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Momento doce

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Estava a atender uma simpática senhora, brasileira que vinha com o seu filho, um jovenzinho especial, com um sorriso doce. A sra disse -me " hoje trouxe o meu filho que aceitou me ajudar em troca de um chocolate... não foi de graça não!" Então eu disse -lhe "gostas muito de chocolate é!?" Ele sorriu timidamente. Não falou, não sei se falava, mas sei que ele me entendeu. Quando registei o chocolate, ele pegou logo nele, meio envergonhado. Quando me despedi da mãe disse acenando "tchau"ao rapaz e a mãe disse para ele me dizer tchau e ele lá sorriu e acenou. Havia ali muito cuidado, muito amor . Fico grata por estes momentos e por pessoas assim tão simpáticas, porque podia ser apenas mais duas pessoas que vieram comprar pão e leite, com as questões básicas do costume, pagamento e adeus, mas foi muito mais que isso. Foi gratificante!

Fome, sono e birra...

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Uma jovem mãe está com um bebé ao colo, que está a chorara imenso e a  apontar para uns iogurtes que sabia serem destinados a ele. Ele queria comer ali mesmo os iogurtes, mas eram iogurtes sólidos , não havia colher. A mãe dizia que era só chegar ao carro, mas não estava fácil. A jovem disse que ele estava com fome e com sono, por isso a birra ainda era maior. Então ela tirou um pão de leite, já que era um artigo que dava para comer ali, mas o bebé zangado, rejeitou. Tentei que o momento fosse leve , pois é uma situação normal, mesmo que todos os olhares se fixem naquelas pessoas, mas o bebé chorava tanto, que a moça saiu dali a correr desesperada! Só quem passou por algo semelhante sabe dar o valor, sabe que não é fácil!

Crianças no supermercado: ouvem-se corridas, gargalhadas, e birras

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Estamos numa altura de férias escolares, há muitas crianças, a acompanhar as famílias no supermercado. Ouvem-se a brincar, a correr, às gargalhadas, a pedirem coisas, algumas birras. Faz parte. Por vezes, quando elas também querem, tenho grandes e animadas conversas com as crianças. Aprendo sempre tanto. São tão genuínas e divertidas. Uma pequena reguila, mas um ar de anjo, até fez surpreender a mãe, porque ela não costumava ser tão faladora, e estava a contar-me que aquela caixa, que tinha cervejas, era para o pai. Denunciou a situação e fez-nos rir, porque devia ter uns três aninhos e já era inteligente o suficiente, para saber, a quem se destinava aquele  artigo!

Quando uma criança chora no supermercado

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Estava a atender uma jovem mãe que trazia o filhote no carrinho. Um menino talvez com cerca de dois aninhos. O menino trazia na mão dois artigos, um deles era uma tinta para o cabelo em formato de balde. A mãe pediu para ele lhe dar para eu registar. Mas, o menino desata num choro profundo, e segura com toda a força no objeto. Fiquei preocupada porque aquele choro, parecia de desespero e dor, estava a ficar vermelho e cheio de lágrimas. Ainda me ocorreu pedir a uma colega que fosse buscar um artigo igual, mas não estava ali ninguém por perto. Então pedi ao menino se me podia só emprestar que eu já lhe dava, lá se aclamou, registei e entreguei logo de seguida e o choro parou. Até comentei  com a mãe que nem era por um brinquedo, e a mãe disse que ele era mesmo assim! Quando saiu já ia todo bem disposto, mas sempre com o artigo nas mãos!

E a mãe permitiu?

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Estou a atender uma senhora com o seu filhote de  cerca de três, quatro anos. Acho graça ao miúdo e meto conversa, só que ele tinha a boca cheia de gomas e não conseguia responder, reparo que também tem gomas na mão. E diz a mãe: "ah ele já foi roubar gomas!" E ri-se. Não eram gomas de um pacote, que tinha aberto e depois ia pagar, mas sim daquelas que se vendem em avulso, que as pessoas trazem num saquinho  e depois nós pesamos na caixa...   Será que custava muito esta jovem senhora, dizer ao menino que tinham de por as gomas no saco e dar na caixa para se pesar e pagar, porque não se rouba!?   Com a cara que eu fiz, julgo que a senhora entendeu o desagrado!

