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A mostrar mensagens com a etiqueta custo de vida

A cliente que se esqueceu de...

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Estava num momento de pouco movimento  a conversar com os clientes, porque há clientes que gostam de conversar, e entre as questões habituais, dava para  os ouvir,  principalmente, queixas do custo de vida é o tema mais comum. A dada altura a cliente pega nos sacos e vejo-a pronta para ir embora, então não digo nada, só olho para ela, e ela diz-me "falta alguma coisas"!? Ao que eu respondo: "Sim, falta só pagar,  nada de importante!" E a senhora atrapalhada a  pedir desculpa, a dizer que não foi por mal. "Eu sei que não", respondi-lhe.  Acabou por ser um momento que quem assistia também se ria da situação!

O custo de vida para os mais velhinhos

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Uns velhinhos já ambos debilitados, e cada um com uma bengala, iam olhando fixamente para o ecrã onde iam controlando os preços ou o total. Tinham poucos artigos, e eu própria os coloquei no saco, porque a preocupação deles era outra. No final a senhora pergunta baixinho ao senhor "então chega ou não!?" Ele afirma que sim, e coloca umas quantas moedas em cima do tapete e pede-me para eu contar. Na verdade, faltava sete cêntimos, mas eu disse-lhe que estava certo.  Estas situações deixam-me triste. Porque se faltasse mais dinheiro e tivesse que anular artigos, seria ainda pior, porque por mais empatia que possamos ter com as pessoas , também sabemos que não podemos fazer mais. 

Uma ocorrência habitual e penosa no supermercado

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Tenho notado, ultimamente que  há algo comum a muitos clientes: a surpresa com o valor total das compras. Muitas pessoas,   queixam-se da subida do custo de vida, pessoas jovens, pessoas mais velhas, pessoas mais desfavorecidas e pessoas mais abastadas. No entanto,  gostaria que os clientes soubessem, que a situação é  geral, que não têm que ter vergonha, nem dos outros clientes da fila, nem da operadora de caixa, ao pedirem para anular artigos, não têm que pedir desculpa, sabemos que todos estamos no mesmo barco . Ainda há dias, uma pessoa pediu-me para anular um produto para o cabelo, e vi como ficou constrangida, então, como já lá tinha outros produtos da mesma situação, mostrei-lhe e disse-lhe para não ficar constrangida, porque havia mais pessoas na mesma condição. Senti que ficou mais aliviada! Se há culpados nesta situação, não é certamente, das pessoas que têm um trabalho, que pagam os seus impostos e rendas e que pouco ou nada sobra. Se com um trab...

O custo de vida, não está fácil

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Estava a atender uma senhora já com certa idade, que ia olhando para o visor, onde vai passando os preços. Pensei  que poderia algum artigo não estar a passar ao preço que a senhora tinha visto. Então perguntei se estava alguma coisa a preço diferente. A senhora respondeu que não era isso, disse  que o  problema era que tinha de retirar algumas coisas porque o dinheiro não ia chegar. Não é fácil ouvirmos isto, mas ultimamente, acontece com alguma frequência. Perguntei o que queria deixar, e ela lá retirou umas quatro ou cinco coisas, pediu desculpa, dizendo que só trouxe dinheiro, porque deixou o cartão em casa. Talvez seja verdade, ou talvez não tivesse mesmo mais dinheiro. Uma jovem, grávida estava a seguir, reparei que estava triste com a situação. Quando a senhora saiu, a jovem disse-me que infelizmente a situação não estava fácil, que também estava sempre a contar o dinheiro, e que gostaria de ter muitos filhos, mas que, desta forma, só teria um. Mas também...

Ai, valha-me Deus, que não chega!

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Estou a atender uma simpático e bem disposto velhote, que vai arrumando os seus artigos diretamente no carrinho, porque tinha deixado os sacos na viatura! A dada altura começa a olhar preocupado para o ecrã, e  diz: "Ai, valha-me Deus, que não chega"! Nesse momento, fico na dúvida se continuo a registar ou  se pergunto ao senhor alguma coisa. Também fiquei preocupada. Quando termino o registo, peço o cartão continente, pergunto se tem algum cupão e se quer número de contribuinte na fatura. O senhor disse-me que não sabia se tinha dinheiro que chegasse, e eu disse, "então vamos lá contar". Contei todas as notas, moedinhas...Faltava pouco, cerca de quase dois euros, e como o senhor tinha várias latas de atum de primeira marca, apenas anulei uma. Pediu desculpa, e eu disse-lhe que não havia problema. O senhor foi de uma simpatia, que eu retribui. Mas custa-me imenso estas situações! Infelizmente não se pode ajudar muito mais...

Na primeira fila, a assistir ao aumento dos preços no supermercado...

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Sinto que estou a assistir na primeira fila, à angustia das pessoas com estes aumentos dos preços dos artigos do supermercado, ou não fosse eu, uma operadora de caixa, atenta! Já não são só os velhinhos que se queixam, é a população em geral! Não é fácil ver as pessoas atentas ao registo a olhar para o ecrã, onde a conta vai somando, e ver a sua desilusão. É triste quando nos pedem, para anular artigos, porque o dinheiro não  vai chegar! Ainda há dias um cliente, quando leu que tinha de mostrar os sacos vazios, disse que sabia que o motivo, era o de as pessoas roubarem, e, disse também, que não tinha pena nenhuma do patrão, porque "eles" não param de aumentar os preços. O senhor até podia ter a sua razão, mas eu respondi, que os funcionários tinham a responsabilidade de impedir que isso aconteça, porque se isso acontecer, nós seriamos prejudicados nos nossos postos de trabalho. Já vi nas noticias que até as latas de atum tinham alarmes, isso ainda não chegou, que eu saiba, ao...