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Quando algo fica mais lento que o normal no atendimento

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O dia de trabalho estava a correr normalmente, e até tranquilamente, como é hábito às segundas-feiras. No entanto, a dada altura, o sistema do cartão continente, bem como a aplicação, começa a ficar lento. Nestas alturas, eu sei que é importante manter a calma, porque o problema não é meu (nosso), e esperar, é a única alternativa. Mas eu sou uma pessoa stressada, e a situação mexe com o meu sistema nervoso. Felizmente esta situação é por um curto espaço de tempo, mas que parece uma eternidade! Estava a atender uma pessoa conhecida e como o sistema não avançava, deu para estar a conversar. Mas tive o cuidado de dizer ás pessoas da fila, que estava na conversa porque tinha de esperar o sistema responder, porque um senhor já estava a soprar, certamente a achar que eu estava na conversa e não despachava os clientes. Houve clientes que não se importaram de não passar cartão continente , para  esses o sistema funcionava no tempo normal. Por vezes, eram os próprios clientes que ...

Um gesto de humanidade

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Estou a atender umas pessoas, quando um detergente com a tampa mal enroscada, verte liquido! O detergente tinha algo bastante forte que parecia queimar as mãos. Logo limpei com papel e o liquido de limpar o tapete, ainda pus álcool gel, mas estava a ficar aflita das mãos. Foi a cliente seguinte, que observou tudo e me disse, para  ir lavar as mãos. A casa de banho estava mesmo ali, e fui em segundos lavar as mãos. Agradeci à cliente, que me disse que já tinha trabalhado na área e que sabia como era difícil! Sãos estes gestos tão nobres, que nos fazem pensar que há quem nos veja, para alguém de caixa registadora! Obrigada!

Todos diferentes, todos iguais

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Não é por trabalhar ou conhecer melhor o continente, que tenho a opinião que é dos melhores supermercados, nomeadamente a nível de organização. Há supermercados onde pedem aos clientes que coloquem todos os artigos sobre o tapete, todos mesmo todos! depois há outro onde, os garrafões não precisam de tirar pro tapete , e, até os mandam recolocar no carrinho, caso os clientes os  tenham tirado, além dos garrafões qualquer outro artigo volumoso ou pesado, fica dentro do carrinho. Não acho uma boa táctica, já vi um artigo passar entre garrafões e packs de leite. O sistema do continente é mais seguro, pois nós pedimos sempre um artigo para multiplicar e verificamos bem o interior dos carrinhos! Outra coisa, no continente somos nós que registamos os sacos de plástico e os mesmos estão ao nosso lado. Noutros supermercados, os clientes é que os tiram e quando chegam à registadora, como saberá a operadora se são trazidos de casa ou novos!? Também há um supermer...

Nem a pandemia civilizou as massas

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Olá a todos! Peço desculpa por esta ausência, não por falta de situações para contar, mas por falta de tempo! A situação continua a não estar fácil. Com o passar do tempo , cada vez mais, as pessoas querem deixar as regras, tapam os olhos à sinalética que continua lá exposta. O pessoal acha que isto já passou,  e que agora é hora de voltar ao antigo normal! Que pena, estas regras ficavam tão bem se ficassem para sempre, desde que não fosse preciso a nossa intervenção e insistência constante! É cansativo estar constantemente a pedir por favor para que façam distanciamento, quando as pessoas querem, na sua maioria,  estar encostadas, bem juntinhas, umas das outras. Quererem entregar artigos pesados em mão, não respeitando o acrílico, o semafro, nem a nossa saúde física. Tento limpar o mais possível o tapete a cada cliente, mas a maioria quer despacho e não se importa com a limpeza.  Tanto que uma pessoa corre de panos e spray nas mãos! Já...

Ninguém gosta de estar à espera, muito menos...para pagar

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Passamos tantos anos a vivenciar as mesmas as mesmas experiências que julgamos já estar vacinados e que certas atitudes já não nos afetam. No entanto, fico sempre afetada quando os clientes começam nas filas a discutir, a falar alto, a reclamar, quer seja porque querem mais caixas abertas ou mesmo a discutir uns com os outros, nomeadamente pelo lugar na fila . Chegam a ser ofensivos ! Sei que a maioria das pessoas vai ao supermercado sempre com pressa, sendo essa pressa mais acentuada no momento das filas. Faz falta um pouco mais de paciência, nem sempre é possível resolver logo a situação. Podem não acreditar, mas por vezes parece que os clientes combinam de aparecer todos à mesma hora, porque há momentos em que há mais operadores de caixa do que clientes,  nessa altura, pode acontecer os operadores irem fazer outra coisa qualquer, e no momento, começarem a chegar ás caixas aglomerados de clientes! De uma coisa podem ter a certeza, um dos  focos da empresa é nã...

