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Entender, acolher e ajudar...

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Uma cliente, mulher na casa dos 35/40 anos, quando chega à caixa com o seu carrinho cheio, encosta o mesmo ao tapete e dirige-se a mim, e pergunta se me pode pedir uma coisa. Ao que eu respondo com recetividade.  Pediu-me para não começar a registar os produtos, antes de ela os colocar sobre o tapete, porque como estava  sozinha, fica enervada e ansiosa, de ver o monte do outro lado.  Como de ansiedade em coisas simples, percebo eu bem, respondi de forma compreensiva e acolhedora. Percebi, que ficou aliviada.  Deixei que ela tirasse quase tudo para o tapete, felizmente foi num momento calmo. Quando ela tinha só duas ou três coisas por tirar, disse-lhe que ia começar a passar as coisas devagarinho, até me ofereci para ajudar a embalar, mas ela disse que tinha que separar as coisas da forma que ela sabia.  Assim acabou por fazer as coisas à maneira dela, sem pressas, sem stresse, sem pressão! No final despediu-se com gratidão. Ás vezes não custa nada ser empática ...

Que os blogues sejam eternos...

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  Num mundo onde agora são os influencers e outras redes sociais, que mais imperam, esperemos que os blogues, tenham sempre espaço. Que o gosto pela escrita, sem "fogo de artifício", se mantenha! Que habitar na Blogosfera seja um privilegio, um gosto, uma bênção, terapia, um local de cultura, uma diversão!  

O impacto da depressão Kristin

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  O mau tempo que assolou o nosso país, a depressão Kristin, tem se feito notar nos rostos das pessoas. Nas localidades que rodeiam o Cartaxo, ainda há pessoas sem água, sem luz, sem comunicações. Atendi um casal que tinha ido comprar um gerador, para pelo menos, não deixarem estragar os alimentos que tinham na arca frigorífica. Outras pessoas disseram que nestes dias,  não puderam ir trabalhar porque a creche dos filhos, estava sem eletricidade, e não abriu, então tiveram ficar com as crianças, porque não tinham com quem as deixar. Também há pessoas a irem tomar banho a um pavilhão que a cidade disponibilizou, porque sem água quente, e com os familiares na mesma situação, não tinham outra solução. Ontem atendi um senhor que me disse que na zona de onde vinha,  as filas do supermercado eram grandes e  faltavam muitos produtos nas prateleiras . Ainda há pessoas sem  televisão para verem as notícias. Até me confidenciaram, que acabam por se deitar mais...

O menino que quer sempre pagar a conta

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Já aqui referi várias vezes que, situações com crianças. Elas são tão genuínas, tão doces. Podemos sempre aprender alguma coisa com elas. Há um menino que vai com os avós, deve ter uns três anitos. Avó está sempre a segurá-lo bem pela mão. Ele é falador, mas depois esconde-se com vergonha. Ele está sempre a dizer que quer pagar, e dá-me moedas de plástico,  daquelas de tirar carrinhos. Eu finjo aceitar e depois entrego à avó.  Ele  fica contente! Despede-se a sorrir.   O que foi que aprendi? Que esta criança, quando for grande,  vai fazer de tudo para pagar as suas contas!

A padaria mudou...

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Na passada sexta-feira, dia 23 de janeiro, a padaria do continente modelo onde trabalho, passou a ser de livre serviço. Embora tenha ficado um espaço bonito, e a prática já seja habitual em muitas lojas, divide opiniões.  Agora somos (operadores de caixa) nós que registamos tudo, não é,  como em algumas lojas,  onde há balanças e são os clientes a fazerem esse trabalho.  Fiquei a saber que existem 1001 pães diferentes, e que é preciso os saber distinguir, para além de um número infinito de bolos e salgados. A caixa registadora tem imagens, é certo, mas mesmo assim, é preciso algum tempo. Houve clientes que lamentavam já não   serem as padeirinhas a aviar. A máquina de cortar o pão, também agora manejada pelos clientes. Vi alguns pães cortados ao alto, e outros, que por estarem quentes,  ficarem  quase em sopas.  Ontem, estava a atender um casal que tinha, por acaso, uns pães, que nem eles sabiam o nome, nem eu encontrava a imag...

Blogliterata, quem?Eu? Sim!

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As coisas  que a IA  sabe:   Vista geral de IA A palavra inventada pela autora do blogue A lupa de alguém (Anabela Ramalho Neves) é blogliterata .   Aqui estão os detalhes sobre o neologismo: Significado: Define uma "pessoa que escreve conteúdo num site com a ordem cronológica inversa, ou seja, as últimas publicações, surgindo primeiro". Origem: Foi criada como uma alternativa em português para os termos estrangeiros ou brasileiros (blogger, blogueiro/a, bloguista). Composição: Resulta da junção de Blog + Literata (escritora).   A autora, conhecida por partilhar histórias do seu quotidiano como operadora de caixa, refere que gosta de inventar palavras em jeito de brincadeira.    

O velhinho que estava triste

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Um simpático velhinho, cliente habitual, vai à minha caixa com dois artigos.  Velhinho: Olá menina, então como está? Eu: Estou bem e o senhor como está? Velhinho: Ai, estou muito mal! Eu (preocupada): Então, o que se passa? Velhinho: Morreu-me a minha papagaia, a minha única companhia, a minha amiga! Ontem à noite, despediu-se de mim a dizer até amanhã. hoje quando vi estava morta. Perguntei que idade ela tinha, disse-me que tinha uns 12 anos. Disse-me que a voz da papagaia era igual à sua falecida esposa. contou-me também que um mês depois da morte da esposa morreu o cão com o desgosto, e agora a papagaia.  Ainda lhe disse para arranjar um gato, mas ele disse que não gostava de gatos. Os clientes que estavam a seguir sugeriram outra papagaia, e ele disse logo que nunca seria igual . Nisto começa a chorar e a lamentar-se. Fez-me imensa pena, até parece que ele sabia que o compreendia por também gostar de animais, embora,  nunca tenha tido um papagaio.  Os c...