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A mostrar mensagens de junho, 2020

Não estava a ouvir nada

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  Há momentos em que a comunicação com os clientes se torna bastante difícil, devido ás máscaras, ao acrílico, ao rádio. Eu perguntava a  uma cliente apenas se tinha cartão cliente, e ela não percebia, falava mais alto e ela nada. Cheguei a pensar que fosse estrangeira, já que  aparecem diariamente ali alguns. Mas depois percebi que era portuguesa, porque me disse "espere aí que eu vou subir um pouco, a ver se percebo"! Mas diz-me isto a mexer no elástico da máscara. Supus que ia tirar a máscara e eu disse com o dedo "não, não tire"! Aí já percebeu, pois respondeu: "não vou tirar a máscara,  vou subir, mas é o som do aparelho dos ouvidos"! Enfim...

Um cartaz bem grande pendurado!

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Em cima é apenas uma montagem, mas gostaria que existisse um cartaz assim pendurado, para que pudesse ser lido de vez em quando, e de quando em vez, fossem cumpridas estas regras tão básicas!

E a luta continua...

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Neste sábado foi mais um dia daqueles que nos deixam cansados e com vontade que chegue a hora de ir embora dali. Uma senhora só com um artigo, pede a vez, é lhe concedida. Mas a senhora esta com uma máscara no queixo e outra na mão. Tive de lhe pedir para colocar devidamente a máscara, tive de lhe pedir para esperar no sitio certo. Atendi um jovem casal que me faziam perguntas. Perguntaram se não tinha álcool gel no fundo da caixa para as pessoas desinfetarem as mãos. Respondi que havia na entrada e na saída da loja, mas ela insistiu que tinha de ter ali no fundo da caixa. Eu tento sempre higienizar o tapete de saída, quando a pessoa está a pagar com multibanco, mas como a cliente anterior tinha lá a mala não consegui limpar em todo o lado, e este casal questionou logo se eu não limpava aquilo. Depois falavam entre eles, e apontavam defeitos. Deviam de ser da ASAE! Uma senhora ia começar a colocar as coisas no tapete quando já lá tinha uma pessoa ...

A luta diária de uma operadora de caixa

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Hoje foi um dia difícil no supermercado onde trabalho. Passei o tempo todo a chamar atenção por uma coisa ou outra. A maioria aceitava e até pedia desculpa, mas outros tinham que discordar ou questionar. Houve uma altura em que estava a concluir um atendimento, quando olho para o tapete tinha quatro pessoas , perguntei se estavam todos juntos, disseram que não, então tive de pedir para voltarem atrás porque não podiam estar todos em cima uns dos outros. E um cliente diz "então se estivéssemos todo juntos já podíamos, mas qual é a diferença?" Ao que respondi "se fossem todos da mesma casa o contágio era entre vocês, assim é diferente!" Abanou a cabeça, certamente por achou que a minha resposta não era satisfatória. Depois há pessoas que  passam pela caixa dando  toques no  cliente que está a ser atendido, e nem desculpa pedem. Nem tinham de passar por ali. Há um local para saírem sem compras, sem incomodar ou empatar e até tocar quem...

Os que marcam pela diferença

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Estava eu numa caixa ao fundo da loja, onde há cerca de dois anos, era a entrada para o supermercado. Estava distraída com o atendimento, e com os clientes que estava a atender, não dei por um grupo de pessoas chegar até perto de mim, porque julgavam que seria  ali a entrada. Só dei por eles quando começaram a falar alto, de modo  agressivo,  zangados por a "porta" não abrir. Ora não existia ali porta alguma, apenas um vidro. Apanhei um susto enorme. Entretando lá houve alguém que percebeu que a entrada, era no inicio da loja por onde eles já tinham passado.  Era um grupo grande com mulheres, homens, crianças e até bebés. estavam quase todos vestidos de preto, com as mascaras e as roupas sujas, notei até pelo menos uma senhora tinha um trapo branco a servir de máscara. Depois de andarem por dentro da loja, mesmo sem os ver, ouvia-os da minha caixa, falavam, ralhavam, as crianças choravam.  Uma parte deles foi para a minha caixa e a outra para...

A função do acrílico

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Como já aqui disse, acrescentaram do lado da entrada uns centímetros de acrílico, para nossa proteção, havendo assim mais distanciamento do cliente. Mas também temos acrílico atrás, e até lateralmente. Praticamente só no topo não há acrílico,  a ver se as pessoas entendem que é ali que podem estar e arrumar os artigos. Não precisam de se colocar em cima de nós ou entregar  artigos em mãos.  Os artigos são para colocar o mais atrás possível, que depois rolam até nós! Ainda assim, um dia destes, um casal de clientes depois de colocar todas as compras sobre o tapete, deixando-o tipo torre, o homem queria me ir entregando o que ficou ainda no carrinho , artigo a artigo em mão. Queria entregar um pacote de bolachas depois um pacote de manteiga e assim sucessivamente. Quando lhe disse que não podia ser, chamou a senhora que o acompanhava e disse " ó Fulana já viste esta graça, diz que não posso dar as coisas em mão!" Diz a outra "A sério!? Ma...

Desisti de insistir na janela de pagamento

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Andei semanas e semanas a tentar que os clientes fizessem o pagamento pela dita abertura/janela do acrílico. Já estava no bom caminho. Entretanto a dita janela foi corrigida por causa do multibanco, e a abertura ficou mais pequena  e mal lá cabem as nossas mãos para entregar troco, talões. Apenas dá para pagamento com multibanco. Agora já não insisto, se quiserem pagar lá do topo, que o façam! Inicialmente tinham-me dito que era para fazer tudo por ali, mas depois até quem mo disse, fez o mesmo que os clientes. Para que andava eu a insistir em querer que tudo funcionasse  bem! Há pessoas que vão sempre querer fazer as coisas à sua maneira. Claro que há situações em que não convém vacilar, mas nesta, já não me ralo! Venceram-me pelo cansaço!

Aqui somos privilegiados

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Quando peço a uma senhora para esperar só um bocadinho atrás da linha, porque já tinha um cliente do lado de lá do tapete e outro do lado dela, ela começou a barafustar e a dizer disparates. Quando me diz "tanta coisa , isto é só aqui!" Eu respondo: " Isso é verdade somos uns privilegiados. Trabalho numa empresa que se preocupa com a saúde  dos seus colaborados e com a dos clientes. Há que dar valor !" Porque aqui, não faltam medidas, regras, o que falta é o cumprimento das mesmas por parte de alguns clientes! E depois ouvi os clientes a falarem que nem todos os supermercados têm esta segurança! A dita senhora não mais se pronunciou!

É assim tão complicado aceitar!?

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Quando estávamos em estado de emergência, as pessoas estavam tão  preocupadas que o supermercado fechasse, que  acatavam bem as normas, mas agora,  muitas dessas pessoas, já não estão para isso. Um dia destes fiquei agradavelmente surpreendida porque tinham acrescentado um pouco de acrílico  do lado da entrada do tapete. Até pensei que assim os clientes já não iam querer entregar os artigos pesados e não pesados em mão porque iam perceber que estando lá o acrílico, não era para o fazer. Além do mais estaria completamente fora da zona verde e justamente na zona vermelha. No entanto enganei-me, continuam a existir aquelas pessoas, que teimam em entregar coisas pela frente, em mão, só porque lhes dá jeito. É impressionante. Gente que não aceita regras, nem os procedimentos da empresa, nem as nossas instruções. Para este caso só se o incumprimento desse assim um choquezinho , só assim ao de leve. Cheguei a comentar com uma senhora, ela própria  também  admirada com a relutância de um clien...