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Não venha obrigado, venha como convidado

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Sei que faz parte do meu trabalho explicar aos clientes como este sistema funciona, apesar de já se realizar  assim, há pelo menos,  dez anos. Mesmo assim, há sempre quem não aceite o facto de haver um período para descontar o saldo acumulado.  Um cliente disse que não tinha que o obrigar a ir lá na semana seguinte descontar. Então eu respondi que não o estava a obrigar, mas sim a convidar. Não sei como, pois ele parecia zangado, respondeu "ah então assim, está bem!"

Pessoas frágeis

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Um senhor, já velhinho e muito debilitado, que mal andava, ele arrastava os pés, perguntou-me onde estava um determinado artigo, e especificou ao pormenor, limonada de um litro da marca B. Quando percebi a distância que esse artigo estava e visto que de momento não tinha ninguém na fila, pedi autorização para ir buscar o artigo ao senhor. Depois de ter a resposta, o senhor disse-me"traga-me dois" ele sabia bem a marca , a quantidade que tinha e o sabor.  Depois disse-me que estava mesmo ali no lar que fica a poucos metros. Pediu-me para por dentro de um sacos. Ele pagou em dinheiro, entreguei o troco. Reparei que estava com dificuldade em pegar no saco. Então fui ajudar a pendurar o saco no braço do senhor. Vi que ele tinha a mão fechada, julguei que ainda não tinha guardado o troco, mas a cliente que estava a seguir fez-me um sinal. Foi quando percebi que o senhor além das pernas também tinha alguma coisa naquela mão e não a abria.  Foi muito gentil e agradeceu-me muito....

A cliente que estava triste...

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Cumprimento uma cliente, uma senhora, com mais de sessenta anos. Quando digo "bom dia",  ela responde, com ar desolado "não"! Ao que eu respondo" porque está a chover!?"  Ao que ela me responde:" não, porque ontem tive que me despedir da minha cadelinha que foi a minha companhia por mais de 13 anos, e tive ser eu a decidir que ela morresse!" Respondi" mas se calhar ela estava doente e a sofrer, e agora já não sofre!" A senhora começou a chorar,  a contar da sua cadelinha. Também me disse que tinha ido deixar todas as coisas que eram dela, camas, brinquedos, etc a algum lado. Então eu disse" mas já não quer ter mais nenhuma"? Então ela disse-me que já não tinha idade, e que já desta teve medo de partir à frente e saber que depois ninguém a cuidaria como ela. Tem agora apenas um gato. Disse-lhe que também tinha um. Parece que a senhora sabia como a história dela me afetaria , porque também gosto muito de animais, pois é uma das ...

A missão coninente alimenta

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Quando há uma causa destas, há que falar dela e divulgá-la.  E esta causa está relacionada com aquelas três que defendo, porque ajuda: Pessoas , já que pretende reforçar a doação de excedentes, garantindo que a ajuda chega a mais instituições de forma transparente e justa. Ajuda animais através da doação de excedentes alimentares a instituições de apoio animal e parcerias com associações como a Animalife  . Também apoia o ambiente ao combater o desperdício alimentar através de várias iniciativas que visam reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo, promovendo a sustentabilidade e o aproveitamento de recursos. «Com a “Missão que Alimenta”, o processo de seleção das instituições passa agora a ser realizado através de uma plataforma online, com candidaturas abertas de três em três anos. Podem candidatar-se entidades sociais ou de apoio animal, com atividade em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira. Todas as candidaturas elegíveis serão aval...

Causas sim, mas publicidade, ainda não

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De vez em quando, recebo por email, ofertas de publicidade, para o blogue, mas principalmente para a página de Facebook.  Não sei de futuro não mudarei de ideias, mas para já não tenho aceitado. Uma coisa que me aborrece muito, é querer ler uma noticia qualquer, e surgir publicidade, ter de aceitar cookies, e sei lá que mais. não quero sujeitar os meus seguidores a isso, é muito aborrecido! Prefiro continuar aqui com as histórias e conversas de caixa, e com as minhas causas!

