Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta causas pessoais

Pessoas frágeis

Imagem
Um senhor, já velhinho e muito debilitado, que mal andava, ele arrastava os pés, perguntou-me onde estava um determinado artigo, e especificou ao pormenor, limonada de um litro da marca B. Quando percebi a distância que esse artigo estava e visto que de momento não tinha ninguém na fila, pedi autorização para ir buscar o artigo ao senhor. Depois de ter a resposta, o senhor disse-me"traga-me dois" ele sabia bem a marca , a quantidade que tinha e o sabor.  Depois disse-me que estava mesmo ali no lar que fica a poucos metros. Pediu-me para por dentro de um sacos. Ele pagou em dinheiro, entreguei o troco. Reparei que estava com dificuldade em pegar no saco. Então fui ajudar a pendurar o saco no braço do senhor. Vi que ele tinha a mão fechada, julguei que ainda não tinha guardado o troco, mas a cliente que estava a seguir fez-me um sinal. Foi quando percebi que o senhor além das pernas também tinha alguma coisa naquela mão e não a abria.  Foi muito gentil e agradeceu-me muito....

A cliente que estava triste...

Imagem
Cumprimento uma cliente, uma senhora, com mais de sessenta anos. Quando digo "bom dia",  ela responde, com ar desolado "não"! Ao que eu respondo" porque está a chover!?"  Ao que ela me responde:" não, porque ontem tive que me despedir da minha cadelinha que foi a minha companhia por mais de 13 anos, e tive ser eu a decidir que ela morresse!" Respondi" mas se calhar ela estava doente e a sofrer, e agora já não sofre!" A senhora começou a chorar,  a contar da sua cadelinha. Também me disse que tinha ido deixar todas as coisas que eram dela, camas, brinquedos, etc a algum lado. Então eu disse" mas já não quer ter mais nenhuma"? Então ela disse-me que já não tinha idade, e que já desta teve medo de partir à frente e saber que depois ninguém a cuidaria como ela. Tem agora apenas um gato. Disse-lhe que também tinha um. Parece que a senhora sabia como a história dela me afetaria , porque também gosto muito de animais, pois é uma das ...

A missão coninente alimenta

Imagem
Quando há uma causa destas, há que falar dela e divulgá-la.  E esta causa está relacionada com aquelas três que defendo, porque ajuda: Pessoas , já que pretende reforçar a doação de excedentes, garantindo que a ajuda chega a mais instituições de forma transparente e justa. Ajuda animais através da doação de excedentes alimentares a instituições de apoio animal e parcerias com associações como a Animalife  . Também apoia o ambiente ao combater o desperdício alimentar através de várias iniciativas que visam reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo, promovendo a sustentabilidade e o aproveitamento de recursos. «Com a “Missão que Alimenta”, o processo de seleção das instituições passa agora a ser realizado através de uma plataforma online, com candidaturas abertas de três em três anos. Podem candidatar-se entidades sociais ou de apoio animal, com atividade em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira. Todas as candidaturas elegíveis serão aval...

Causas sim, mas publicidade, ainda não

Imagem
De vez em quando, recebo por email, ofertas de publicidade, para o blogue, mas principalmente para a página de Facebook.  Não sei de futuro não mudarei de ideias, mas para já não tenho aceitado. Uma coisa que me aborrece muito, é querer ler uma noticia qualquer, e surgir publicidade, ter de aceitar cookies, e sei lá que mais. não quero sujeitar os meus seguidores a isso, é muito aborrecido! Prefiro continuar aqui com as histórias e conversas de caixa, e com as minhas causas!

Momento doce

Imagem
Estava a atender uma simpática senhora, brasileira que vinha com o seu filho, um jovenzinho especial, com um sorriso doce. A sra disse -me " hoje trouxe o meu filho que aceitou me ajudar em troca de um chocolate... não foi de graça não!" Então eu disse -lhe "gostas muito de chocolate é!?" Ele sorriu timidamente. Não falou, não sei se falava, mas sei que ele me entendeu. Quando registei o chocolate, ele pegou logo nele, meio envergonhado. Quando me despedi da mãe disse acenando "tchau"ao rapaz e a mãe disse para ele me dizer tchau e ele lá sorriu e acenou. Havia ali muito cuidado, muito amor . Fico grata por estes momentos e por pessoas assim tão simpáticas, porque podia ser apenas mais duas pessoas que vieram comprar pão e leite, com as questões básicas do costume, pagamento e adeus, mas foi muito mais que isso. Foi gratificante!

