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A mostrar mensagens de outubro, 2025

Queres que o pai pague duas vezes!?

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Estava a atender um jovem pai com a sua filha. A pequena achou graça aos rolinhos que temos para os artigos descerem. Então estava a empurrá-los para cima, para já depois de registados, virem até mim. Com a brincadeira, a empurrar, estava a fazer com que viessem ter ao pé do scanner  e a serem registados de novo. Eu tinha de anular. O pai não dizia nada! Ou não queria saber ou nem se estava a aperceber. Resolvi então dizer-lhe "olha que assim as coisas registam-se de novo e o pai tem de pagar duas vezes!" E a criança percebeu e parou com aquela atitude e ficou sossegada o resto do tempo!

A missão coninente alimenta

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Quando há uma causa destas, há que falar dela e divulgá-la.  E esta causa está relacionada com aquelas três que defendo, porque ajuda: Pessoas , já que pretende reforçar a doação de excedentes, garantindo que a ajuda chega a mais instituições de forma transparente e justa. Ajuda animais através da doação de excedentes alimentares a instituições de apoio animal e parcerias com associações como a Animalife  . Também apoia o ambiente ao combater o desperdício alimentar através de várias iniciativas que visam reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo, promovendo a sustentabilidade e o aproveitamento de recursos. «Com a “Missão que Alimenta”, o processo de seleção das instituições passa agora a ser realizado através de uma plataforma online, com candidaturas abertas de três em três anos. Podem candidatar-se entidades sociais ou de apoio animal, com atividade em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira. Todas as candidaturas elegíveis serão aval...

Causas sim, mas publicidade, ainda não

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De vez em quando, recebo por email, ofertas de publicidade, para o blogue, mas principalmente para a página de Facebook.  Não sei de futuro não mudarei de ideias, mas para já não tenho aceitado. Uma coisa que me aborrece muito, é querer ler uma noticia qualquer, e surgir publicidade, ter de aceitar cookies, e sei lá que mais. não quero sujeitar os meus seguidores a isso, é muito aborrecido! Prefiro continuar aqui com as histórias e conversas de caixa, e com as minhas causas!

Momento doce

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Estava a atender uma simpática senhora, brasileira que vinha com o seu filho, um jovenzinho especial, com um sorriso doce. A sra disse -me " hoje trouxe o meu filho que aceitou me ajudar em troca de um chocolate... não foi de graça não!" Então eu disse -lhe "gostas muito de chocolate é!?" Ele sorriu timidamente. Não falou, não sei se falava, mas sei que ele me entendeu. Quando registei o chocolate, ele pegou logo nele, meio envergonhado. Quando me despedi da mãe disse acenando "tchau"ao rapaz e a mãe disse para ele me dizer tchau e ele lá sorriu e acenou. Havia ali muito cuidado, muito amor . Fico grata por estes momentos e por pessoas assim tão simpáticas, porque podia ser apenas mais duas pessoas que vieram comprar pão e leite, com as questões básicas do costume, pagamento e adeus, mas foi muito mais que isso. Foi gratificante!

O chão do lixo é aqui!

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Mais uma situação com a prioridade

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Nem sempre é fácil quando surge alguém a pedir prioridade, algo que faz parte do quotidiano do supermercado, em que é preciso sensibilidade e compreensão, e ás vezes quando a situação não é visível, um documento.  Estou a acabar o atendimento a uns clientes, a seguir estão duas pessoas de idade, depois está um jovem, e logo a seguir um velhote com bengala e com dois ou três artigos nas mãos , que diz que vai passar porque tem prioridade. O jovem desvia-se , mas o casal de idosos, a esposa, ralha com o marido e diz " Estás a ver!? Não quiseste trazer a bengala, agora ficas para trás!" Realmente o senhor parecia coxear. Então tive de dizer ao senhor que pediu prioridade, que aquele senhor também tinha prioridade, e que quando havia duas pessoas na mesma situação, tinha que respeitar a ordem da fila. Recordo-me de uma vez, numa situação parecida, alguém dizer que passa à frente quem tiver o problema maior. Mas acho que se fosse assim, a situação ainda seria ma...

