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A mostrar mensagens com a etiqueta paciência infinita

Dar uma volta enorme para ficar no mesmo lugar

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  Neste trabalho de caixa de supermercado, os dias nem sempre são monótonos. Há sempre situações e clientes que, pelas suas características, criam momentos únicos. Há dias, uma cliente chegou à minha caixa com o carrinho de compras e, em vez de parar ao lado do tapete para retirar os artigos, avançou direta à zona de saída, como se se fosse embora sem pagar. Eu, meio atrapalhada e aflita, apontei para o local correto e disse: "Olhe que tem de colocar as compras deste lado do tapete!". Foi aí que ela deu a volta ao carrinho - depois de andar uns metros na zona de saída e quase entrar na loja Wells - e disse que só tinha ido ali para ficar na frente do carrinho porque lhe dava mais jeito! Ofendida, ainda me perguntou se eu achava que ela ia sair sem pagar, alegando que já era cliente ali há vários anos (o que, sinceramente, não me pareceu, pois não tinha uma cara nada habitual). Não respondi nada. Respirei fundo, mas tenho a certeza de que ela percebeu o meu semblante de espa...

Ás vezes é preciso paciência, paciência infinita

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Há uns dias, atendia um senhor que estava  de olho no ecrã, e ia confirmando em o valor da  conta. Disse-me que queria  chegar aos vinte euros por causa do desconto. Depreendi que o senhor teria  um cupão de cinco euros para acumular nas compras de 20€. No final da-me um cupão talão de vinte euros do Pingo Doce e o cartão do continente. Fico a olhar para o senhor. Digo-lhe que o desconto dos vinte euros são no PD . Ele diz-me:" mas eu tenho que descontar hoje porque é o último dia." Ele não estava a perceber! Não era um velhote, era um senhor ai na casa dos quarenta, que certamente foi a mando da esposa, e não percebe nada destas mecânicas de cupões, cartões e descontos. Quando percebeu disse: "Então e agora!? Tenho que deixar aqui tudo e ir lá, porque lá não pago!? " Meti a conta em espera para depois pedir a anulação. O senhor estava a deixar os artigos. Logo a seguir, arrepende-se e informa que  se tivesse um desconto do continente,  levava as coisa...

O homem da guerra

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A cena da prioridade na fila do supermercado, nem sempre corre bem, nem sempre é clara, nem sempre há empatia e bom senso. Por isso, acho bem que seja o cliente prioritário a solicitar a dita prioridade. Já atendi pessoas que mostraram cartões, já me mostraram documentos, que são, o que creio chamar-se, certificado de multiusos. Isto porque nem sempre a incapacidade é visível. Por vezes, há clientes que ao verem uma grávida, uma pessoa com bebe ao colo, ou alguém lesionado, oferecem a sua vez.  Antes da atualização desta lei, na altura em que éramos nós a chamar as pessoas, chamei uma pessoa que me parecia estar grávida,  mas não estava. Não foi nada bonita a situação. No entanto,  da última vez,  o que aconteceu, parecia uma situação, de filme. Um senhor, talvez na casa dos 70 ou mais anos, e aparentemente sem incapacidade visível,  perguntou-me porque não havia uma caixa prioritária. Respondi que agora eram todas. "Então e porque não me atende?"...

Pessoas com uma grande falta de noção e civismo

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Como já aqui disse, apesar de existirem clientes mais desafiantes, gosto do que faço, pode parecer um trabalho ás vezes monótono, mas há sempre situações caricatas, que nos despertam, que nos incomodam, que nos ensinam alguma coisa, e até que nos dão vontade de fugir... Há uma senhora, que até é educada e simpática, mas que para mim, é a empata filas, pois quer venha sozinha ou acompanhada, tem quase sempre a tendência de empatar, ou porque se esquece de alguma coisa,  e deixa  os artigos no tapete e desaparece, ou porque tem de ir buscar um carrinho, ou porque se esqueceu de imprimir cupões, ou porque está na conversa e não me responde ás perguntas. Enfim... Desta vez já tinha pago e tinha os sacos sobre o tapete quando lhe toca o telemóvel. Decide atender, encostar-se e não retirar os sacos que estavam a ocupar todo o tapete de saída, impedindo que eu atendesse os clientes seguintes. Ainda aguardei alguns segundos, mas ela continuava no corte e costura d...