O chão do lixo é aqui!

Imagem

Causas: pessoas, animais, ambiente

Imagem
As causas que tenho/defendo e que de certa forma estão relacionadas com o meu trabalho, como operadora de caixa são: Pessoas: Crianças, velhinhos, doentes, com necessidades especiais, sem dinheiro (dificuldades financeiras acentuadas). Precisam sempre de mais tempo, disponibilidade, paciência, tolerância, e por vezes os que estão com pressa, nem os vêem. Tento ajudar com  em campanhas de banco alimentar, ou com a missão continente, mas principalmente, com disponibilidade.  Quando uma criança vai sozinha comprar alguma coisa, não acontece muito, mas existe, tento usar uma linguagem adequada e afetiva.  Certa vez, uma jovem moça, que estava a atender, pediu-me ajuda com a aplicação do continente. Lá estava eu a mexer no telemóvel dela  para ajudar e percebi que a aplicação estava diferente. Então eu disse "ah mas isto está diferente"! E ela diz-me "é uma aplicação adaptada a cegos!" Eu não tinha percebido que a moça era cega. Tentei ajudar como pude, e fiquei agradad...

Uma caixa lenta no supermercado

Imagem
Uma caixa lenta, seria um serviço, que ofereceria  mais tempo aos clientes, com uma operadora de caixa que daria  mais tempo para as pessoas embalarem os seus produtos,  para colocar questões ,  ou simplesmente, para conversarem.  Seria um serviço mais atenciosos para idosos, ou para pessoas com necessidades especiais, que não tenham pressa e que precisem de mais tempo.

O custo de vida para os mais velhinhos

Imagem
Uns velhinhos já ambos debilitados, e cada um com uma bengala, iam olhando fixamente para o ecrã onde iam controlando os preços ou o total. Tinham poucos artigos, e eu própria os coloquei no saco, porque a preocupação deles era outra. No final a senhora pergunta baixinho ao senhor "então chega ou não!?" Ele afirma que sim, e coloca umas quantas moedas em cima do tapete e pede-me para eu contar. Na verdade, faltava sete cêntimos, mas eu disse-lhe que estava certo.  Estas situações deixam-me triste. Porque se faltasse mais dinheiro e tivesse que anular artigos, seria ainda pior, porque por mais empatia que possamos ter com as pessoas , também sabemos que não podemos fazer mais. 

Velhinha simpática e atenciosa

Imagem
Eu não sou boa fisionomista, é certo. Esqueço-me facilmente da cara das pessoas, mas não é de agora, sempre fui assim, infelizmente. Talvez sofra de um distúrbio como nome de Prosopagnosia . No entanto, por vezes,  dou conta, de que já passou algum tempo, que não vejo, um determinado cliente . Quando se trabalha numa cidade mais pequena, há caras que fazem parte da casa . Há dias uma velhinha super atenciosa foi à minha caixa. Fiquei feliz de a reencontrar, e ela também de me ver. Esta senhora que já deve ter bem mais de oitenta anos.  Recordo-me que um dia olhou para mim e elogiou o meu cabelo, e  disse-me que quando era nova, também tinha assim os cabelos grandes e fortes. Depois disse-me que a maior pena que tinha era de estar a ficar sem cabelos. Apesar de tudo, envelhecer, não é mau, porque é um privilégio, só concedido a alguns, o mau,  é faltar a saúde, perder o cabelo, os dentes, a memória, a capacidade de andar, etc. Lá ficou a contar-me...

Quem é a turma do vinil?

Imagem
O vinil surgiu em Portugal  na década de 1940. As primeiras fábricas surgiram mais tarde, como a da Valentim de Carvalho em 1963. O vinil remete para a nostalgia, para o passado. A turma do vinil é o nome carinhoso, que identifica, as pessoas com mais idade, a maioria já reformados,  que costumam ir ao supermercado,  logo pela manhã cedo. Uma parte deles  (talvez 50%)  não gosta de esperar, não querem ficar nas filas e reclamam; a outra parte são tranquilos. Consequentemente,  estes  dois tipos de pessoas, nesta turma do vinil, classificam-se como,  os impacientes, e os pacientes. Os impacientes, reclamam do tempo de espera, brigam por um lugar numa fila, os pacientes aproveitam o facto de estar nas filas para conversarem e interagirem entre eles e e com os funcionários. Apesar dos impacientes, ás vezes me deixarem stressada, gosto imenso desta turma do vinil. Gosto das conversas, gosto de aprender com eles, pois têm uma maior expe...

