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A mostrar mensagens de maio, 2012

O dinheiro não chegava para pagar duas coisas, teve de levar apenas uma

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Hoje, aconteceu mais uma daquelas situações, em que um cliente não tinha dinheiro suficiente para pagar o total das suas compras. Um senhor já de idade apenas levava tomates e um pacote de queijo barra em fatias. Quando ele viu que não tinha dinheiro que chegasse disse-me:" só tenho este dinheiro na carteira, o que eu faço?" E eu - se calhar respondi friamente - pois disse: " então, tem de deixar cá uma das coisas!" E ele disse que deixava ficar o queijo. Na altura tive de agir assim, não podia fazer nada, mas lembrar-me do episódio deixa-me triste! Ponho-me a pensar: se calhar o senhor até nem tinha o dinheiro naquele momento, mas tinha em casa...

O comodismo e falta de consideração

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Uma senhora entrega-me duas folhas com cupões de desconto, daqueles que as marcas enviam para casa, não sei se estão a ver quais, por exemplo a compal , os sumos bongo , etc. Perguntei se a cliente levava todos os artigos dos cupões que me tinha dado. Respondeu que não sabia e que nem tinha olhado bem para aquilo.  E ainda disse : " veja você, o que dá!" E não foi uma senhora de idade, foi uma pessoa de meia idade, aparentemente instruida. Mas será que estas pessoas acham que nós é que temos de saber os artigos que elas levam e  temos de os separar!? E ainda por cima, estavam pessoas na fila, também pasmadas com esta atitude. Se todos fizessem assim, as filas iam triplicar. No final de contas, daquelas duas folhas apenas um artigo constava nos cupões. Que filme!

Mega Pic-Nic Continente 2012

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Mais um ano, mais um Mega pic-nic Continente . Será no dia 16 de junho no Terreiro do Paço. Podem ver tudo  aqui .           O anúncio está muito fixe, não acham?      

Banco Alimentar - nos supermercados

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Banco Alimentar, nos dias 26 e 27 de maio, nos supermercados.  

A família da vaca

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Por vezes os clientes fazem perguntas que além de eu não saber responder, deixam-me a pensar nelas por longos minutos. Hoje por exemplo, um velhote levava uma carne (embalada) que na descrição dizia "vitelão". O senhor perguntou-me se eu sabia o que é que o vitelão era à vaca! Eu   nunca tinha reparado naquele nome, mas existe, pois vim agora ver no site e até tirei esta imagem. O senhor disse-me:" será que o vitelão é o pai da vitela e assim a carne é mais dura?" Eu sem saber o que responder, disse que não sabia, mas disse que podia perguntar á colega da secção. Mas o senhor, disse-me que ia levar na mesma para provar. Há cada uma!  

Acham que mudam muito os artigos de lugar nos supermercados?

Hoje uma cliente chegou a minha caixa muito zangada e a reclamar, dizia que estávamos sempre as mudar as coisas de lugar e que assim não encontrava as coisas que queria. Depois dizia, que assim, ia lá á mercearia. Enfim, mas aquilo que ela não encontrava esteve quase sempre naquele lugar. Eu até acho que ali nem mudam muito as coisas de lugar, mas eu trabalho ali, sou suspeita. Vocês acham que mudam muito as coisas de lugar nos médios e grandes supermercados?

Quando a operadora de caixa vai ao supermercado na condição de cliente

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                                    A ida de uma operadora de caixa ao supermercado. Normalmente a minha é assim. Procuro ir sempre com tempo para evitar o stresse; procuro não ir com fome para evitar de comprar coisas desnecessárias; tento levar sempre sacos ecológicos; uso sempre os cupões de 10% que o Continente oferece; compro essencialmente artigos de marca branca.  

Fiscal das finanças ou metediço!?

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Uma jovem que compra um pacote de fraldas (de marca branca, por acaso) pede-me factura e eu passo a factura. Entretanto um senhor que estava na fila quando esta jovem sai, diz-me: " vocês não sabem que as fraldas de bebé não entram para o IRS?" Eu respondi: " sim, sei perfeitamente!" E ele perguntou-me porque não informei eu a cliente. Respondi, que sempre que um cliente me pede uma factura o meu dever é passar, e que nem sempre as facturas são para o IRS. Será que este senhor era fiscal das finanças ou era apenas um metediço!?    