Quando um cliente tem duas contas

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É uma situação  muito comum, um cliente querer pagar duas contas (ou até mais) em separado, ou porque está a fazer compras também para outra pessoa, por uma questão de organização, ou pagamentos, ou até,  porque faz compras para si e para a sua empresa, ou por outra razão qualquer. Sei, que para quem está  espera e com pressa, é chato, mas é um direito que a pessoa tem.  Estava a atender uma cliente que , quando uma outra chegou eu ainda estava a terminar a primeira conta e o separador do cliente seguinte estava a marcar . Enquanto estava a tratar do pagamento e a finalizar, essa outra cliente, empurrou os artigos da cliente que estava a atender para  o lado, e colocou lá os seus. Quando vou para começar o registo da segunda conta da cliente, os artigos dela,  já lá não estavam. Pergunto à cliente intrusa se tem prioridade, ao que ela responde: "não, pensei que estas coisas eram de alguém que tinha se esquecido de alguma coisa, e eu nã...

No dia R8, também há clientes teimosos

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O dia R8 (dos reformados, desde dia 8 até dia 12 +-) tem sempre um pouco de tudo. Clientes adoráveis, e clientes chatos, mas enfim, tudo passa, tudo se resolve. Estava a atender um velhote, que me oferece, trocos, mas como naquela conta não era preciso, não ajudava em nada, respondi que não era necessário, mas o senhor, insistiu "mas eu quero me livrar destes pretos (moedas de um e dois cêntimos) todos! Lá tive que ficar com as moedas, para o cliente ficar mais feliz! A cliente seguinte, era alguém que também trabalha no ramo, e sorriu, e depois disse "eles são tão teimosos!" Sim, alguns são mesmo! Mais tarde, quando  fechei a caixa,  as pessoas que se aproximavam viam a cancela fechada, iam para outras caixas. Chega um velhote, digo-lhe que a caixa está fechada, ele ouve, mas põe na mesma os produtos e diz "então você vai  almoçar e deixa a pessoas por atender!?" Repito que a caixa já está fechada, mas ele não desiste, no entanto, não o atendi mesmo! Foi pedir...

O atendimento ao público é um treino da paciência

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Uma cliente pede um saco de ráfia dos maiores. Dou-lhe o saco e ela pergunta: "Quanto é que este saco mede?" Penso que é uma pergunta retórica e não respondo! No entanto, a   senhora insiste:" Mas quanto é que isto mede!? Eram maiores, já estão mais pequenos!?" Respondo que aqueles sempre tiveram o mesmo tamanho! A cliente que estava a seguir, estava de queixo caído a ouvir a conversa e quando a senhora se vai embora, diz-me " Ai eu não tinha paciência para estar aqui, estava capaz de dar uma abanão à mulher! Mas ela queria que você medisse o saco!?" Respondi que já nem ligava, que já estava há muitos anos no atendimento ao público e que havia sempre clientes assim e até piores! A resposta foi: "ai coitadas de vocês!" Haja alguém que nos perceba!

No palco, só havia a cliente e a operadora de caixa

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Uma cliente, está ao telemóvel, enquanto mexe nos artigos  no lado do tapete de saída. A distração era de tal forma, que parecia não saber, que tinha de colocar as compras no carrinho, uma vez, que não queria usar sacos. Não sei se foi por causa da conversa, que se lembrou que  lhe faltava o pão. Disse que o  ia buscar. Fui passando os artigos mais devagar, pois já estavam duas pessoas, à espera. Entretanto, a cliente voltou, trazia mais artigos, além do pão, e pediu desculpa, porque,  pelo caminho,  encontrou uma pessoa que já não via há muito tempo, e esteve a cumprimentá-la. Acho que teve sorte, por os outros clientes serem civilizados e não reclamarem. Por vezes, há pessoas assim, que no momento do atendimento, têm uma máquina, que faz apagar todas as outras pessoas, ficando apenas a operadora de caixa e a cliente!

Já é a terceira vez que me conta essa história

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Há um cliente, o Sr. Aranha que acredito que precise de meter conversa, quer seja para reclamar de alguma coisa, mesmo que seja exterior ao supermercado, quer seja   para contar alguma história. Ele não é daquelas pessoas de fácil trato, é até um pouco chato, mas tento ter paciência, porque certamente não deve ter quem o ouça. Pela terceira vez,   contou-me a mesma história, sobre uma máquina de café que comprou no continente. Diz que tinha uma, pensou que estava avariada, comprou outra e depois percebeu que a outra estava boa e agora tem duas. E leva dois tipos de café, um para cada uma das máquinas, e depois ainda fala sobre se é ou não bom beber muitos cafés! É mais um monologo! Enfim, vou aguardar pelas próximas aventuras das suas máquinas de café!

