Entender, acolher e ajudar...

Uma cliente, mulher na casa dos 35/40 anos, quando chega à caixa com o seu carrinho cheio, encosta o mesmo ao tapete e dirige-se a mim, e pergunta se me pode pedir uma coisa. Ao que eu respondo com recetividade. 

Pediu-me para não começar a registar os produtos, antes de ela os colocar sobre o tapete, porque como estava  sozinha, fica enervada e ansiosa, de ver o monte do outro lado.  Como de ansiedade em coisas simples, percebo eu bem, respondi de forma compreensiva e acolhedora. Percebi, que ficou aliviada. 

Deixei que ela tirasse quase tudo para o tapete, felizmente foi num momento calmo. Quando ela tinha só duas ou três coisas por tirar, disse-lhe que ia começar a passar as coisas devagarinho, até me ofereci para ajudar a embalar, mas ela disse que tinha que separar as coisas da forma que ela sabia. 

Assim acabou por fazer as coisas à maneira dela, sem pressas, sem stresse, sem pressão! No final despediu-se com gratidão.

Ás vezes não custa nada ser empática com as pessoas, principalmente quando nos é pedido com educação e com uma razão que conhecemos tão bem. 


 

Comentários

  1. Que belo exercício de humanidade num lugar onde, habitualmente, o tempo é ditado pelo bip mecânico dos scanners. Às vezes, a maior liberdade que podemos dar a alguém é o direito ao seu próprio ritmo. Na pressa das cidades, gestos como o seu são pequenos atos de resistência poética.

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    1. Já são mais de 20 anos neste trabalho, o que nos torna mais atentos e observadores. É um facto que nos pedem rapidez no atendimento, mas também, nos dão formação sobre empatia, para que a possamos usar com os clientes, quando é necessário. E não custou nada ser compreensiva, muito pelo contrario, senti-me recompensada.
      Obrigada pelas suas amáveis palavras!

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