Lá vai o cliente para a caixa, a parte mais chata, pois é aquele fim de linha, onde é preciso esperar e pagar. É ali, que por vezes, as nossas perguntas, que fazem parte do nosso trabalho, parecem demasiadas e incomodar quem está com pressa. Num destes momentos eu percebi que uma senhora ora batia o pé, ora olhava para o relógio, ora ainda, suspirava. E suponho que tantas perguntas feitas ao cliente que estava a ser atendido, nomeadamente: tem cartão continente , precisa do número de contribuinte na fatura , está a fazer a caderneta da pyrex , fez com que ela fizesse mais um suspiro e dissesse, baixinho " ai, tanta conversa"! Se calhar, não era suposto eu ouvir, mas ouvi! Mas compreendem que temos mesmo de as fazer certo? Somos humanos. Sei que a maioria entende e aceita. Quem não quer saudações, conversas nem perguntas, vai ao robô (caixa selfservice), mas olhem que até esse, diz umas palavras, mas ninguém lhe responde e ele não se importa nada! Não é preferível...