Não se esqueça de ir ao cemitério por umas florzinhas

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Um cliente, em vez de colocar uma caixa de cervejas sobre o tapete, ou até de a levar no carrinho ao alto com o código de barras no ponto de conseguir digitar o código, pega nela para me entregar pela frente, deixando-a por momentos sobre o acrílico. Com receio de o peso partir o acrílico, pego nela com algum esforço, pois aquela operação faz muito mal a coluna. Digo: "não faça isso, podia ter partido o acrílico!" Ao que o senhor responde: "e era você que ia pagar !?" Ao que eu respondi:" tenho que zelar pelo equipamento e principalmente pela minha coluna!" Existe até, pelo menos uma  marca , que tem um código de barras picotado que dá para o cliente  retirar e entregar à operadora de caixa! Quando este cliente se despediu disse em tom irónico: "e não se esqueça de ir ao cemitério por umas  florzinhas na campa do Belmiro, que ele agradece!" Enfim, é cada um! Haja paciência!

A intrusa do supermercado

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Uma cliente andava só de um  lado pro outro, julguei que estava com a senhora que eu estava a atender, pois estava justamente frente ao terminal de pagamento automático, parecia que tinha estado a ver o registo dos produtos e ia ser ela a pagar! Digo o total a olhar para ela, e ela fica a olhar para mim sem pestanejar. A dona, por assim dizer, da conta, diz que estava a ver se a senhora lhe queria pagar a conta. Percebo que afinal não estavam juntas.  Peço à intrusa/emplastra para dar licença. Ela ainda responde: "faça favor" , mas não se mexe, nem saí do lugar. Eu digo "tem de se afastar um pouco, e ela ainda responde: "está aí muito espaço!" Respondo: "Mas esse espaço não lhe pertence, pertence à pessoa que está a ser atendida, e ela tem o direito de pagar a conta sem que a senhora veja o código secreto do cartão!" Lá se afasta de trombas. O tempo que a estive a atender, só lhe disse as palavras que um robô lhe diria! Certamente, esta pessoa, não ti...

A empata filas

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Felizmente são casos raros, mas existe uma senhora, uma família porque costumam ir em grupo, mas é mais essa senhora, que tende sempre a empatar a fila. Há sempre um motivo, quando não há, ela inventa. É uma confusão, porque não organiza, cada cupão com o seu cartão, depois a conta era para dividir, mas não avisou e tenho de anular artigos. Também costuma estar a falar ao telemóvel. Isto quando não desaparece e é preciso esperar por ela, porque é ela, quem paga! Da última vez deixou dois elementos da família na caixa e foi para o balcão resolver qualquer coisa. Na hora de pagar, como ela é que tinha o dinheiro, e não estava, meti a conta em espera e atendi outro cliente. Ficou ofendida e disse que eu tinha de esperar porque estava a resolver uma questão. O problema, não é eu esperar, é a falta de respeito por quem está na fila. Quando a vejo no supermercado, já sei que vai haver demora. Chego a desejar que não me calhe na rifa, e eu até sou uma pessoa paciente, e que gosta de dar atenç...

É preciso ter muita paciência no atendimento ao público

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Uma cliente estava a arrumar os seus artigos nos sacos, quando me diz que se esqueceu de uma coisa e que vai, num instante, buscar! Entretanto o tapete começa a ficar cheio de coisas, eu termino o registo e a senhora, nunca mais volta. Com a intenção de despachar as coisas, para que os outros clientes não fiquem á espera, vou embalando as compras da senhora nos sacos, colocando os detergentes nuns sacos e os alimentos em outros. Quando ela regressa, não trazia um, mas vários produtos. Quando vê que embalei os artigos nos sacos, despeja-os, dizendo que, tinha de levar as coisas separadas, porque havia coisas dela e outras da mãe! De vez em quando, surgem estas pessoas assim, sem noção. Só fez foi empatar os outros clientes. Nós por vezes queremos ajudar, com o embalamento nas compras nos sacos, e as pessoas, são cheias de critérios para as compras irem nos sacos! É preciso ter muita paciência!

Treinadores de bancada - é o cliente que manda

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Estava tudo a correr normalmente, mas de um momento para o outro, as filas começaram a aumentar. O Continente tem o balcão de atendimento, onde quem lá está, consegue perceber, normalmente, quando é altura de chamar mais alguém para as caixas. No entanto, já por diversas vezes, os clientes me pediram para eu chamar alguém para as caixas. Isso voltou a acontecer. Eu disse que as colegas já iam chamar, porque  eu até podia chamar, mas cada macaco no seu galho, e a situação ainda não estava nesse ponto de gravidade! Por vezes não é possível chamar logo naquele momento, é só preciso terem um pouco de paciência! Entretanto, um cliente que estava na fila, e que tinha com certeza ouvido uma outra cliente, já lá ter ido pedir para eu chamar alguém, diz-me:" olhe lá, estão ali duas colegas suas na conversa, não as pode chamar para a caixa!?" Primeiro, fiquei com o meu ar de espanto a olhar para o senhor, depois procurei ver quem seriam as colegas. Quando percebi disse ao senhor:...