O cartão Mais Pessoas

Imagem
Existe um cartão que tem o nome de  "cartão mais pessoas", que é gerido pela Segurança Social e f inanciado pelo Fundo Social Europeu. Destina-se a apoiar famílias em situação de carência económica e permite adquirir bens alimentares em estabelecimentos comerciais aderentes ao programa, como é o caso do Continente. Este cartão só dá mesmo para bens alimentares, considerados essenciais, se registar outro tipo de artigo, o sistema não aceita. Houve uma vez  que uma cliente me pediu um saco, e deu logo erro. Passamos o cartão antes de começar a registar as compras, e no fim é usado como se fosse um multibanco com código e tudo. Enquanto que o cartão da  cruz vermelha que também se destina a apoiar famílias carenciadas, dá para comprar produtos não essenciais, este só dá mesmo para bens essenciais! O cartão é pratico de usar, claro que da primeira vez tive que perguntar, pois não conhecia o cartão. Uma cliente deste cartão disse que tinha um determinado valor que era ca...

O custo de vida, não está fácil

Imagem
Estava a atender uma senhora já com certa idade, que ia olhando para o visor, onde vai passando os preços. Pensei  que poderia algum artigo não estar a passar ao preço que a senhora tinha visto. Então perguntei se estava alguma coisa a preço diferente. A senhora respondeu que não era isso, disse  que o  problema era que tinha de retirar algumas coisas porque o dinheiro não ia chegar. Não é fácil ouvirmos isto, mas ultimamente, acontece com alguma frequência. Perguntei o que queria deixar, e ela lá retirou umas quatro ou cinco coisas, pediu desculpa, dizendo que só trouxe dinheiro, porque deixou o cartão em casa. Talvez seja verdade, ou talvez não tivesse mesmo mais dinheiro. Uma jovem, grávida estava a seguir, reparei que estava triste com a situação. Quando a senhora saiu, a jovem disse-me que infelizmente a situação não estava fácil, que também estava sempre a contar o dinheiro, e que gostaria de ter muitos filhos, mas que, desta forma, só teria um. Mas também...

São as pessoas e as causas que me movem e não o dinheiro!

Imagem
Pode até haver, clientes mais difíceis ou desafiantes, ainda assim, é por eles toda  a minha dedicação e empenho. São as pessoas e as causas que me  movem e condicionam e não o dinheiro! Será dos clientes, das nossas conversas, da empatia, da simpatia, das risadas, ou até dos mais desafiantes, que poderei vir a sentir saudades, um dia, daqui a mais uns anos, espero!

Há um pão que mesmo embalado deita farinha

Imagem
Há um pão que mesmo embalado deita farinha, e isso é um problema para os celíacos , pois o tapete rolante, tem de estar limpo. Nós temos alguns clientes que têm esta condição, se assim lhe posso chamar. Uma cliente já por diversas vezes,  me pediu que limpasse o tapete, antes de colocar os seus artigos,  porque o filho de 13 anos, não pode apanhar qualquer grão deste pó de farinha ( glúten ), nos alimentos,   porque corre o risco de perfuração no intestino, disse-me. Ora isto é grave! Há uma outra cliente, esta já adulta que também tem esta condição, mas também me disse que o caso dela, até nem é,  tão grave! Como nem sempre se consegue ter o tapete impecável, quando há muito movimento, tem que se arranjar uma forma de ajudar estas pessoas, e que passaria talvez pela divulgação desta condição, para que elas não sentissem incómodo perante os outros clientes em pedir uma limpeza ao tapete, que só é possível, se nos deram uns minutos com o tapete vazio. Se eu pudes...