Por vezes ficamos sem palavras

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Um senhor está ao telemóvel, e vai colocando as compras com uma mão e segurando o aparelho com a outra, levando mais tempo, além de não me responder se quer saco, e, aparentemente não tendo onde colocar as compras. Já estão outras pessoas na fila. Prossigo e pergunto se tem cartão continente. O senhor tapa o som do telemóvel, pisca-me o olho e diz "espere terminar só esta chamada porque o cartão continente está na aplicação!"

O continente tem vales do Banco Alimentar

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Em tempos de pandemia, desta vez o banco alimentar não conta com os voluntários á porta dos supermercados. Existem nas caixas, uns vales, com artigos de bens essenciais para que os clientes possam ajudar. Somos nós que perguntamos aos clientes se querem contribuir. A adesão, no meu ponto de vista, não tem sido muita, mas há sempre quem queira ajudar. Por vezes, os clientes dão respostas tortas, o que era desnecessário, bastava apenas responder sim ou não! Ninguém é obrigado, apenas é sugerido. Por isso deixo aqui a informação e o apelo. Há a produtos de apenas 0,48€. Obrigada a todos os que entendem, contribuem e não dão respostas tortas! Bem hajam!  

Gente que não acta regras e amua

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Ontem, logo pela manhã atendi um casal, bastante jovem até, que me deixou logo aborrecida. Quando nós pedimos alguma coisa ou chamamos atenção por alguma coisa, não é vontade nossa, mas sim normas da empresa, ou seja, ordens que temos. Pedi apenas que colocassem todos os artigos em cima do tapete incluindo os sacos vazios, pedi com educação, porque isso faço sempre, até posso falhar em alguma coisa, mas não é na educação. Ficaram chateados, e começaram a atirar as coisas à bruta, a implicar com tudo, a mostrar insatisfação e a descarregar a sua frustração. Não perdi a compostura e respondi sempre amavelmente. Felizmente a seguir vieram pessoas bem educadas e civilizadas que aceitaram e entenderam os meus pedidos em nome da empresa, e acabei por desvalorizar aquelas pessoas mal formadas e ressabiadas!

"A senhora trabalha aqui!?"

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Estava ainda a atender uma pessoa, quando chamo a cliente seguinte. È um procedimento normal e habitual, nesta altura. A senhora avança, mas como tinha poucas coisas resolve, ela mesma, chamar a pessoa que está a seguir . Situação que não dá para fazer, porque iam estar uns em cima dos outros. Ao ver isto, fico tão surpreendida que digo à senhora "Olhe desculpe, a senhora trabalha aqui!? " E a senhora fica a olhar, e eu continuo "é que sou eu quem chama as pessoas, e na devida altura. Há que respeitar o distanciamento!" A senhora ainda diz qualquer coisa que cabiam bem, ou sei lá, falou baixinho. Tenho a agradecer ás pessoas que estão connosco nas medidas, que as respeitam, e que até agradecem a nossa postura, e elogiam as normas da empresa que as fazem sentir seguras. Mas é  cansativo este continuar de atitudes. Recordo-me de em março estar confiante e positiva, achar que isto só ia custar no inicio porque depois as pessoas iam entrar no ritmo e até iam ter comport...

A função do acrílico

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Como já aqui disse, acrescentaram do lado da entrada uns centímetros de acrílico, para nossa proteção, havendo assim mais distanciamento do cliente. Mas também temos acrílico atrás, e até lateralmente. Praticamente só no topo não há acrílico,  a ver se as pessoas entendem que é ali que podem estar e arrumar os artigos. Não precisam de se colocar em cima de nós ou entregar  artigos em mãos.  Os artigos são para colocar o mais atrás possível, que depois rolam até nós! Ainda assim, um dia destes, um casal de clientes depois de colocar todas as compras sobre o tapete, deixando-o tipo torre, o homem queria me ir entregando o que ficou ainda no carrinho , artigo a artigo em mão. Queria entregar um pacote de bolachas depois um pacote de manteiga e assim sucessivamente. Quando lhe disse que não podia ser, chamou a senhora que o acompanhava e disse " ó Fulana já viste esta graça, diz que não posso dar as coisas em mão!" Diz a outra "A sério!? Ma...