Conciliar horário de trabalho com vida familiar não é fácil

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Confesso que o que mais me custa neste trabalho é o facto de os horários nem sempre serem compatíveis com a vida familiar. Particularmente com a minha função de mãe, Com os horários escolares do meu filho, pois como ele ainda não consegue abrir as portas para entrar em casa, está dependente da hora de eu o ir buscar à escola. Sim, porque é preferível ele ficar na escola, do que à porta do prédio. E não, não há ninguém que possa ajudar, não há vizinhos, nem amigos, nem avós, pois  uns estão longe e outros também estão a trabalhar. Isto acontece, dois dias por semana. O facto é que,  por vezes fica tantas horas sozinho à espera, que me deixa preocupada e estar a trabalhar com esta preocupação, é um stresse.

A mãe da filha

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Começo a registar artigos e vejo que é uma criança que está a colocar as compras no tapete. Uma criança pequenina, mas daquelas muito desenrascadas, e muito despachadas, cheia de genica. Disse-me logo que a mãe tinha ido buscar qualquer coisa. Perguntei-lhe como se chamava, e ela respondeu, mas perguntou logo "e tu?" Depois, a mãe ia a passar pela minha caixa  e foi a menina que chamou a mãe:" é aqui mãe"!   Até parecia que a situação se tinha invertido e que a pequena é que estava no papel de mãe!    

Olhe aí por ela um bocadinho...

Uma cliente (daquelas que não é frequente ver ali) com a sua filha aí de uns três anos de idade, pede-me para olhar pela menina enquanto vai buscar um artigo que se esqueceu. E deixou a menina sentada num carrinho daqueles azuis que não têm o compartimento para sentar as crianças! Como é próprio da idade, a menina não estava sossegada e precisava de cuidados para não cair. Tive de parar o registo e assegurar-me que a menina não ia cair. A mãe que fora buscar um artigo, acabou por trazer mais artigos e demorar-se um pouco mais. Talvez por ser bastante nova, fez tudo descontraída, ou então sou eu que estranhei porque sou mãe galinha!  

Conversas de circunstância

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Na fila para a caixa do supermercado, há sempre uma conversa ou outra. As ditas conversas de circunstância. Neste caso, estavam aí umas três pessoas na minha caixa, e o ambiente calmo. Estava uma menina já crescida com a sua mãe.   A certo momento a menina tira da mala da mãe um porta chupetas com três chuchas, e começa a chuchar ora numa ora noutra. Uma senhora que estava na fila diz : "uma menina tão crescida ainda de chucha" (Podia ter sido eu a usar esta frase, pois também pensei o mesmo)!   É então que a mãe da menina responde com um ar todo decidido: " Ela tem este tamanho, mas tem apenas SEIS aninhos e feitos há pouco tempo!" Pois, ninguém respondeu. Acho que tal como eu a outra senhora ficou a pensar: " seis anos? E não era altura de largar a chucha? Depois vai ter de por aparelho nos dentes!"    

Ó mãe tu não me deste nada!!!

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Chega à minha caixa uma cliente já habitual acompanhada do seu filhote de 7/8 anos. Este rapaz vinha a jogar com a sua PSP portátil e tentava dar nas vistas. Foi então que eu disse :  -Bem, o Pai Natal este ano foi muito generoso! Foi o Pai Natal certo?   Responde: - Não foi o meu pai...   Continuei a passar os artigos e  a conservar com este pequeno, ele tem uma conversa interessante.   Conversa puxa conversa, e ele está a contar as prendas que teve e de repente vira-se para a mãe e diz: - Ó mãe tu não me deste nada!!!   A senhora começa a rir com um ar meio atrapalhado: " mas eu dou-te coisas todos os dias!"   Pensei: " ups mais valia estar calada, agora o puto não se vai calar enquanto a mãe não lhe der alguma prenda"! O que vale é que acabamos todos a rir da situação! Os miúdos são terríveis, não deixam escapar nada!  

“Mãe sabes…eu gosto muito de ti”

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  Já na fila, e quase na sua vez, mãe e filho trocam beijinhos. “Mãe sabes…eu gosto muito de ti” “E eu de ti, meu amor”! Que ternura aqueles dois. Até que o menino diz “então mãe podias me comprar…um chocolate…” Toda aquela doçura do pequeno trazia água no bico. Aquela mãe não conseguiu resistir… As crianças tem cá uma escola! Conquistam-nos de uma maneira tão subtil…

Dia da Mãe...

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        Hoje, por ser o dia da mãe, registei na minha caixa muitos perfumes, bombons, bibelôs. Por ser dia da mãe muitos clientes jovens foram ao supermercado. No fim de pagarem os artigos perguntavam: " fazem embrulhos?"   Feliz  dia a todas as mães!