Momento doce

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Estava a atender uma simpática senhora, brasileira que vinha com o seu filho, um jovenzinho especial, com um sorriso doce. A sra disse -me " hoje trouxe o meu filho que aceitou me ajudar em troca de um chocolate... não foi de graça não!" Então eu disse -lhe "gostas muito de chocolate é!?" Ele sorriu timidamente. Não falou, não sei se falava, mas sei que ele me entendeu. Quando registei o chocolate, ele pegou logo nele, meio envergonhado. Quando me despedi da mãe disse acenando "tchau"ao rapaz e a mãe disse para ele me dizer tchau e ele lá sorriu e acenou. Havia ali muito cuidado, muito amor . Fico grata por estes momentos e por pessoas assim tão simpáticas, porque podia ser apenas mais duas pessoas que vieram comprar pão e leite, com as questões básicas do costume, pagamento e adeus, mas foi muito mais que isso. Foi gratificante!

Causas: pessoas, animais, ambiente

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As causas que tenho/defendo e que de certa forma estão relacionadas com o meu trabalho, como operadora de caixa são: Pessoas: Crianças, velhinhos, doentes, com necessidades especiais, sem dinheiro (dificuldades financeiras acentuadas). Precisam sempre de mais tempo, disponibilidade, paciência, tolerância, e por vezes os que estão com pressa, nem os vêem. Tento ajudar com  em campanhas de banco alimentar, ou com a missão continente, mas principalmente, com disponibilidade.  Quando uma criança vai sozinha comprar alguma coisa, não acontece muito, mas existe, tento usar uma linguagem adequada e afetiva.  Certa vez, uma jovem moça, que estava a atender, pediu-me ajuda com a aplicação do continente. Lá estava eu a mexer no telemóvel dela  para ajudar e percebi que a aplicação estava diferente. Então eu disse "ah mas isto está diferente"! E ela diz-me "é uma aplicação adaptada a cegos!" Eu não tinha percebido que a moça era cega. Tentei ajudar como pude, e fiquei agradad...

Uma caixa lenta no supermercado

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Uma caixa lenta, seria um serviço, que ofereceria  mais tempo aos clientes, com uma operadora de caixa que daria  mais tempo para as pessoas embalarem os seus produtos,  para colocar questões ,  ou simplesmente, para conversarem.  Seria um serviço mais atenciosos para idosos, ou para pessoas com necessidades especiais, que não tenham pressa e que precisem de mais tempo.

Uma ocorrência habitual e penosa no supermercado

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Tenho notado, ultimamente que  há algo comum a muitos clientes: a surpresa com o valor total das compras. Muitas pessoas,   queixam-se da subida do custo de vida, pessoas jovens, pessoas mais velhas, pessoas mais desfavorecidas e pessoas mais abastadas. No entanto,  gostaria que os clientes soubessem, que a situação é  geral, que não têm que ter vergonha, nem dos outros clientes da fila, nem da operadora de caixa, ao pedirem para anular artigos, não têm que pedir desculpa, sabemos que todos estamos no mesmo barco . Ainda há dias, uma pessoa pediu-me para anular um produto para o cabelo, e vi como ficou constrangida, então, como já lá tinha outros produtos da mesma situação, mostrei-lhe e disse-lhe para não ficar constrangida, porque havia mais pessoas na mesma condição. Senti que ficou mais aliviada! Se há culpados nesta situação, não é certamente, das pessoas que têm um trabalho, que pagam os seus impostos e rendas e que pouco ou nada sobra. Se com um trab...

