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A mostrar mensagens de março, 2020

Pessoas que vão às compras para elas e para os outros

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Por vezes tenho a sorte de atender, pessoas  que são uma verdadeira força da natureza, uma lufada de ar fresco. Pessoas solidárias, que vão às compras, não só para elas, como também para familiares, vizinhos, amigos, que nesta altura que o pais atravessa, não podem ir à rua. Gostaria de partilhar duas histórias. A primeira , uma jovem mulher, cujas compras eram para ela, pais e avós. O carrinho estava lotado, ela queria ir logo separando, nos sacos. Muito desembaraçada, de um    lado  para o  outro.  Ao mesmo tempo conversava comigo,  simpática, educada, bem formada,  daquelas pessoas que nos fazem sentir úteis. Ao ver eu a dizer ao próximo cliente para aguardar atrás da sinalética, elogiou a minha atitude e disse que não eram só os médicos que mereciam a sua admiração. A segunda história foi um rapaz, quase que diria, ser menor. Também me disse que era o único da família de quatro elementos que podia sair e ir às compras. Tão desenrasc...

Gente que não pode ficar em casa

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O sapo blogs fez este parêntesis ao blogue, "gente que não pode ficar em casa",  que agradeço! Podem assim ver como vai o ambiente de supermercado em época desta pandemia do covid-19. Leiam e  reflitam!

Pedimos ao cliente que não atenda o telemóvel desde o início ao fim do tapete

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Aqui há uns dias alguém me disse, que com este cenário do vírus, parecia que alguém tinha andado a ler os meus posts e  tinham implementado algumas das minhas ideias, nomeadamente a do espaço entre pessoas, a sinalética no chão. Ao que eu respondi  "nem todas, falta uma, a de proibirem que se atenda e faça chamadas desde o momento em que começam a colocar as compras no tapete, até à conclusão do atendimento!" Está sempre a acontecer! Um dia destes uma senhora tinha de pagar €26, deu-me os €20, o telemóvel tocou atendeu, eu disse " falta os €6  e ela disse "pode aguardar um momento!?" Ao que eu respondi " Não , isto é para circular, estão pessoas à espera."  Vai ela diz à pessoa da chamada  para esperar, deu-me o dinheiro e entre dentes disse  "com que então não podia esperar"! Ignorei, conclui, despedido-me cordialmente, mas com vontade de...bem não vou dizer!

Escutem bem o que é dito ao som

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Ao longo do dia, quer na rádio do continente, quer ao nosso som, a funcionária que está no balcão, vai pedindo aos clientes para respeitarem a sinalética, o   espaço de dois metros entre pessoas e para serem breves nas compras, para permitirem a entrada de outras pessoas. Estava uma colega a fazer o dito pedido, enquanto eu atendia uma senhora que estava com a sua mãe, era um momento até de acalmia. Entretanto a senhora mais nova (a filha) diz: "Vá mãe despacha-te, não ouviste!? Vão fechar para almoço e estão a pedir ás pessoas para saírem!" Percebi logo que as pessoas nem prestem atenção ao que dizemos, elas ouvem o que lhes convém, ou o que acham por bem, o que lhes apetece. É impressionante! Lá expliquei o que tinha sido dito, e que o continente não fechava para o almoço, como alguns supermercados na zona.

Obrigada aos clientes

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Porque nós, no tempo em que estamos  perante este maldito vírus, também temos de agradecer. Muito obrigada aos clientes por não levarem as crianças e adolescentes  consigo ás compras. Finalmente, as pessoas compreenderam, que os mais novos, não são muito  afetados pelo covid-19, ou que, mesmo apanhando, os sintomas não se manifestam, mas , elas podem transmitir o vírus às outras pessoas. Por isso, pediram que não deixassem as crianças com os avós! Obrigada aquelas famílias que já escolhem um membro para ir sozinho ás compras e não vão em grupo, é melhor para vós e para nós. Obrigada aqueles clientes que têm sempre uma palavra amiga, que perceberam que precisam de nós, tal como nós precisamos dos clientes. Obrigada aqueles que entendem as regras e respeitam os espaços de segurança! Bem hajam!

