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Ai que a senhora cai

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Estou a atender uma senhora, e a cliente que está seguir, repara num artigo desta, que também precisa e diz que vai buscar a correr.  Como não estava muito movimento (e mesmo que tivesse) sendo a pessoa já era de certa idade, disse para não ir a correr. Mas a senhora foi. Tive mesmo receio que com pressa,  a pessoa caísse. Até meti as mãos à cabeça! Mas  ninguém caiu! É cada filme!

Fome, sono e birra...

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Uma jovem mãe está com um bebé ao colo, que está a chorara imenso e a  apontar para uns iogurtes que sabia serem destinados a ele. Ele queria comer ali mesmo os iogurtes, mas eram iogurtes sólidos , não havia colher. A mãe dizia que era só chegar ao carro, mas não estava fácil. A jovem disse que ele estava com fome e com sono, por isso a birra ainda era maior. Então ela tirou um pão de leite, já que era um artigo que dava para comer ali, mas o bebé zangado, rejeitou. Tentei que o momento fosse leve , pois é uma situação normal, mesmo que todos os olhares se fixem naquelas pessoas, mas o bebé chorava tanto, que a moça saiu dali a correr desesperada! Só quem passou por algo semelhante sabe dar o valor, sabe que não é fácil!

O cliente estava em teletrabalho

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Um destes dias estou a atender um homem aí na casa dos 25/30 anos. Ele tem o telemóvel consigo, e, à partida,  parecia estar a ver vídeos, tinha um auricular. Chegou a altura que eu tenho de fazer perguntas, para prosseguir, mas ele fazia "hum", mexia no telemóvel. Depois diz-me "peço desculpa, mas é que estou em teletrabalho, e estava numa reunião"! Respondi, surpreendida "ok!" Lá pagou e saiu, sempre em teletrabalho. Parece que a situação é normal nos dias de hoje, mas ao mesmo tempo que fui apanhada de surpresa, achei graça, e decidi a partilhar aqui!

"Eu é que estou a pagar, faço como eu quiser"

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Há uns dias atendi uma cliente, tinha  vários cartões do continente,e que tendo vários cupões, tinha de fazer várias contas. Até aqui, a situação é completamente normal. O problema foi que a senhora tinha um carrinho cheio, e não retirou os artigos todos para cima do tapete, ia tirando conforme ia fazendo as contas. Houve até  vezes em  que já tinha retirado várias coisas, mas como queria fazer um total de 20€, e ainda sobrava produtos, voltava  a colocá-los dentro do carrinho. Andava ali num tira e mete. Então, eu disse que podia deixar os artigos em cima do tapete e ela respondeu "eu é que estou a pagar, faço como eu quiser"! Houve até clientes que não tiveram paciência para esperar, e mudavam  para outras caixas. Uma outra cliente disse "se fosse toda a gente assim, estávamos bem tramados!" É impressionante, como há pessoas que não têm qualquer problema em empatar os outros, até parecia que a senhora era a única cliente ali, e que o supermercad...

Pessoas com uma grande falta de noção e civismo

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Como já aqui disse, apesar de existirem clientes mais desafiantes, gosto do que faço, pode parecer um trabalho ás vezes monótono, mas há sempre situações caricatas, que nos despertam, que nos incomodam, que nos ensinam alguma coisa, e até que nos dão vontade de fugir... Há uma senhora, que até é educada e simpática, mas que para mim, é a empata filas, pois quer venha sozinha ou acompanhada, tem quase sempre a tendência de empatar, ou porque se esquece de alguma coisa,  e deixa  os artigos no tapete e desaparece, ou porque tem de ir buscar um carrinho, ou porque se esqueceu de imprimir cupões, ou porque está na conversa e não me responde ás perguntas. Enfim... Desta vez já tinha pago e tinha os sacos sobre o tapete quando lhe toca o telemóvel. Decide atender, encostar-se e não retirar os sacos que estavam a ocupar todo o tapete de saída, impedindo que eu atendesse os clientes seguintes. Ainda aguardei alguns segundos, mas ela continuava no corte e costura d...