O diário do dia

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Já aqui vos falei de uma janela de pagamento, uma abertura no acrílico, para as transações. Passo o dia todo a pedir ao cliente para pagar por ali. Alguns aceitam e fazem, mas outros,  ou gozam, ou dizem disparates. Depois acontece que peço ao cliente o cartão continente por ali, ele da-me o cartão e vai para o topo, para me dar o dinheiro. Digo que o dinheiro também é por ali. Ele volta lá e dá-me o dinheiro. Quando dou conta já fugiu outra vez, lá o chamo de novo para entregar os talões. É  o dia todo nisto! Cansa, satura.  Como é que não percebe que tem de ser toda a transação por ali. Sim o "buraco" é pequeno, apertado, pode não concordar, mas pelo menos podia aceitar e cumprir!

Nem sempre é fácil usar máscara

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Era mais um dia normal, ou melhor, no que agora se diz normal. Lá estava eu de máscara, de luvas, e atrás de uma "cabine". A dada altura do turno, começo a sentir-me a sufocar, mas vou tentado respirar e aguentar. Sempre que possível desinfectava as mãos e puxava um pouco a máscara para respirar. A cada cinco minutos vou olhando para o relógio, desejando que chegasse a minha hora, para tirar aquilo tudo. Não estava fácil. Até comecei a sentir sede, secura, coisa que nunca sinto. Eu nem costumo levar água porque não sou de beber muita água. Chegada a minha hora pergunto se posso fechar, mas, era preciso esperar um pouco. Cheguei a pensar que ia cair pro lado. Não sei porque não arranquei aquilo da cara e pus no lixo. Lá consegui finalmente, sair da caixa, ir para a zona reservada a colaboradores e tirar a máscara. Certamente ficou mal colocada, na zona do nariz, deve ter ficado muito para cima. Nunca foi fácil usar, mas naquele dia, foi mesmo complicado. No dia a seguir a isto...

Do uso da máscara e das luvas

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Já um ou outro cliente me questionou sobre o facto de não usarmos  máscara. Por vezes, parece que estão a fazer um inquérito, outras vezes é só para fazer conversa de circunstância. Justifiquei dizendo que as barreiras acrílicas nos davam  proteção, alguns ficavam convencidos, outros nem tanto!  Um dia destes resolvi, não usar as luvas, como tenho o álcool em spray e ia desinfetando a cada cliente. Fi-lo porque não me ajeito nada com as luvas, mas consciente do que estava a fazer. No entanto, houve vários clientes perguntarem-me o porquê de não ter luvas. Voltei a usá-las, principalmente para não ter de dar explicações! Já me começo mais a habituar ás luvas, e caso fosse preciso, ou me dissessem na empresa, para usar máscara, também me habituaria! Claro que quanto mais protegidos estivermos melhor, tanto para nós como para os outros!

O coronavírus: covid -19

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O tema do coronavírus fala-se por todo o lado. Trabalhando num supermercado, de vez em quando, lá surge o assunto. Há pessoas muito assustadas, há  pessoas que desvalorizam o assunto, há ainda quem brinque com a situação. Confesso que estou naquela de tentar  não entrar em pânico, mas estar alerta, ser cuidadosa. Ontem  tossi uma vez, coloquei o cotovelo como sempre e a cliente disse logo "olhe o vírus"! Nas notícias ouvi que o dinheiro por andar de mão em mão pode trazer todo o tipo de vírus e baterias. Diziam para lavarmos as mãos depois de mexer no dinheiro, ou para evitar manusear dinheiro vivo e usarem mais cartão multibanco.  Ora  o meu trabalho, é muito mexer em dinheiro, não posso andar a lavar as mãos assim tantas vezes! E uma pessoa leva as mãos ao rosto mesmo sem querer, é inevitável, nem damos conta! Sinceramente só quero que isto se resolva, que isto acabe. Jamais imaginei que em pleno séc. XXI pudesse acontecer algo assim, tão t...

As pérolas do natal

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Nos dias que antecederam o natal, o supermercado estava como era de esperar, cheio. ainda assim dava sempre para ter "um dedo de conversa" com quem também se propunha a isso. Gostaria de salientar neste âmbito, duas situações: a primeira, uma cliente habitual, acompanhada pelo marido, diz no seu discurso que se aborrece com esta quadra, que o natal não lhe diz nada, e mais coisas do género. Ao concluir o atendimento, e depois de ouvir a sua palestra, pensei para mim " bem, é melhor não me despedir com celebre frase de boas festas e só dizer bom dia e obrigada . Vai ela retribui com um efusivo "Bom Natal"! Vá se lá entender esta gente... o segundo foi um senhor que no dia 24 me perguntou, primeiro a que horas fechávamos naquele dia, respondi. Depois diz "mas amanhã está fechado"! Ao que eu respondi "sim, é dia de natal"! E responde ele "para mim é um dia igual aos outros"! Fiquei sem saber se devia de dizer que lamentava ou o que ...