Os rebeldes

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Quem diria que nesta época de pandemia, haveriam de ser os mais velhos, a não aceitarem bem as regras, a desvalorizarem, a dizerem "ah se morrer, morro, já vivi muito!" Pelo menos pensem nos filhos, nos netos, nos que trabalham e zelam pela sua alimentação, saúde, segurança etc. Sejam um pouco mais tolerantes, respeitadores. Dêem o exemplo. Não se esqueçam que são a faixa etária onde o vírus incide mais. Pensem um pouco mais nos outros e deixem de fazer birra! P.S. Não tenho com isto a intenção de generalizar e dizer que são todos assim, são apenas, do meu ponto de vista, a maioria.

Barreiras acrílicas de proteção no balcão e caixas

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Hoje quando acordei para ir trabalhar, senti-me  mais pessimista que nos outros dias, talvez por tanto ver e ouvir notícias sobre o assunto. Por vezes o medo também nos assola.  Mas quando cheguei ao meu posto de trabalho e vi que tinham colocado umas barreiras acrílicas de proteção,  o meu pensamento mudou, senti-me mais segura e  com mais energia para superar o dia! Obrigada ao continente, por ter tomado esta e outras medidas de segurança, tanto para proteger os clientes, como os colaboradores! Espero que mesmo depois de esta fase passar estas barreiras acrílicas se mantenham, aliás eu já tinha falado nisso  aqui num post há uns anitos! Nesta imagem o  local do pagamento pelo multibanco  não estava no sítio onde agora fica, daí a ilustração. Vamos acreditar que tudo vai ficar bem!

Exceções à regra

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Tenho aqui partilhado o facto de a maioria dos clientes estarem a aceitar bem as normas de prevenção, tanto para funcionários como clientes. No entanto, há sempre exceções à regra. Hoje quando vi o cliente seguinte a colar-se ao anterior, pedi que não avançasse ainda e ele responde "não se preocupe que eu não vou pegar nada a ninguém"! Assim se pode ver que ainda há alguma falta de informação. Tentei explicar, mas logo percebi que não ia resultar. Ainda houve alguém a dize r que com a idade as pessoas tinham mais dificuldade em entender. Entretanto, um outro cliente, talvez pela mesma idade disse " mas isto não é novidade, já no tempo dos nossos avós, apareceu uma coisa parecida, era a pneumónica, foi em 1918/19 e morreu muita gente, só naquele tempo, não havia informação!" Porque achei curioso, até memorizei a palavra, para ir pesquisar. Se calhar até dei essa matéria na escola, mas com o tempo, esqueci. E assim são as nossas conversas na fila do supermercado!

Mais alguém nos desenhou como heróis

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Desenhado por Ana Amaro. Obrigada!

Eu não posso ficar em casa

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Claro que tenho receio, medo de ser contagiada, de levar para casa, de não resistir, de perder alguém próximo, mas tento não estar sempre a pensar nisso. Saber que estou a ser útil, ajuda, tomar precauções também.

Os portugueses estão a habituar-se a uma nova forma de vida

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Olá a todos! Como têm passado nestes dias tão difíceis!? Na rua , muitos estabelecimentos estão fechados, há poucas pessoas, e muitas dessas, usam luvas, máscaras, lenços ou cachecóis. Finalmente as pessoas estão a perceber que esta pandemia, que é o covid-19, é real, é muito grave, e estamos todos juntos no mesmo barco. No supermercado, desde que foram tomadas novas medidas, a situação está bem melhor. Agora a entrada é controlada à porta, há um número de clientes dentro da loja, só quando alguém sai, outro alguém entra. Acredito que o mais aborrecido é mesmo ter de esperar na rua para entrar, mas a maioria das pessoas entende. E dentro do supermercado, nas filas para a caixa, há uma sinalética no chão, como eu sempre defendi, só que por outras razões, e o cliente seguinte só avança quando a operadora chama ou faz sinal. Chamamos, quando as compras do cliente que estamos a atender já estão quase todas registadas. Assim, nem o cliente atual nem  o segu...

Se alguém nos chamou de heróis, nós agradecemos

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Mas sabemos que há muitos mais. Da minha parte só tenho a pedir aos clientes que tenham calma, que isto há de ser uma fase, que vai passar, mas que até lá temos de nos proteger e cumprir aquilo que nos é pedido!

