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A mostrar mensagens com a etiqueta conversas de caixa

A culpa foi da insónia

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Estou a finalizar o atendimento a uma cliente e estão mais pessoas na fila. Uma cliente habitual, mete conversa comigo e surge a seguinte conversa:  Cliente habitual : Hoje estou muito zangada consigo! Eu : Então porquê!? Cliente habitual :  É que hoje os preços estão mais altos que ontem! Eu : Ah pois é, foi durante a noite, como estava com insónias, e não tinha nada de interessante para fazer, vim para cá, subir preços! Os outros clientes acharam piada, e foi um momento de descontração. Como disse uma outra cliente, temos que levar isto (da subida dos preços) a brincar, se não, começamos a chorar!

Momento doce

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Estava a atender uma simpática senhora, brasileira que vinha com o seu filho, um jovenzinho especial, com um sorriso doce. A sra disse -me " hoje trouxe o meu filho que aceitou me ajudar em troca de um chocolate... não foi de graça não!" Então eu disse -lhe "gostas muito de chocolate é!?" Ele sorriu timidamente. Não falou, não sei se falava, mas sei que ele me entendeu. Quando registei o chocolate, ele pegou logo nele, meio envergonhado. Quando me despedi da mãe disse acenando "tchau"ao rapaz e a mãe disse para ele me dizer tchau e ele lá sorriu e acenou. Havia ali muito cuidado, muito amor . Fico grata por estes momentos e por pessoas assim tão simpáticas, porque podia ser apenas mais duas pessoas que vieram comprar pão e leite, com as questões básicas do costume, pagamento e adeus, mas foi muito mais que isso. Foi gratificante!

A cliente que se esqueceu de...

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Estava num momento de pouco movimento  a conversar com os clientes, porque há clientes que gostam de conversar, e entre as questões habituais, dava para  os ouvir,  principalmente, queixas do custo de vida é o tema mais comum. A dada altura a cliente pega nos sacos e vejo-a pronta para ir embora, então não digo nada, só olho para ela, e ela diz-me "falta alguma coisas"!? Ao que eu respondo: "Sim, falta só pagar,  nada de importante!" E a senhora atrapalhada a  pedir desculpa, a dizer que não foi por mal. "Eu sei que não", respondi-lhe.  Acabou por ser um momento que quem assistia também se ria da situação!

A senhora professora...

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Estou a atender uma simpática senhora, que trazia uns quantos packs de seis litros de leite, e ponho-me a fazer contas de cabeça em voz alta, mas a tabuada e a matemática nunca foram o meu forte, e  não saiu bem à primeira.  Peço desculpa e a senhora riu-se . Conversa puxa conversa e ela conta-me que foi professora muitos anos. Confesso-lhe que esse foi o meu sonho durante anos. E ela diz-me "mas olhe que tem cara disso, seria certamente uma boa professora!" Foi algo que já não era a primeira vez que ouvia, e não pude deixar de ficar emocionada.  Como o movimento estava fraco, ainda ficamos ali mais um pouco na conversa. Contou-me que teve o privilégio de ficar muitos anos na mesma localidade e que, por isso,  chegou a ser professora de pais e depois dos filhos.  Mesmo só com aquele bocadinho de conversa, fiquei a admirá-la e tenho a certeza que marcou pela positiva a vida dos seus alunos. São também estes  momentos que me fazem bem vivenciar!

Uma caixa lenta no supermercado

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Uma caixa lenta, seria um serviço, que ofereceria  mais tempo aos clientes, com uma operadora de caixa que daria  mais tempo para as pessoas embalarem os seus produtos,  para colocar questões ,  ou simplesmente, para conversarem.  Seria um serviço mais atenciosos para idosos, ou para pessoas com necessidades especiais, que não tenham pressa e que precisem de mais tempo.

Mais uma vez, atendi o Sr. Provérbios

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Estou neste continente há duas décadas, e sempre me lembro deste senhor, já ser reformado, e bem disposto. Já me contou diversas vezes que foi carteiro, no tempo em que a distribuição era feita de bicicleta . Ao que me consta  este senhor, parece estar a viver feliz e  tranquilamente a sua reforma. Quando o cumprimentei com "bom dia", ele respondeu: "bom dia com alegria"! Quando lhe perguntei "como está?" Respondeu: " vou indo devagar, devagarinho, e às vezes parado !"