Os quebra-regras

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Um dia destes, um cliente com um carrinho cheio, ao chegar minha caixa, queixou-se da minha colega não o ter deixado ir para as caixas self-service. Respondi que aquelas caixas não eram para carrinhos e que estava lá uma placa com essa informação. Ao que ele respondeu "pois, mas bem que ela podia facilitar"! Respondo que são regras da empresa, e o cliente, continua a não aceitar a regra e a dar os seus argumentos parvos! Desisti, de argumentar. É por causa destas pessoas com esta dificuldade em aceitar normas, que a caixa de 10 unidades deixou de existir, porque as pessoas também queriam ir para lá com um carrinho cheio, alegando que não estava lá ninguém com dez unidades, e que as podia atender... Fico passada com gente que não aceita regras, imagino que estas pessoas, também não devem respeitar outro tipo de regras, tipo as de transito, argumentando "o sinal está vermelho, mas não está aqui ninguém, vou passar e pronto!"

Por vezes temos de tomar medidas radicais!

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Não têm conta as vezes que esta situação acontece por dia. Umas vezes a coisa resolve-se bem, mas por outras dá confusão! Refiro-me ao facto de na fila as pessoas não deixarem o cliente que está ser atendido ter a sua privacidade, quer para arrumar as compras, quer para fazer o pagamento ou mais alguma coisa. O cliente seguinte fica em cima deste! Recentemente estava a atender um jovem, a seguir estava  uma senhora, parecia apressada ou impaciente, andava de um lado para o outro, até que se instalou no local de frente para o sítio onde o cliente que estava a ser atendido tinha de estar. Quando digo o total, o jovem aponta para senhora e diz que é ela que paga! Ao que ela rege um pouco agressivamente, vai o jovem diz que ela lhe tirou a privacidade, que se roçou nele , e que agora ela tem de pagar, já que está ali. Por pouco que esta situação não acabava mal! Sugiro para que se evite essas situações que se coloque uma sinalética no chão e que quando o c...

Não tem um paninho!?

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Um dia de muito movimento e clientes no supermercado, não me incomoda, até dá a sensação que  o dia passa mais depressa. No entanto, chegar ao ponto de não conseguir limpar o tapete, ( o mesmo estar molhado de peixe ou sujo de farinha, por exemplo) e o cliente dizer: "não tem um paninho?" Confesso que fico stressada, pois é como se me dissesse,  "sua desleixada e badalhoca, não limpa isto?!" Não é desleixo é falta de tempo, o tapete tem sempre artigos em cima, não o consigo limpar. Se ao menos ele se limpasse sozinho enquanto rola!

Grávida ou gordinha?

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Eu não tenho grande pontaria, para verificar se  uma pessoa está grávida ou não, se não for mesmo saliente. Na caixa de prioridade antiga, nós tínhamos de chamar as pessoas, e por vezes eu errava. Então eu deixei de chamar, só chamava mesmo quando se notava bem, e não tinha dúvidas. Acho que já aqui relatei que uma vez chamei uma senhora que estava com a barriga empinada e as mãos à cintura, mas, errei. A senhora ficou ofendida e eu envergonhada. Pedi desculpa, mas fiquei a sentir-me tão mal. Recentemente , vi uma outra senhora, e fiquei na dúvida se era gravidez. Olhei pelo canto do olho, disfarcei. Pensei "será que é!?"  Depois vi-a de frente, e pensei que afinal não era. Quando alguém disse que a pessoa estava grávida, para me desculpar disse que não tinha percebido, e   a grávida responde: "então pensava que isto era tudo gordura?" Ora mais valia eu não ter dito nada! Às vezes mais vale, esperar que seja o cliente...

Viesse mais tarde...

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Esta semana houve um dia, que entrei às 10h, estavam outras caixas abertas, as colegas que tinham entrado ás 9h. No entanto, já estavam algumas pessoas em fila.   Peço ás pessoas para se dirigirem à minha caixa, por ordem de fila. Atendo uma senhora, e a seguir é a vez de um velhote, e a conversa que tivemos, foi a seguinte: Eu : Bom dia! Senhor : Bom dia, então atrasou-se!? Eu : Desculpe? Senhor : Hoje acordou tarde? Eu : Por acaso acordei ás 7h! Senhor : Então alguma coisa está mal, se acordou ás 7h, como é que só cá chegou ás 10h!? Eu : Estou dentro do meu horário! Senhor : Pois, mas  a gente é que não tem de ficar aqui à espera!  Ainda pensei em responder, mas achei que não valia a pena. Terminei o atendimento e despedi-me com cortesia, e o senhor já não disse mais nada. As pessoas cada vez têm menos paciência para esperar, principalmente as pessoas mais velhas, aquelas que já não têm horários de trabalho a cumprir, isso podia deixá-los mais t...