Missão continente - Banco Solidário Animal

Imagem
Está a decorrer no continente, mais uma campanha de vales solidários, através da missão continente, para o Banco solidário animal, Animalife. Somos também nós, operadoras de caixa,  que divulgamos na caixa a campanha aos clientes e perguntamos se querem contribuir através dos vales de €1 ou €5 . No meu ponto vista, nas situações que tenho divulgado a campanha, porque apesar de não ser boa "vendedora" sou muito dedicada à causa animal, tenho encontrado um misto de situações. Tenho encontrado pessoas que neste âmbito, e de forma positiva, dizem preferir ajudar animais a pessoas, pessoas que contam situações de adoção a animais com finais felizes. Algumas pessoas, até me mostram fotos dos seus animais no telemóvel, quando há tempo. Pessoas que se o tempo permitisse, ficaríamos ali, horas a falar sobre os animais, a sua doçura, inteligência, fidelidade, companhia. Pessoas que diziam ajudar de outras formas. Também houve pessoas que diziam que não ajudavam porque não podiam, mas q...

Os que preferem contribuir para causas relacionadas com animais

Imagem
Ultimamente ouço muitas vezes frases do tipo: - agora as pessoas movem-se mais pela causa dos animais do que das pessoas - com tantos sem-abrigos nas ruas, tu preferes ajudar gatos de rua!? No supermercado, há várias iniciativas, tanto para pessoas como para animais, e acho que não é preciso deixar de ajudar os animais porque pessoas, são pessoas. Até porque, ajudar os clientes mais idosos na caixa, com o embalamento das compras, ter disponibilidade e paciência para os ouvir, também é ajudar pessoas. Mostrar disponibilidade para quem tem alguma limitação também é ajudar pessoas. Há pelo menos duas clientes habituais, (referidas neste artigo, a senhora  Cool e a  Animaleza ) que já me confessaram que preferem contribuir para a causa animal. Também é uma causa que defendo. Sou cuidadora de duas colónias de gatos. Ter esta ocupação é algo que me enche o coração e me lava a alma, só tenho pena de não ter mais recursos. Cada um tem as suas causas, há lugar para todas, desde que h...

Eu gosto do dia R 8

Imagem
O dia do reformado receber a sua reforma é o dia 8, mas também se estende ali a 9 e 10. Aqui há uns tempos era a dia 10. É um dia que gosto muito. Gosto dos velhotes castiços, a maioria são simpáticos, querem contar coisas, fazer desabafos, conversar até de trivialidades. É  preciso alguma paciência é certo, porque há momentos em que temos de abrandar, dar espaço, dar tempo, mas acho que consigo dar conta do recado, com tranquilidade! É sempre bom  rever, certas caras, que só vão nestes dias, porque é quando o "patrão" lhes paga! Há vidas difíceis, reformas pequenas, mas eles acima de tudo,  mostram carinho e afeição por nós! Hoje senti-me recompensada!

Ajudar invisuais no supermercado

Imagem
Só quando temos por perto, alguém que conhecemos e estimamos, com deficiência visual, é  que  percebemos,   que muitas vezes, há locais, que ainda lhes falta alguma coisa, para estarem mais acessíveis a pessoas com esta particularidade. Um supermercado mais acessível, teria, por exemplo: Na entrada,  sinalização sensorial no chão, vi algo do género numa passadeira na estrada aqui . Poderia estar no inicio de cada corredor, no chão algo escrito em braille que identificasse o corredor, por exemplo, "produtos de higiene" , "massas", "cafés" onde,   suponho que com a ajuda da  bengala de apoio, desse para se conseguir de  forma mais fácil, obter essa informação. Nos produtos, também em braille, rótulos  com os nomes dos produtos, características e até datas de validade. Para quem vê mal, seria bom haver rótulos com  letras grandes e legíveis As prateleiras com fácil acesso,  com  espaço  confortável de aproximação frontal e lateral. Talvez sinais/voz sonoros ...

Carrinho de uso exclusivo a pessoas de cadeira de rodas

Imagem
Existem nos super e hipermercados do continente (e não só), uns carrinhos especiais que encaixam nas cadeiras de rodas. No caso do continente onde trabalho, que é de média dimensão, existe apenas um, que não está perto dos  carrinhos normais, está num sitio  mais acessível. O facto de estar num local mais acessível, faz com que algumas pessoas que não usam cadeiras de rodas,  achem que também os podem usar . É de lamentar o número de pessoas que não entendem que aquele carrinho é apenas destinados a pessoas que precisam deles, para fazerem mais comodamente as suas compras. Infelizmente, já tive discussões com as pessoas que dizem "eu vou num instante", ou então " mas se não está aqui ninguém em cadeira de rodas, porque não posso usar!?" As pessoas não entendem, ou não querem entender, que aquele carrinho é de uso exclusivo para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas!