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A mostrar mensagens de maio, 2020

Gente insolente

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Há uma cliente habitual, uma senhora que ainda não se deu conta o estado em que o pais está, por isso continua com as mesmas atitudes incorretas que sempre teve. Só a conheço dali, e parece-me uma pessoa mal formada e teimosa por natureza. Sempre teve o costume de não reparar que existem pessoas à sua volta que não têm que levar com as suas atitudes. Ela leva um trolley, dentro do mesmo tem imensos sacos, alguns em estado lastimosos, leva também um balde, daqueles que as crianças brincam na praia, que mete um saco e depois aí coloca o peixe. Antes da chegada do vírus, depois de a atender, ela ficava a ocupar o tapete com toda a sua tralha, eu chegava a atender umas três pessoas, e ela não saia dali, pois não se despachava e ainda se punha primeiro a confirmar o talão e só depois é que pegava nas tralhas e ia embora.  Agora queria fazer o mesmo só que eu fiquei parada a olhar para ela e disse-me "pode continuar o seu trabalho", ao que eu respondi "não, ...

O diário do dia

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Já aqui vos falei de uma janela de pagamento, uma abertura no acrílico, para as transações. Passo o dia todo a pedir ao cliente para pagar por ali. Alguns aceitam e fazem, mas outros,  ou gozam, ou dizem disparates. Depois acontece que peço ao cliente o cartão continente por ali, ele da-me o cartão e vai para o topo, para me dar o dinheiro. Digo que o dinheiro também é por ali. Ele volta lá e dá-me o dinheiro. Quando dou conta já fugiu outra vez, lá o chamo de novo para entregar os talões. É  o dia todo nisto! Cansa, satura.  Como é que não percebe que tem de ser toda a transação por ali. Sim o "buraco" é pequeno, apertado, pode não concordar, mas pelo menos podia aceitar e cumprir!

Carrinho sem freguês, não guarda vez!

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No início das novas medidas, as pessoas respeitavam, como já aqui referi, mais as regras. Porque ao saberem que havia mais pessoas na rua à espera para entrar, levavam logo os sacos, o carrinho, os cupões. No entanto, já se voltaram a desleixar. Já são capazes de ao meio do registo ou mesmo no fim, irem imprimir cupões, ou pedirem para ir buscar um carrinho, ou irem ao carro buscar sacos, ou ainda irem buscar artigos que se esqueceram. Faz-me confusão isto. Parece que vão parar ao supermercado sem querer, e só se lembram que lá estão, quando estão na fila. Aconteceu uma senhora deixar lá o carrinho e ir buscar algo que se tinha esquecido. Como eu já tinha o tapete vazio, e o carrinho não marca vez, chamei o próximo. Deu tempo desse cliente colocar todas as suas compras no tapete e de eu registar umas duas ou três, quando a cliente do dito carrinho chegou. Começou a reclamar que estava à frente da outra pessoa.  Eu digo que fui eu que chamei. Ela reclama de novo ...

Deu objecto por cima do acrílico

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Uma cliente, queria que eu visse o preço de um creme facial, e como tinha o acrílico à frente, teve a ideia de se colocar em bicos de pés e atirar o creme pela frente. Depois de perceber o meu olhar e recuo, percebeu que tinha feito asneira,  e pediu desculpa! Esta situação até se pode considerar uma distração, um desconhecimento, mas ao mesmo tempo demonstrou uma falta de noção, uma certa falta de civismo...

Se for na desportiva, na brincadeira, aceitam melhor as medidas!?

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O caso não é para brincadeiras, é certo, mas talvez seja uma forma de haver uma melhor aceitação e respeito pelas regras de segurança e saúde!

Só pedimos que respeitem as regras

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Na minha opinião, no início da pandemia, ou por ser novidade ou  por medo do desconhecido, as pessoas/clientes aceitavam e respeitavam melhor as regras que estavam no supermercado, do que hoje em dia. Ultimamente tem sido complicado fazer com que os clientes cumpram as medidas impostas pelo supermercado que são pela segurança e saúde dos clientes e dos funcionários. É desgastante, estar a cada cliente, a chamar atenção, a dizer "aguarde atrás da linha", ou "o pagamento é aqui nesta janela", ou ainda "coloque as compras na zona verde" , e também "não podemos aceitar os produtos em mão, coloque sobre o tapete", e depois ouvir as discordâncias dos clientes, ou porque para eles não muda nada, ou não lhes  faz sentido, e ainda acharem que  como eles dizem, é que está bem. E depois como há colegas mais novos, que estão naquele trabalho de passagem, e que talvez não se esforçam tanto para manter as medidas, e por isso, deixam passar uma  coisa ou  outra...