A mulher que encostou o nariz no tapete para cheirar peixe

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Estou a atender uma cliente que resolve se debruçar sobre o tapete, colocando o seu nariz mesmo em cima dos  rolinhos, para me dizer que cheirava a peixe! Pois é normal, que cheire já que, mesmo que estejamos sempre a limpar, o peixe é algo que sempre deixa cheiro! Mas resolvi limpar com com o spray à frente dela! Aposto que naquele momento o nariz dela ficou com mais cheiro que os rolinhos!

A cliente que não se decidia...

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Estava a atender uma cliente que queria descontar somente o saldo do cartão referente aos quinze por cento, por este ter validade, e deixar o restante. O problema é que ela não sabia qual a quantia que pertencia a esse saldo. Ali estava eu a tentar explicar que eu não tinha como saber, porque ali aparece o total do saldo. Mas a senhora não entendia, e dizia que as minhas colegas sabiam, porque lhe ditam dito quanto era, só que ela se tinha esquecido. Disse-lhe que no momento que faz o desconto, vem no talão esse valor, por isso é que sabiam. No entanto, a senhora não se decidia, porque não queria perder dinheiro. Como o saldo nem chegava aos dez euros sugeri que descontasse todo e assim não perdia nada, mas ela insistia que queria ficar com algum saldo. Até que o cliente seguinte diz "mas vamos ficar aqui até quando por causa desta mulher!?" Então a senhora disse para descontar o saldo na totalidade. É complicado. Talvez seja altura de nos surgir no ecrã a quantia referen...

Quando um cliente tem duas contas

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É uma situação  muito comum, um cliente querer pagar duas contas (ou até mais) em separado, ou porque está a fazer compras também para outra pessoa, por uma questão de organização, ou pagamentos, ou até,  porque faz compras para si e para a sua empresa, ou por outra razão qualquer. Sei, que para quem está  espera e com pressa, é chato, mas é um direito que a pessoa tem.  Estava a atender uma cliente que , quando uma outra chegou eu ainda estava a terminar a primeira conta e o separador do cliente seguinte estava a marcar . Enquanto estava a tratar do pagamento e a finalizar, essa outra cliente, empurrou os artigos da cliente que estava a atender para  o lado, e colocou lá os seus. Quando vou para começar o registo da segunda conta da cliente, os artigos dela,  já lá não estavam. Pergunto à cliente intrusa se tem prioridade, ao que ela responde: "não, pensei que estas coisas eram de alguém que tinha se esquecido de alguma coisa, e eu nã...

No dia R8, também há clientes teimosos

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O dia R8 (dos reformados, desde dia 8 até dia 12 +-) tem sempre um pouco de tudo. Clientes adoráveis, e clientes chatos, mas enfim, tudo passa, tudo se resolve. Estava a atender um velhote, que me oferece, trocos, mas como naquela conta não era preciso, não ajudava em nada, respondi que não era necessário, mas o senhor, insistiu "mas eu quero me livrar destes pretos (moedas de um e dois cêntimos) todos! Lá tive que ficar com as moedas, para o cliente ficar mais feliz! A cliente seguinte, era alguém que também trabalha no ramo, e sorriu, e depois disse "eles são tão teimosos!" Sim, alguns são mesmo! Mais tarde, quando  fechei a caixa,  as pessoas que se aproximavam viam a cancela fechada, iam para outras caixas. Chega um velhote, digo-lhe que a caixa está fechada, ele ouve, mas põe na mesma os produtos e diz "então você vai  almoçar e deixa a pessoas por atender!?" Repito que a caixa já está fechada, mas ele não desiste, no entanto, não o atendi mesmo! Foi pedir...

Com organização, tudo se resolve melhor

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A  cliente seguinte , já está em frente ao local de pagamento do multibanco no tapete de saída, com o seu saco aberto, mesmo antes da cliente que está a ser atendida, ter arrumado os produtos, ou ter pago. Pergunto a esta suposta cliente seguinte, se faz parte daquela conta. Responde que não. Então  peço,  para que deixe a outra cliente terminar o atendimento. É aí que ela responde:  "pois mas eu tinha de estar no local  X ás 10 horas, mas pelo vistos , já não deve ser é de hoje!" Tive vontade de perguntar de quem era a culpa, se era minha ou da pessoa que estava, na vez dela, a ser atendida. Mas respirei fundo e ignorei! Como costumo dizer na brincadeira: a situação é im-pres-si-o-nan-te, mas tão impressionante, que até impressiona! Li algures na internet, que a pressa é um defeito de quem está sempre atrasado !

