já é assim há anos. E ela responde "Pois mas está mal!" Ao que eu respondo que sou apenas uma  operadora de caixa. Então,   ela diz " pois, mas tem de passar as opiniões dos clientes, e  deviam de parar de mandar papéis e de dar aqui papéis é um desp...

O atendimento ao público é uma fonte de inspiração

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Estou tranquilamente a registar os produtos a uma senhora, que está acompanhada de outra jovem, talvez filha. Cada uma tinha um saco, e iam embalando os artigos. A dada altura diz-me: " escusa de estar com pressa, que eu vou arrumar as coisas ao mesmo ritmo "! Digo: "desculpe!?" ela diz: " escusa de estar com pressa, que eu vou arrumar as coisas ao mesmo ritmo, está bem ?" Respondo:  "está bem"! Ela diz em tom altivo, "obrigado"! Ora se há coisa que eu sempre tenho em atenção é registar em função do cliente. Nunca fui de registar e atirar os artigos à pressa, porque quando me fazem isso (e há sítios que o fazem), e eu sou cliente, não gosto, ninguém gosta. Acelero um pouco se vejo que o cliente está com mais pressa e a acompanhar o meu ritmo. Mas enfim, esta senhora certamente vinha mal disposta de casa e precisou de aliviar o stresse em alguém, tadinha!

Pessoas casmurras...

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Há dias, estava a controlar, como sempre, o distanciamento. Isto porque, ao fim de ano e meio desta situação, as pessoas ainda não cumprem , nem aceitam. Estava a atender uma cliente, e a cliente seguinte já tinha os produtos sobre o tapete. Chega outra senhora e encostando-se a esta última, vai para colocar os produtos dela. Peço-lhe que aguarde um bocadinho, porque só podia estar um cliente do lado da saída e outro do lado da recepção dos artigos. Pergunta porquê, digo-lhe que é para fazer o distanciamento. Aliás, bastava a pessoa olhar à volta  para as outras caixas para ver que aquele era o procedimento, além do cartaz que está à sua frente, da direção da sua visão (já nem falo dos cartazes pendurados no alto, nem das recomendações pela rádio)! Entretanto, zangada, vai para outra caixa. A dada altura, eu estava a atender outra cliente, e do lado da receção de artigos estava um casal. A senhora que se tinha ido embora zangada, vai à minha caixa e pergunta: "E...

Continua o drama

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Passe o tempo que passar, uma grande parte das pessoas continua a ignorar o  distanciamento. Ainda achei que a pandemia tinha tornado as pessoas um pouco mais civilizadas e que as tinha feito ter comportamentos mais corretos, mas não! Desejo que chegue o dia em que me digam assim: "olha é para deixar as pessoas à vontade com o distanciamento, se elas quiserem estar umas em cima das outras, deixa! Não te stresses mais com isso!" Não é fácil para quem ali está, estar a atender um cliente, dar a devida atenção com as questões necessárias, e ter de estar com um olho não no cliente seguinte, mas no que está logo após o seguinte, pois é esse que está sempre desertinho para que encostar e roçar no outro. Hoje, ao ver um cliente a encostar-se logo, sem aguardar quer o espaço, quer o tempo, chamo atenção e ele  pergunta o porquê, mesmo vendo que até a outra pessoa se estava a sentir incomodada com tanta proximidade. Peço educadamente para aguardar só um pouco até ...

Gente insolente

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Há uma cliente habitual, uma senhora que ainda não se deu conta o estado em que o pais está, por isso continua com as mesmas atitudes incorretas que sempre teve. Só a conheço dali, e parece-me uma pessoa mal formada e teimosa por natureza. Sempre teve o costume de não reparar que existem pessoas à sua volta que não têm que levar com as suas atitudes. Ela leva um trolley, dentro do mesmo tem imensos sacos, alguns em estado lastimosos, leva também um balde, daqueles que as crianças brincam na praia, que mete um saco e depois aí coloca o peixe. Antes da chegada do vírus, depois de a atender, ela ficava a ocupar o tapete com toda a sua tralha, eu chegava a atender umas três pessoas, e ela não saia dali, pois não se despachava e ainda se punha primeiro a confirmar o talão e só depois é que pegava nas tralhas e ia embora.  Agora queria fazer o mesmo só que eu fiquei parada a olhar para ela e disse-me "pode continuar o seu trabalho", ao que eu respondi "não, ...