Mascarados, nem nos conhecemos

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Estava a atender um cliente, a dada altura achei estranho a conversa, porque supostamente não conhecia aquela pessoa de lado algum, mas, afinal conhecia bem a pessoa, só que com máscara não o estava a conhecer! De outra vez foi entre clientes, uma pessoa meteu-se com a cliente que eu estava a atender, e a cliente olhava fixamente para a outra. Entretanto a outra percebeu que não a estava a reconhecer, retirou um pouco a máscara, e depois todos nos rimos da situação! "Ah és tu!" A máscara deixa-nos sem perceber o que os outros dizem, não nos reconhecemos, porque estamos meio mascarados, e ainda nos faz sentir sufocados, mas, temos de nos habituar!

O açambarcamento do álcool em tempo de pandemia

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Hoje estava a atender um senhor que trazia dois frasquinhos de álcool gel, disse-lhe que só podia vender um por cliente. Ele: Mas ali no Pingo Doce há pargas disso e cada um leva o que quiser! Eu: Então vá lá comprar! Ele: Não é  isso, queria era que me dissesse porque é assim num, e não é no outro! Eu: Não sei, eu só estou aqui para cumprir o que me mandam fazer! A este propósito queria referenciar que há um decreto lei de janeiro de 1984, onde o artigo 29º é relativo ao açambarcamento, e que recentemente o governo, neste âmbito recomendou aos estabelecimentos que tomassem medidas que dissuadam o açambarcamento. Esse decreto lei está exposto no supermercado. E também incluído e atualizado  no  nº2-A/2020, de 20 de março.   Torna-se cansativo assistir  ás artimanhas que muitos clientes fazem, para levarem álcool para casa, porque mesmo que o nosso sistema não permita dois frascos numa conta, eles dizem para fazer duas, três ou até mais contas, pagam com cartões diferentes, ou então, sa...

Recebeu três chamadas e ainda fez mais uma

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Continuo a achar que devia ser proibido atender e fazer chamadas desde que começam a colocar os artigos no tapete até ao pagamento e retirada dos artigos/sacos do tapete de saída, a não que seja alguma coisa urgente, ou apenas para dizer à outra pessoa que está do outro lado, que agora não pode atender. Um destes dias, uma senhora ia colocando os artigos no tapete com uma mão e com a outra segurava no telemóvel e falava descontraidamente com alguém. Avisou-me que tinha três contas. Termina uma conversa desliga, paga uma das contas, novamente o aparelho toca e a senhora volta à lentidão. Começo a stressar e pergunto se posso colocar as coisas no saco, diz que não, porque tem se separar as coisas. É que ainda se dá ao luxo de andar com picuinhiches a arrumar as coisas. Quero avançar para a outra conta, mas ela continua ao telemóvel e a ignorar-me. Lá desliga, mas logo a seguir, faz ela uma chamada. Uma pessoa perde a paciência, desta vez ninguém se queixou na fila, mas uma vez, numa sit...

O acrílico e a máscara dificultam a passagem do som

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Nas linhas de caixas existem como já aqui referi barreiras de proteção em acrílico, há uma rádio. Além disso, agora todos os clientes estão de máscara, nós também de máscara, o que torna mais difícil a comunicação entre a operadora e o cliente. Parece uma conversa de tontos! Por vezes não nos entendemos, e quando o cliente tem de ditar o número de contribuinte, é uma animação.  Mas o mais engraçado é  quando o cliente é estrangeiro e com sotaque!  O que vale é os clientes entendem e por vezes até brincamos com a situação, eles fazem sinais dos algarismos com os dedos! Ou ficam no topo a ditar!

Do uso da máscara

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Andava muito preocupada com o uso da máscara. Custava imenso, sentia falta de ar, mau estar, dor de cabeça. Sei que não é fácil para ninguém, mas para mim era e ainda é, um tormento. Sempre que ia para o trabalho era um frete, só de pensar que teria de usar aquilo. E eu sou a favor do uso, acho que é mesmo imperativo que se use. Mas daí até ser tarefa fácil, é outra coisa. Agora estou um pouco melhor com uma máscara diferente. Com esta consigo estar mais tranquila. Só tenho a agradecer á pessoa que sabendo desta minha dificuldade de me adaptar às cirúrgicas me sugeriu esta, que é chamada de máscara comunitária. Como no meu posto de trabalho tenho acrílico, posso usar.