Pessoas que precisam de ajuda

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Por vezes, ouvimos ao  som, chamarem pelo proprietário do automóvel X ou Y, e ficamos a pensar na matricula, se será o nosso. Confesso que preferia que dissessem a marca ou a cor, porque não sei  bem de cor a matricula. Num destes dias, chamavam insistentemente, dizendo a matricula do veiculo. Ninguém se identificava. Parece que , alguém reconheceu os donos, uns velhotes que estavam na minha caixa. Via-se que eram pessoas instruídas, mas já muito debilitadas e de idade avançada. O senhor,  tinha deixado o carro a trabalhar e com a porta aberta. Então, enquanto o senhor foi ao parque, a esposa ficou a tentar retirar as compras do carrinho, não estava a conseguir, então um amável senhor que estava na fila, ofereceu-se para ajudar. Eu também embalei as compras e coloquei as mesmas dentro do carrinho. Percebi que este casal estava completamente baralhado. Certamente precisariam de ajuda, no sentido de alguém conduzir a viatura por eles, pois pareciam não e...

No palco, só havia a cliente e a operadora de caixa

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Uma cliente, está ao telemóvel, enquanto mexe nos artigos  no lado do tapete de saída. A distração era de tal forma, que parecia não saber, que tinha de colocar as compras no carrinho, uma vez, que não queria usar sacos. Não sei se foi por causa da conversa, que se lembrou que  lhe faltava o pão. Disse que o  ia buscar. Fui passando os artigos mais devagar, pois já estavam duas pessoas, à espera. Entretanto, a cliente voltou, trazia mais artigos, além do pão, e pediu desculpa, porque,  pelo caminho,  encontrou uma pessoa que já não via há muito tempo, e esteve a cumprimentá-la. Acho que teve sorte, por os outros clientes serem civilizados e não reclamarem. Por vezes, há pessoas assim, que no momento do atendimento, têm uma máquina, que faz apagar todas as outras pessoas, ficando apenas a operadora de caixa e a cliente!

Mais do mesmo

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Lá vinha uma cliente que depois de tirar os artigos, passa com os sacos em balão para o outro lado, levanto-me para os verificar e ela diz: "Então? estes sacos já estão pagos!" Ao que eu respondo:" Sim, mas preciso de confirmar se estão vazios!" De forma inesperada, agarra nos sacos tira-os rapidamente para cima do tapete diz "que gente desconfiada"! Sabem o que havia lá? Uma caixa de acendalhas! E depois nós é que somos desconfiados. Acredito que tenha sido sem querer, mas pode acontecer. Ela só disse "pronto, pronto!" Deveria haver uma forma de evitar estas situações, uma forma universal, tipo um lugar onde as pessoas tivessem de passar os sacos, algo semelhante ao que acontece nos aeroportos para passarem as malas de viagem,   pois é que é chato para nós termos de fiscalizar, e ainda sermos  mal compreendidos ! Mas até se arranjar esta forma, será que podem trazer os sacos de forma a que se perceba que estão vazios!? Ou mostrando ou os tra...

O cliente que queria ter uma reunião

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Estou a atender um cliente que trás um artigo que é necessário ser retificado o preço. Pergunto ao cliente seguinte se ele pode aguardar só um bocadinho, porque sabia que seria algo rápido de resolver. O cliente, aparentemente muito zangado, responde:" A sério ? Não me diga!Logo agora que estou em cima da hora para  para uma reunião de trabalho!" Ao que eu respondo: " Então eu ponho a conta em espera e..." É quando ele me diz:" Calma, eu estava a brincar! Eu espero sem problema!" Foi um alívio, e a situação foi logo resolvida e o cliente seguinte atendido. Já que ele estava a brincar, também me despedi, dizendo! "Obrigada, bom dia e boa reunião!" É então que ele responde, com alguma amargura: "Antes fosse, antes fosse!" Fiquei sem saber o que responder, pois pensei que se certamente, estaria  sem trabalho!

Posso esquecer uma cara, mas não a situação

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A semana passada esteve lá um casal a fazer as suas compras. Quando iam pagar, pediram para eu descontar os 27€ do saldo do cartão continente. No entanto, o cartão não tinha qualquer saldo! Cuidadosamente digo ao senhor, que não tinha saldo no cartão e ele responde que tinha esse valor, pois tinha acumulado através de um cupão de 10%  na wells na compra dos  óculos e aponta para os seus óculos novos. Meramente, por  acaso, eu  sabia que existia esse cupão. Pedi um momento, liguei para o balcão de informação, onde me disseram que o senhor teria de se dirigir à Wells para ver o que se passava. Comuniquei ao senhor, e disse-lhe que nesta conta não era possível fazer o desconto, mas que lá o iam ajudar a perceber o que se passava. O senhor foi à loja e da minha caixa, consegui ver que alguém o estava a ajudar. A esposa ficou à porta com o carrinho das compras. O senhor saiu da loja e foi falar com a esposa, e também me veio dizer, que o cupão não foi passado na altura da...

Nem todos os velhotes, são castiçoos!

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Um casal de velhotes já chegaram à caixa a discutir, ou melhor a ralhar. ele levantava a voz, mas a senhora ripostava à altura, O foco da discussão,  era o tempo que já ali andavam, e culpavam-se um ao outro. Lá se calaram. A senhora que atendi a seguir até me disse "estes já tinham idade para ter juízo!"

Atendimento em mímica

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Um cliente diz-me qualquer coisa, que não percebi, questionei, mas não me respondeu e continuou a falar. Pensei que me podia estar a pedir alguma coisa, então disse: "desculpe, não percebi"! É quando a pessoa responde, tirando o cabelo que tapava o auricular. " não estou a falar consigo!" Não é fácil fazer um atendimento por mímica para não incomodar!

Quem é que pagou a conta!? Não sei!

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Estava a atender duas pessoas. Pelo que me deu a entender, uma das pessoas vivia em Portugal e a outra seria emigrante e estava de visita. Estavam a discutir quem ia pagar, porque ambos queriam pagar. O pagamento era com multibanco, pois cada um tinha o seu cartão. Um empurrava o outro, o outro também empurrava. Entretanto, com o encostar do cartão, alguém pagou e o talão saiu, ainda eles estavam a  discutir quem ia pagar, quando eu digo que já alguém pagou! "Quem?" Perguntam, ao que eu respondo "não sei, mas a conta está paga, e foi um dos dois cartões!" Diz um para outro "às tantas ainda pagamos duas vezes!" Mas eu assegurei-os que isso não seria possível, que o sistema não permitia! Ainda lhes disse para irem ao multibanco confirmar! Espero que se tenham entendido e aprendido a lição!  

Leite de burra para cachorro!?

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Hoje foi mais um dia, em que houve muitos reformados no supermercado, e, por isso, há sempre histórias para contar. Escolhi uma situação leve, com reformados, das muitas que me passaram pela frente. Uma senhora, pergunta-me se vendemos leite para cachorro. Ao que eu respondo,  que para gato  há umas garrafinhas da Whiskas. Até disse à senhora se não seria melhor comprar no veterinário, mas percebi que o preço, no veterinário, estava caro para a senhora. Entretanto, um outro cliente, também velhote  diz,  que o melhor é dar-lhe leite de burra e que vai buscar, porque sabe onde está! A senhora agradece a ajuda e disponibilidade do senhor. Eu digo à senhora que não me lembro de alguma vez ali ter visto leite burra. Mas o senhor confirma que há. No entanto, dai a pouco chega e  diz que afinal, não havia! Então a senhora levou leite de gato para o cachorro! Como é uma cliente habitual , espero a voltar a ver para perguntar se ele gostou e se não lhe fez mal!

Já é a terceira vez que me conta essa história

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Há um cliente, o Sr. Aranha que acredito que precise de meter conversa, quer seja para reclamar de alguma coisa, mesmo que seja exterior ao supermercado, quer seja   para contar alguma história. Ele não é daquelas pessoas de fácil trato, é até um pouco chato, mas tento ter paciência, porque certamente não deve ter quem o ouça. Pela terceira vez,   contou-me a mesma história, sobre uma máquina de café que comprou no continente. Diz que tinha uma, pensou que estava avariada, comprou outra e depois percebeu que a outra estava boa e agora tem duas. E leva dois tipos de café, um para cada uma das máquinas, e depois ainda fala sobre se é ou não bom beber muitos cafés! É mais um monologo! Enfim, vou aguardar pelas próximas aventuras das suas máquinas de café!