Não há necessidade de retirarem os artigos das nossas mãos

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Acontece, por diversas,  vezes quando estou a atender, seja  um casal ou mesmo duas pessoas que estão juntas, uma ficar mesmo encostada a mim a retirar-me praticamente os produtos das mãos , para os empurrar para a outra pessoa. É uma situação enervante, pois chegam a arranhar-me.  Além disso, há artigos que ou não passam à primeira ou tenho que os digitar, e já me estão retirá-los das mãos. Houve uma situação em que tive de quase implorar ao cliente para que me deixasse registar, porque porque estava praticamente debruçado sobre o tapete para alcançar mais depressa o artigo. Ás vezes dava jeito ter um escudo protetor. É que não é necessário estas atitudes, porque depois de registar, eu própria,  empurro o artigos, pelos rolinhos , para o cliente. 

A cliente que se esqueceu de...

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Estava num momento de pouco movimento  a conversar com os clientes, porque há clientes que gostam de conversar, e entre as questões habituais, dava para  os ouvir,  principalmente, queixas do custo de vida é o tema mais comum. A dada altura a cliente pega nos sacos e vejo-a pronta para ir embora, então não digo nada, só olho para ela, e ela diz-me "falta alguma coisas"!? Ao que eu respondo: "Sim, falta só pagar,  nada de importante!" E a senhora atrapalhada a  pedir desculpa, a dizer que não foi por mal. "Eu sei que não", respondi-lhe.  Acabou por ser um momento que quem assistia também se ria da situação!

Causas: pessoas, animais, ambiente

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As causas que tenho/defendo e que de certa forma estão relacionadas com o meu trabalho, como operadora de caixa são: Pessoas: Crianças, velhinhos, doentes, com necessidades especiais, sem dinheiro (dificuldades financeiras acentuadas). Precisam sempre de mais tempo, disponibilidade, paciência, tolerância, e por vezes os que estão com pressa, nem os vêem. Tento ajudar com  em campanhas de banco alimentar, ou com a missão continente, mas principalmente, com disponibilidade.  Quando uma criança vai sozinha comprar alguma coisa, não acontece muito, mas existe, tento usar uma linguagem adequada e afetiva.  Certa vez, uma jovem moça, que estava a atender, pediu-me ajuda com a aplicação do continente. Lá estava eu a mexer no telemóvel dela  para ajudar e percebi que a aplicação estava diferente. Então eu disse "ah mas isto está diferente"! E ela diz-me "é uma aplicação adaptada a cegos!" Eu não tinha percebido que a moça era cega. Tentei ajudar como pude, e fiquei agradad...

A senhora professora...

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Estou a atender uma simpática senhora, que trazia uns quantos packs de seis litros de leite, e ponho-me a fazer contas de cabeça em voz alta, mas a tabuada e a matemática nunca foram o meu forte, e  não saiu bem à primeira.  Peço desculpa e a senhora riu-se . Conversa puxa conversa e ela conta-me que foi professora muitos anos. Confesso-lhe que esse foi o meu sonho durante anos. E ela diz-me "mas olhe que tem cara disso, seria certamente uma boa professora!" Foi algo que já não era a primeira vez que ouvia, e não pude deixar de ficar emocionada.  Como o movimento estava fraco, ainda ficamos ali mais um pouco na conversa. Contou-me que teve o privilégio de ficar muitos anos na mesma localidade e que, por isso,  chegou a ser professora de pais e depois dos filhos.  Mesmo só com aquele bocadinho de conversa, fiquei a admirá-la e tenho a certeza que marcou pela positiva a vida dos seus alunos. São também estes  momentos que me fazem bem vivenciar!

Uma caixa lenta no supermercado

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Uma caixa lenta, seria um serviço, que ofereceria  mais tempo aos clientes, com uma operadora de caixa que daria  mais tempo para as pessoas embalarem os seus produtos,  para colocar questões ,  ou simplesmente, para conversarem.  Seria um serviço mais atenciosos para idosos, ou para pessoas com necessidades especiais, que não tenham pressa e que precisem de mais tempo.