Obrigada pelo destaque neste artigo!

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Gente que faz birra no supermercado!

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Há dias mesmo complicados, exaustivos. Há momentos em que parece que estamos numa escola, onde as crianças são muito rebeldes e temos de estar constantemente a chamar a atenção pelas asneiras que estão a fazer ou pelas atitudes que deviam tomar e se esquecem. Mas faz parte das minhas competências, zelar para que todas as medidas sejam tomadas de forma a minimizar o risco de contágio! Aquele dia até me estava a correr bem, as pessoas estavam a ter as atitudes corretas, a conversa com os clientes estava animada e simpática. Entretanto, estava a meio do atendimento de uma cliente, quando chega um casal, aí na casa dos quarenta anos. A esposa começa a colocar as compras no fim do tapete e diz ao marido para ele passar para o outro lado, onde ainda estava a cliente do momento. Quando ele pergunta se pode passar eu respondo que não convém passar por ali. Pergunta e atitude escusada, pois para ele passar, ia quase roçar na cliente que estava a ser atendida, a mesma ter...

Já olharam para o tapete rolante da caixa do supermercado!?

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Muitas pessoas já me disseram que "o continente, tem boas medidas, melhor que muitos outros,  assim sim, sentimo-nos seguros para vir ás compras!" Verdade, concordo plenamente. Mas, não é fácil. É preciso estar sempre a lembrar as regras a alguns clientes. Porque existem aqueles que fazem tudo conforme as regras, ou porque já conhecem e é habitual irem ali, ou porque estão de acordo e compreendem, mas existem outros que nos dificultam a vida, que são do contra, que acham algumas medidas exageradas. Desta vez queria me focar na colocação dos artigos no tapete. É que agora, se é que já repararam, há uma zona verde, outra amarela e outra vermelha. Funciona mais ou menos como nos semáforos, onde o verde é para colocarem os artigos, no amarelo já não é boa ideia e no vermelho é mesmo para não colocarem os produtos. Se forem colocando na zona verde, o tapete vai rolando e os artigos chegam até à operadora ou operador. Aquele velho e mau hábito de d...

O virus não passa por aqui?

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Como já aqui disse, nós agora temos umas barreiras de proteção em acrílico, e, de modo a passar o cartão multibanco, talões ou o dinheiro, há uma pequena janela, onde apenas cabem as nossas mãos, para entregar o troco, os talões ou para o cliente marcar o  código do multibanco. Foi-me dito que era para fazer toda a transação por ali, e para estimular os clientes a fazerem este procedimento. A maioria dos clientes percebe até brinca com a situação, dizem agora é  "à janela"! Mas, como tudo, há exceções. Há quem goze ou não perceba que  se recebemos por ali o cartão continente, o dinheiro, é porque, também é por ali, que temos de entregar o talão e dar o troco. Houve um cliente que cinicamente disse: "então isto é porque o vírus não passa aqui por este buraco!" Outra pessoa ficou no topo e eu com a mão para lhe entregar o talão e ela dizia "tou aqui, tou aqui"! Eu sabia onde ela estava, ela tinha de receber o talão pelo mesmo sitio onde t...

Hoje houve aplausos dos clientes ás 11 horas

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Nestes últimos tempos andamos com as emoções à flor da pele, onde somos muitas vezes invadidos pelo medo do desconhecido, pelo receio de apanhar e levar o vírus para casa. Somos muitas vezes confrontados pelos clientes que não querem aceitar as regras, que não têm paciência para esperar, mas também somos surpreendidos por outros que nos demonstram gratidão. Não sei quem organizou ou de quem foi a ideia, sei que após o relógio da rádio do continente dar as 11 horas da manhã, os clientes começaram todos a bater palmas . Foi lindo olhar à voltar e vê-los todos sincronizados em aplausos. Fiquei emocionada, nem sabia o que fazer ou como reagir. Apenas quero agradecer a atitude, o gesto nobre. Dizer que estamos todos no mesmo barco, que isto tudo há-de passar, que todas estas regras são pelo nosso e vosso bem, para que não nos faltem clientes, nem a vós vos falte os produtos de alimentação, limpeza e higiene. Bem hajam!