Nas caixas selfies não entram carrinhos

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Não tem conta as vezes que vejo, pessoas com carrinhos cheios a quererem ir para as caixas rápidas. Na zona das caixas "selfies" , em português, auto-atendimento ,  não são permitidos carrinhos grandes. Este espaço, é para quem tem menos quantidade de artigos, o lugar é mais limitado, e o objectivo é agilizar o processo para todos os clientes. Se existir lá carrinhos dificultariam a circulação e fariam um engarrafamento, quando o que se pretende, é precisamente o contrário.  Muitas pessoas não entendem. Muitas pessoas não querem saber. Muitas pessoas reclamam. Outras pessoas, armadas em espertas, tiram os artigos do carrinho, colocam no chão e em cima da plataforma, vão dar a volta, registam, e passam para o carinho que está do lado de fora. É uma total falta de respeito pelo objectivo destas caixas. Por isso se tem um carrinho cheio, vá a uma caixa tradicional! Atualização: Afinal há hipermercados onde, podem passar nas selfies pessoas com carrinhos grandes, mas há um l...

Fome, sono e birra...

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Uma jovem mãe está com um bebé ao colo, que está a chorara imenso e a  apontar para uns iogurtes que sabia serem destinados a ele. Ele queria comer ali mesmo os iogurtes, mas eram iogurtes sólidos , não havia colher. A mãe dizia que era só chegar ao carro, mas não estava fácil. A jovem disse que ele estava com fome e com sono, por isso a birra ainda era maior. Então ela tirou um pão de leite, já que era um artigo que dava para comer ali, mas o bebé zangado, rejeitou. Tentei que o momento fosse leve , pois é uma situação normal, mesmo que todos os olhares se fixem naquelas pessoas, mas o bebé chorava tanto, que a moça saiu dali a correr desesperada! Só quem passou por algo semelhante sabe dar o valor, sabe que não é fácil!

Assobia para o lado

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Lá estão duas pessoas a discutir pelo lugar na fila, porque abriu uma nova caixa! A  dada altura , uma destas pessoas (um senhor)  em ironia, começa a assobiar,  enquanto a outra,   barafusta com ele. O supermercado , ás vezes é um palco! Há actores cómicos, outros dramáticos, uns com talento outros sem talento! Assistimos a cenas, e nem sempre, temos de pagar bilhete!

Falando em português

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Chega à caixa um cliente, que tem apenas um artigo e entrega logo o cartão continente. Vejo que tem saldo suficiente. Surge este dialogo. Eu : Quer descontar do saldo? Cliente : Não, é para pagar! Eu : Então são 4, 45€! Cliente : Tire do cartão!

São as pessoas e as causas que me movem e não o dinheiro!

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Pode até haver, clientes mais difíceis ou desafiantes, ainda assim, é por eles toda  a minha dedicação e empenho. São as pessoas e as causas que me  movem e condicionam e não o dinheiro! Será dos clientes, das nossas conversas, da empatia, da simpatia, das risadas, ou até dos mais desafiantes, que poderei vir a sentir saudades, um dia, daqui a mais uns anos, espero!

Os que preferem contribuir para causas relacionadas com animais

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Ultimamente ouço muitas vezes frases do tipo: - agora as pessoas movem-se mais pela causa dos animais do que das pessoas - com tantos sem-abrigos nas ruas, tu preferes ajudar gatos de rua!? No supermercado, há várias iniciativas, tanto para pessoas como para animais, e acho que não é preciso deixar de ajudar os animais porque pessoas, são pessoas. Até porque, ajudar os clientes mais idosos na caixa, com o embalamento das compras, ter disponibilidade e paciência para os ouvir, também é ajudar pessoas. Mostrar disponibilidade para quem tem alguma limitação também é ajudar pessoas. Há pelo menos duas clientes habituais, (referidas neste artigo, a senhora  Cool e a  Animaleza ) que já me confessaram que preferem contribuir para a causa animal. Também é uma causa que defendo. Sou cuidadora de duas colónias de gatos. Ter esta ocupação é algo que me enche o coração e me lava a alma, só tenho pena de não ter mais recursos. Cada um tem as suas causas, há lugar para todas, desde que h...

Depois de um dia movimentado, um dia calmo...