Sugeria que se marcasse a ida ao supermercado por telefone

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Deu nas noticias que, em virtude desta pandemia que é o covid-19,  o continente poderia vir a abrir só ao meio dia e fechar ás 20 horas, mas cada loja poderia tomar a  decisão mais adequada. Essa decisão seria para cada loja ter um “serviço razoável e ajustado às necessidades atuais da população, minimizando eventuais riscos de operação". Com esta medida tenho algum receio que o aglomerado de gente se torne ainda maior, visto que as pessoas só terão aquele tempo, mas até pode ser que corra bem. Na minha modesta opinião, de operadora de caixa, que vale apenas por uma, além de se implementar esse horário, sugeria que, tal como nas clínicas médicas particulares, houvesse uma marcação, pelo telefone de "visita ao supermercado" com data e hora marcadas , onde, dependendo do tamanho do supermercado, não estivessem mais de 10 ou 20 clientes ao mesmo tempo dentro do supermercado . Para isso funcionar teria de estar alguém na porta de entrada a controlar ...

Parece que o medo de passar fome é superior ao do contágio

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Esta semana o caso começou a ficar realmente preocupante. As pessoas, andam a correr ao supermercado, a açambarcar tudo o que podem, como se a comida fosse acabar. ( Imagem retirada da Internet e publicada por um cliente do continente) Tem faltado algumas coisas, não porque não haja os artigos, mas porque não se esperava este açambarcamento, e é preciso repor, reforçar. Hoje por exemplo, foi a loucura, ás 9:30h já as filas eram grandes, diminuiu um pouco à hora de almoço, mas se for como ontem, no horário pós laboral, volta a encher até se perder de vista o fim das filas. Ainda se fosse como na greve dos combustíveis, que havia a hipótese de os alimentos não chegarem ao destino e ficarem retidos, mas não! Isto é um caso sério sim, devido ao contágio, não por se poder  passar fome! As pessoas disseram ter receio de os obrigarem a ficar fechados em casa e depois não terem nada para comer. Não acreditam que alguém lhes vá depois fornecer comida. Então e o pape...

Os sacos de rede para a fruta são uma boa opção

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No supermercado, as bananas da madeira que antes vinham plasticadas, agora numa medida de evitar o plástico, estão apenas só com uma fita á volta do cacho. No entanto, alguns clientes, vão ao rolo dos sacos disponíveis na frutaria e colocam as bananas dentro dos mesmos. Em alguns supermercados, já existe na frutaria a opção de uns sacos de rede reutilizáveis.  Quando estes existirem em mais supermercados, pode ser que haja mais adesão por parte das pessoas, até porque, os sacos habituais de plástico da fruta, rompem-se facilmente.

O coronavírus: covid -19

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O tema do coronavírus fala-se por todo o lado. Trabalhando num supermercado, de vez em quando, lá surge o assunto. Há pessoas muito assustadas, há  pessoas que desvalorizam o assunto, há ainda quem brinque com a situação. Confesso que estou naquela de tentar  não entrar em pânico, mas estar alerta, ser cuidadosa. Ontem  tossi uma vez, coloquei o cotovelo como sempre e a cliente disse logo "olhe o vírus"! Nas notícias ouvi que o dinheiro por andar de mão em mão pode trazer todo o tipo de vírus e baterias. Diziam para lavarmos as mãos depois de mexer no dinheiro, ou para evitar manusear dinheiro vivo e usarem mais cartão multibanco.  Ora  o meu trabalho, é muito mexer em dinheiro, não posso andar a lavar as mãos assim tantas vezes! E uma pessoa leva as mãos ao rosto mesmo sem querer, é inevitável, nem damos conta! Sinceramente só quero que isto se resolva, que isto acabe. Jamais imaginei que em pleno séc. XXI pudesse acontecer algo assim, tão t...

Por cada pergunta estúpida, são 0.38€, se faz favor!

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Aqui há uns dias li uma notícia sobre um restaurante nos EUA, que cobra 0,38 centavos por cada pergunta   estúpida dos clientes aos funcionários. Acontece, que um dia, um dos clientes publicou a fatura no instagram e a publicação tornou-se viral. Como todos os dias, também ouvimos dos clientes estas ditas perguntas, ocorreu-me a ideia de fazer uma rubrica com as tais perguntinhas, estúpidas/idiotas/desnecessárias dos clientes! Isto é tudo a brincar, não é para ninguém levar a mal! Em destaque esta semana: Uma cliente pergunta-me se eu sei qual das pastas de dentes que ela apontava fazia mais espuma ao lavar os dentes!