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Não se despacha, parece que tem ovos debaixo dos braços

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Estou a atender um jovem pai,  que está acompanhado pela  sua filhota, que terá cerca de cinco ou seis anos. A menina muito simpática e conversadora. O pai em silêncio, vai arrumando as compras muito devagar.  A dada altura,  a menina quer ajudar o pai e vai lhe dando os artigos, mas o pai diz, "calma, espera". O pai além de estar a embalar de modo muito calmo, ainda muda artigos de um saco para o outro. Reparo que na fila, já há clientes com alguma impaciência. É que era um jovem, não era um velhote debilitado. Certamente estava ali em alguma missão, porque não era um ritmo normal! Quando termina e vai embora, o homem,  apenas diz obrigado, mas a filha despede-se de forma efusiva e simpática! Vai uma cliente diz:" é bem mais simpática e despachada que o pai, caramba, não se despachava, parecia que tinha ovos debaixo dos braços!" Ora eu nunca tinha ouvido esta expressão, então anotei logo para não me esquecer e a partilhar aqui!

Rolamentos que funcionam a caroços de azeitona

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Um cliente depois de ensacar as compras e pagar, sai deixando lá tudo. Tive de o chamar bem alto, porque ele não ouviu à primeira. Quando ele volta e chega à minha caixa para apanhar os sacos diz "isto quando os rolamentos funcionam a caroços de azeitona, é no que dá!"   Mais uma expressão nova para mim, e mais um momento divertido!

Coisas da língua portuguesa

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Pergunto a um cliente se precisa do número de contribuinte na fatura e ele responde que  quer  fatura no último cliente , a fila tinha três pessoas e eu fiquei a pensar se seria no último da fila, mas disse "desculpe, não percebi!" E ele repete no último cliente ! Reparei que o senhor tinha um ligeiro sotaque, e , lembrei-me de perguntar se seria consumidor final ,  e  ele responde "e não é a mesma coisa?!"

O sexo do dinheiro

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Como já aqui disse, tenho o hábito de colecionar provérbios, expressões e ditos dos clientes. Um destes dias falava do dinheiro e da falta dele com uma cliente, e até usei uma  expressão que aprendi há uns tempos. E a cliente diz que a sua mãe tem uma outra teoria que é " O dinheiro na casa de certas pessoas é fêmea, mas na minha é macho" -  porque não se reproduz ou multiplica, não faz filhos, não dá frutos!     Achei muito curiosa esta teoria!

O dinheiro na minha mão, é como manteiga em focinho de cão

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Uma cliente chega à minha caixa, a dizer: "Vinha só comprar duas coisas e levo tantas, nem trouxe carrinho"! Mas lá foi arrumando os seus artigos, e no meio de um suspiro, diz-me: "O dinheiro na minha mão, é como manteiga em focinho de cão"! Como já aqui disse, eu praticamente colecciono todas estas expressões e ditos dos clientes e este é mais um para a lista!   Já conheciam esta!? Alguém concorda ou se identifica!?

Tapete limpo é como um pobre de camisa lavada

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Como não tinha clientes naquele momento, resolvi limpar o tapete com pano e o  spray. Ficou mesmo bem limpinho. Chega um cliente e pergunta se pode colocar os artigos, digo que sim, e ele diz-me: " Pois é, não podem ver um pobre de camisa lavada, que têm logo de vir sujar tudo "!  

Expressões de outros tempos

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Uma família está na minha caixa com as suas compras. Um casal com um filho. A senhora começa a perceber que são demasiadas coisas para carregar em braços e então pede ao filho para que ele vá buscar um carrinho, desta maneira:   - Vai lá buscar um carrinho a correr muito, até bater com os pés no c * !   Eu já tinha ouvido esta expressão, mas há muitos, muitos anos , atrás!

"Estamos na fraqueza da lua"

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Estava a atender um casal, já com alguma idade. Surge o seguinte dialogo.   Senhor : Tanta coisa, dizias que vinhas só buscar duas ou três coisas...   Senhora : Pois, mas também são coisas que fazem falta!   Senhor : Sim, mas sabes bem, que estamos na fraqueza da lua !   Senhora: Pois é, tens toda a razão!   Foi nesse momento que eu interferi e perguntei o que significava a expressão, pois não conhecia, e eles, de forma simpática me disseram, que queria dizer que estavam á espera de receber o dinheiro para as compras, mas que agora, estava mau, estava fraco!

Decifrar certas expressões dos clientes

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Há dias tive uma cliente, que suponho eu pela forma de falar deve ser de outra região, pois tinha um sotaque diferente, madeirense talvez. Ela disse que ia levar umas garrafas de vinhos, mas como levava muitas, perguntou se fazíamos, descobri  eu depois de uma breve troca de palavras, um desconto. Mas a expressão que usou foi: " Veja lá se me pode fazer o mínimo !"  

Expressões brasileiras

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Apesar de já estar habituada à linguagem brasileira, quer por ver novelas, quer por haver muitos brasileiros em Portugal, por vezes ainda me surpreendo! Hoje um jovem rapaz fez uma despesa de 10,09€, e ele deu-me 15€, então eu perguntei se ele não tinha nenhuma moeda, ao que ele me respondeu, assim daquela forma engraçada de falar :" Ah não me mata, que eu não tenho, não !"    

Em português correcto

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Por vezes quando o separador do cliente seguinte não está a separar as compras eu pergunto: "é só?"ou "é tudo?" Uso inconscientemente uma destas expressões. Penso que as duas expressões são correctas, mas hoje uma cliente corrigiu-me e disse-me: diga antes "é tudo", o "é só" não soa bem! Ainda estou a pensar no caso, e não consigo perceber o que ela quis dizer...   Recordo-me de  há uns tempos ter surgido uma situação idêntica, com o "se faz favor" e o "por favor". Quando tive formação ensinaram-me a dizer ao cliente: " são cinco euros, por favor", entretanto uma colega minha que trabalha numa loja disse-me que na formação que ela teve ensinaram a dizer " cinco euros se faz favor".   Será que alguém me pode elucidar nestas duas* expressões? Qual a mais adequada no atendimento ao público?     * Ou melhor quatro expressões      

Tanta coisa, até parece que vem aí a guerra!

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Por vezes acontecem situações no hipermercado que parecem peças de teatro. Daí, eu às vezes usar a expressão, "no palco do supermercado"! Passo a contar o episódio em questão: um casal com dois carrinhos de compras está a colocar as mesmas sobre o tapete. Ainda estão no primeiro carrinho quando um senhor se aproxima, este senhor não se apercebe que são dois carrinhos e fica ali na fila. Quando o casal puxa o segundo carrinho, o tal senhor, diz o seguinte (literalmente):   " Isso é tudo vosso? Nunca mais daqui me despacho! Tanta coisa, até parece que vem aí a guerra"!