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O dia 24 de dezembro, foi bastante movimentado. O tempo até parece passar mais depressa, mas ver pessoas com pressa, algumas impacientes, ver egoísmo, enfim... Mas depois também há aquelas pessoas, mais tranquilas, com palavras bonitas, com paciência. O que me pode incomodar não é a multidão, as compras, o supermercado<do cheio, é mesmo a falta de paciência, a falta de civismo, a falta de  passividade! Hoje dia 26,  julguei que por ter havido um dia com o supermercado fechado, iriam todos lá parar, mas não! Foi um dia estranhamento calmo, com poucos clientes e sem a azafama da época! Agora é aguardar pela próxima festividade, esperando que seja, feliz e tranquila! Que as pessoas estejam com mais calma!

Velhotes castiços

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Há um velhote, super castiço, que mesmo quando não vai à minha caixa, vai sempre meter conversa, vai principalmente  falar do meu gato. Há duas semanas lá foi ele dizer-me que vinha aí o frio e que eu tinha de fazer uma camisola para o gato. Então eu disse-lhe que infelizmente já não tinha esse gato. O senhor ficou comovido,  disse-me que bem sabia o que custava  perder um animal, quando se tem amor por eles, o senhor que sempre brincava, ficou sério! Esta semana já lá voltou e mais uma vez, foi só meter conversa e desejar um bom dia, já não falou do gato!

Causas: cada um tem as suas

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Quem me conhece, sabe que tenho algumas causas. Que, sem qualquer ordem de importância, são por exemplo : Relacionadas, com animais, mais especificamente gatos de rua , mas também contra todo e qualquer tipo de mal trato a animais.  Depois outra causa que sempre defendi, tem a ver com o ambiente , com a redução do uso do plástico e hábitos mais sustentáveis, reciclagem, etc.  O que faço é apenas uma gota no oceano, mas mesmo assim insisto e não desisto! Mas a causa que queria aqui abordar agora, tem a ver com o que assisto e constato  no meu trabalho de operadora de caixa:  atendimento aos  mais idosos . Já algum tempo que me preocupo com estas pessoas, pois elas já não têm a rapidez e destreza que tinham, e ninguém se importa. Os outros clientes vão ao supermercado sempre com pressa. Ou porque a seguir vão trabalhar, ou porque vão buscar filhos à escola, ou porque têm qualquer outro compromisso. Se na fila está uma senhora de idade que demora a e...

Há uma caixa apta a cadeiras de rodas

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É habitual existir no supermercado, pelo menos nos continentes, existe, consoante a dimensão do espaço, uma ou mais caixas   "aptas a cadeiras de rodas", ou seja, o sitio onde o cliente faz o pagamento com o  cartão  multibanco está no final do tapete e mais baixo, para que uma pessoa estando sentada numa cadeira de rodas possa lá chegar! No entanto, apesar de estar sempre a explicar ás pessoas porque o sitio está mais distante, parecem não entender. Ainda há dias uma cliente dizia "estão sempre a mudar o sitio disto, ainda no outro dia estava aqui"! Ou então dizem "ah agora meteram isto lá ao fundo!" Enfim, eu por vezes já nem explico, não vale a pena!

Os que marcam pela diferença

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Estava eu numa caixa ao fundo da loja, onde há cerca de dois anos, era a entrada para o supermercado. Estava distraída com o atendimento, e com os clientes que estava a atender, não dei por um grupo de pessoas chegar até perto de mim, porque julgavam que seria  ali a entrada. Só dei por eles quando começaram a falar alto, de modo  agressivo,  zangados por a "porta" não abrir. Ora não existia ali porta alguma, apenas um vidro. Apanhei um susto enorme. Entretando lá houve alguém que percebeu que a entrada, era no inicio da loja por onde eles já tinham passado.  Era um grupo grande com mulheres, homens, crianças e até bebés. estavam quase todos vestidos de preto, com as mascaras e as roupas sujas, notei até pelo menos uma senhora tinha um trapo branco a servir de máscara. Depois de andarem por dentro da loja, mesmo sem os ver, ouvia-os da minha caixa, falavam, ralhavam, as crianças choravam.  Uma parte deles foi para a minha caixa e a outra para...