Tem a certeza que é para descontar!?

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Talvez só os colegas de profissão que trabalham na mesma empresa intendam isto, ou então algum cliente, a quem já tenha sucedido esta situação, de não querer descontar o seu saldo, e a operadora o ter feito, ainda que sem querer!

Mais um regador inútil, mas dourado

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Mais um incentivo para um cliente...

Hoje é o dia da operadora de caixa

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Já alguns anos, que aqui (no blog e na página) se comemora esta data, mesmo que seja oriunda do Brasil. Hoje é o dia da operadora de caixa, uma função onde a maioria são mulheres, mas onde também já existem muitos homens, sendo assim uma profissão unisexo! A nossa função é registar os produtos, escolhidos pelos clientes, também pesamos alguns artigos, respondemos a algumas questões, fazemos umas quantas perguntas, divulgamos campanhas, precisamos de ser boas comunicadoras, ser pacientes, e por fim, temos o papel de pedir o valor das compras, que pode ser em numerário, ou em cartão. É crucial fazer bem os trocos, entregar junto com o talão em mãos. Enfim, temos de ter atenção a todos os detalhes para que a "venda" seja um sucesso. Tenho  esta função há cerca  de 20 anos e gosto da mesma. Mesmo não sendo da terra, mesmo não conhecendo tão bem os clientes, sinto-me bem , pois sempre me trataram cordialmente. Há clientes, pelos quais já tenho afeição, e quando algum falt...

O custo de vida para os mais velhinhos

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Uns velhinhos já ambos debilitados, e cada um com uma bengala, iam olhando fixamente para o ecrã onde iam controlando os preços ou o total. Tinham poucos artigos, e eu própria os coloquei no saco, porque a preocupação deles era outra. No final a senhora pergunta baixinho ao senhor "então chega ou não!?" Ele afirma que sim, e coloca umas quantas moedas em cima do tapete e pede-me para eu contar. Na verdade, faltava sete cêntimos, mas eu disse-lhe que estava certo.  Estas situações deixam-me triste. Porque se faltasse mais dinheiro e tivesse que anular artigos, seria ainda pior, porque por mais empatia que possamos ter com as pessoas , também sabemos que não podemos fazer mais. 

O homem da guerra

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A cena da prioridade na fila do supermercado, nem sempre corre bem, nem sempre é clara, nem sempre há empatia e bom senso. Por isso, acho bem que seja o cliente prioritário a solicitar a dita prioridade. Já atendi pessoas que mostraram cartões, já me mostraram documentos, que são, o que creio chamar-se, certificado de multiusos. Isto porque nem sempre a incapacidade é visível. Por vezes, há clientes que ao verem uma grávida, uma pessoa com bebe ao colo, ou alguém lesionado, oferecem a sua vez.  Antes da atualização desta lei, na altura em que éramos nós a chamar as pessoas, chamei uma pessoa que me parecia estar grávida,  mas não estava. Não foi nada bonita a situação. No entanto,  da última vez,  o que aconteceu, parecia uma situação, de filme. Um senhor, talvez na casa dos 70 ou mais anos, e aparentemente sem incapacidade visível,  perguntou-me porque não havia uma caixa prioritária. Respondi que agora eram todas. "Então e porque não me atende?"...

O que significa blogliterata ?

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Blogliterata -  pessoa que escreve conteúdo num site com a ordem cronológica inversa, ou seja, as últimas publicações, surgindo primeiro. De realçar que é uma palavra inventada , mas que podia existir, já que Blogger é um estrangeirismo e bloguista é um termo do português do Brasil.

Tirar o plástico do chupa

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Há sempre destes chupas junto às caixas. As crianças pedem, e na maioria das vezes, como é só um chupa, os pais compram. O problema é que as crianças não o conseguem abrir, nem alguns adultos. Por vezes até empresto a minha tesoura. Acho que a marca deveria tornar a embalagem mais fácil de abrir, já que é destinada a crianças. Pode até ser por segurança, mas há crianças que mordem o plástico na tentativa de o abrir, e isso também não é seguro. Fica a dica!