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O velhinho que estava triste

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Um simpático velhinho, cliente habitual, vai à minha caixa com dois artigos.  Velhinho: Olá menina, então como está? Eu: Estou bem e o senhor como está? Velhinho: Ai, estou muito mal! Eu (preocupada): Então, o que se passa? Velhinho: Morreu-me a minha papagaia, a minha única companhia, a minha amiga! Ontem à noite, despediu-se de mim a dizer até amanhã. hoje quando vi estava morta. Perguntei que idade ela tinha, disse-me que tinha uns 12 anos. Disse-me que a voz da papagaia era igual à sua falecida esposa. contou-me também que um mês depois da morte da esposa morreu o cão com o desgosto, e agora a papagaia.  Ainda lhe disse para arranjar um gato, mas ele disse que não gostava de gatos. Os clientes que estavam a seguir sugeriram outra papagaia, e ele disse logo que nunca seria igual . Nisto começa a chorar e a lamentar-se. Fez-me imensa pena, até parece que ele sabia que o compreendia por também gostar de animais, embora,  nunca tenha tido um papagaio.  Os c...

Porque é que os velhinhos tem pressa na fila da caixa?

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Na sexta feira passada, estavam duas caixas abertas, e , por volta das 9:30h, abriu uma nova caixa. Foi a caixa que estava à frente da minha , a colega chamou por ordem de fila. Uma senhora idosa, vem com o carrinho para essa caixa, mas um outro senhor, também idoso, em voz alta, diz "é lá, se é por ordem, sou eu que estou primeiro"! Um perfeito cavalheiro - pensei eu, com ironia! A senhora até um pouco assustada, sem reclamar, responde "está bem , está bem"! Lá foi o senhor vitorioso, ser atendido em primeiro lugar, mas a senhora foi logo a seguir, mas talvez os dois ou três minutos, de diferença, fossem de grande importância, principalmente,  para quem já devia de ter mais tolerância, tempo e paciência,  já que não tem de correr para cumprir horários laborais. A cliente que eu estava a atender até achou graça, e na verdade depois disto, acabamos por nos rir da situação! Esta cliente, afirmou também, que já tinha presenciado, num  dia na abertura do superm...

Pessoas frágeis

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Um senhor, já velhinho e muito debilitado, que mal andava, ele arrastava os pés, perguntou-me onde estava um determinado artigo, e especificou ao pormenor, limonada de um litro da marca B. Quando percebi a distância que esse artigo estava e visto que de momento não tinha ninguém na fila, pedi autorização para ir buscar o artigo ao senhor. Depois de ter a resposta, o senhor disse-me"traga-me dois" ele sabia bem a marca , a quantidade que tinha e o sabor.  Depois disse-me que estava mesmo ali no lar que fica a poucos metros. Pediu-me para por dentro de um sacos. Ele pagou em dinheiro, entreguei o troco. Reparei que estava com dificuldade em pegar no saco. Então fui ajudar a pendurar o saco no braço do senhor. Vi que ele tinha a mão fechada, julguei que ainda não tinha guardado o troco, mas a cliente que estava a seguir fez-me um sinal. Foi quando percebi que o senhor além das pernas também tinha alguma coisa naquela mão e não a abria.  Foi muito gentil e agradeceu-me muito....

O custo de vida para os mais velhinhos

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Uns velhinhos já ambos debilitados, e cada um com uma bengala, iam olhando fixamente para o ecrã onde iam controlando os preços ou o total. Tinham poucos artigos, e eu própria os coloquei no saco, porque a preocupação deles era outra. No final a senhora pergunta baixinho ao senhor "então chega ou não!?" Ele afirma que sim, e coloca umas quantas moedas em cima do tapete e pede-me para eu contar. Na verdade, faltava sete cêntimos, mas eu disse-lhe que estava certo.  Estas situações deixam-me triste. Porque se faltasse mais dinheiro e tivesse que anular artigos, seria ainda pior, porque por mais empatia que possamos ter com as pessoas , também sabemos que não podemos fazer mais. 

