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O velhinho que estava triste

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Um simpático velhinho, cliente habitual, vai à minha caixa com dois artigos.  Velhinho: Olá menina, então como está? Eu: Estou bem e o senhor como está? Velhinho: Ai, estou muito mal! Eu (preocupada): Então, o que se passa? Velhinho: Morreu-me a minha papagaia, a minha única companhia, a minha amiga! Ontem à noite, despediu-se de mim a dizer até amanhã. hoje quando vi estava morta. Perguntei que idade ela tinha, disse-me que tinha uns 12 anos. Disse-me que a voz da papagaia era igual à sua falecida esposa. contou-me também que um mês depois da morte da esposa morreu o cão com o desgosto, e agora a papagaia.  Ainda lhe disse para arranjar um gato, mas ele disse que não gostava de gatos. Os clientes que estavam a seguir sugeriram outra papagaia, e ele disse logo que nunca seria igual . Nisto começa a chorar e a lamentar-se. Fez-me imensa pena, até parece que ele sabia que o compreendia por também gostar de animais, embora,  nunca tenha tido um papagaio.  Os c...

Clientes queridos e especiais

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Há clientes que com tantos anos de convivência, mesmo só os conhecendo dali, já há amizade e até afinidade! Por vezes, há até gostos em comum, que vamos descobrindo ao longo do tempo. Um casal amigo cuja senhora sempre falava das suas gatas e eu dos meus gatos.  Perguntava sempre pelos "meus meninos" e eu pelas "meninas dela"! Antes iam só o casal, já com alguma idade, mas também com vitalidade. Depois passaram a ser acompanhados pela filha. No entanto, comecei a ver só a filha. Um dia tive a oportunidade e perguntei-lhe pelos pais, e, foi aí, que fiquei a saber que aquela simpática senhora, estava com demência.  Assim sendo,  não podia sair,  o pai ficava a cuidar dela, pois ela já fazia muitos disparates.  Esta filha até ficou de lágrimas nos olhos ao me contar a situação. Fiquei triste e surpreendida, porque ainda há tão pouco tempo, tinha falado com a senhora e não percebido tinha qualquer sinal de doença! É realmente triste irmos deixando de ...