Causas: cada um tem as suas

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Quem me conhece, sabe que tenho algumas causas. Que, sem qualquer ordem de importância, são por exemplo : Relacionadas, com animais, mais especificamente gatos de rua , mas também contra todo e qualquer tipo de mal trato a animais.  Depois outra causa que sempre defendi, tem a ver com o ambiente , com a redução do uso do plástico e hábitos mais sustentáveis, reciclagem, etc.  O que faço é apenas uma gota no oceano, mas mesmo assim insisto e não desisto! Mas a causa que queria aqui abordar agora, tem a ver com o que assisto e constato  no meu trabalho de operadora de caixa:  atendimento aos  mais idosos . Já algum tempo que me preocupo com estas pessoas, pois elas já não têm a rapidez e destreza que tinham, e ninguém se importa. Os outros clientes vão ao supermercado sempre com pressa. Ou porque a seguir vão trabalhar, ou porque vão buscar filhos à escola, ou porque têm qualquer outro compromisso. Se na fila está uma senhora de idade que demora a e...

Cuidado com certos velhinhos...

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A nossa tendência, pelo menos, falo por mim, é achar que os velhinhos são ingénuos indefesos, incapazes de nos tentarem enganar, coitadinhos, já que muitos deles vivem da sua pequena reforma e querem mais é que não os enganem a eles.   No entanto, já assisti a algumas situações, que me deixaram, pelo menos, da dúvida. A mais recente foi um senhor que após eu lhe ter dado o troco, afastou-se e depois voltou lá, e disse que eu lhe tinha dado mal o troco e faltava dez euros. Verifiquei o talão, realmente tinha de lhe dar uma nota de dez. Pensei será que não dei?! Estava muita gente, e para não estar a perder tempo a contar tudo o que tinha na caixa, para ver se sobrava aquele valor, dei-lhe a nota de dez euros. Mas como fiquei na dúvida registei o dia. Quando veio a folha de quebras lá estava, uma quebra de 9,99€. O cêntimo de diferença, foi possivelmente algum cliente que não tinha um, e desculpei, ou algum que não quis esse troco, porque por vezes acontece.   O senhor até pode nem ter f...

Falar mais alto a quem ouve mal...

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Muitas vezes, quando estou a atender velhinhos ou velhinhas noto que eles ouvem ( ou entendem) mal e apanhei o tique de lhes falar um pouco mais alto e mais pausadamente. Entretanto um destes dias, um velhote, disse-me que ouvia ainda muito bem! Pela sua maneirade dizer pareceu ficar ofendido! E eu a pensar que estava a ter uma boa atitude! É mesmo difícil agradar a todos!

Vou inventar um modelo de supermercados

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Se um dia me tornar empresária e rica, vou inventar um modelo de supermercados, cujo atendimento seja direccionado, para as pessoas mais idosas, de mobilidade mais reduzida, para poderem demorar todo o tempo que pretenderem. Nesse supermercado haveria uma zona de lazer para esta população poder tomar um chazinho enquanto descansavam no intervalo da árdua tarefa que é fazer as compras. Haveria funcionários para o  caso de desejarem ser acompanhados na escolha dos produtos, e até mesmo na entrega. Claro que um supermercado destes só faria sentido nas localidades, não só/mas principalmente a interior.   Eu disse que precisaria de ser bem rica, porque certamente este "negócio" não me faria rica, apenas me faria solidária. É que eu preocupo-me mesmo com os velhinhos...eles não tem pedalada para o stresse que é a vida hoje, eles estão sempre a ser "atropelados". Eles já tiveram os seus dias de correria, agora só precisavam que ter algo à sua medida!    

Os velhinhos por vezes são muito sabidos...

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Para mim aquele casal de velhotes simpáticos nunca me levantariam suspeitas. Colocaram dois ou três artigos sobre o tapete depois deram-me uma garrafa de cerveja  marca cristal e disseram "são doze, menina!" Eu debrucei-me para confirmar o fundo do carrinho e não eram doze mas sim catorze e não eram todas de marca cristal (a mais barata) mas sim sete cristal e as outras sete sagres (mais cara). Não foi um acto inocente, pois as da marca mais cara estava por baixo e as outras por cima.   O  velhote tremia todo quando eu fiz o reparo e depois desculpou-se dizendo:" foi alguém que as tirou do sítio".   Já no dia anterior um outro casal de velhinhos simpáticos passaram com uma grade de (novamente) cervejas num daqueles carrinhos azuis que tem uma espécie de dois andares. Não reparei na grade ( estava no "andar"  de baixo) e eles também não disseram nada. O procedimento habitual quando se trás grades é dar à operadora uma garrafa, nós depois multiplicamos ...