Manual de boas maneiras para clientes

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Há dias em que temos a sensação que só encontramos pessoas (clientes) mal humoradas, descontentes, resmungonas e mal educadas. Hoje quando disse que a caixa ia fechar, um senhor fez-me um olhar que me deixou com receio (medo mesmo). Já aqui há uns meses fiz um post onde enumerei as características do cliente ideal/modelo. Resolvi voltar a pegar no mesmo post , relembrá-lo e acrescentar mais alguma coisa, e operadoras de caixa (colegas) se tiverem mais características para adicionar, ajudem-me acrescentado mais algumas.. Aliás costumo dizer que um dia escrevo um livro onde o titulo seria " o cliente ideal/modelo", mas depois reconsidero e chego à conclusão que não ia valer a pena,  porque ninguém o ia comprar/ler, as pessoas tem mais que fazer do que quererem ser um cliente modelo, se em vez de um manual de  boas maneiras para clientes escrevesse sobre como "saltar" filas...   Mas enfim, vamos lá então: - O cliente modelo, cumprimenta com um sorriso, e se possível ol...

Quando o fim do mês para uns é ao dia 10

Não foi só hoje, como também ontem (quinta-feira e dia 10), que o supermercado esteve cheio de gente, com muitas filas. Não é muito normal, pelo menos numa quinta-feira, mas há uma razão, e essa razão foi apontada justamente por alguns dos intervenientes: é quando a Segurança Social paga os apoios,  as pensões, etc... Ora aí está uma coisa, que em tantos anos a trabalhar nesta empresa,  nunca me tinha apercebido!

Cenas e regras das caixas prioritárias

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As caixas especiais têm determinados pontos que nem sempre são perceptíveis, e depois vem uma pessoa diz uma coisa, vem outra diz outra. Enfim, a tendência é imaginar regras. Aconteceu, que estando eu nesta caixa havia uns clientes (um casal) com um carrinho cheio e que pediram para repartir a conta em parcelas de 15€ de modo a descontarem os cupões da Galp que tinham consigo. Ora aquilo demorou, demorou e demorou. Na fila estava um senhor, de fato e gravata (até pensei se seria alguém com experiencia no ramo ou do ramo), que me disse, que aquela operação não devia ser feita numa caixa prioritária. Explicou uma serie de pontos que até fazem sentido, mas será que eu devo dizer aos clientes com carrinhos cheios, e com cupões da Galp para não irem à caixa prioritária? Acho que não posso, mas talvez um dia tente...assim devagarinho, para os clientes não se zangarem. A atitude poderia partir dos próprios! Havendo mais caixas, disponíveis, claro!

Facturas na caixa prioritária

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  Há um longo tempo atrás eu queixava-me da caixa das dez unidades , que hoje em dia, já não existe no "meu" continente. Continua a haver é a caixa prioritária, mas dessa não me queixo, pois enquanto na das dez unidades eu dizia ao cliente para ele se dirigir a outra caixa, nesta chamo-o e digo-lhe pode vir ali. Estão a ver a diferença? É bem mais fácil assim.   Hoje eu estava na caixa prioritária e passei  facturas a uma cliente. Entretanto, a cliente que estava a seguir, quando esta útima se afastou, disse-me: "você não sabe que não se passam facturas nas caixas prioritárias?" E eu imediatamente respondi: " então passam-se onde?" Ao que ela responde (como se dissesse daah ...) "no balcão de informação!" Respondi (com jeitinho, mas quase a explodir) dizendo que se calhar a senhora estava a fazer confusão com outro supermercado, porque ali sempre foi assim.   Mas que cena sem cabimento! Fico passada de não poder dar umas respostas mais à altura....

Tarja digital

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    A imagem não é muito nítida, mas eu explico: é uma tarja (nome técnico dado às etiquetas que estão com os preços dos artigos nas prateleiras). Só que esta tarja é digital. Neste supermercado (da concorrência) todos os preços estão assim, parecem pequenos relógios. Deve ser muito mais fácil quando é necessário fazer alterações. Que eu saiba ainda não existe no Continente...talvez um dia:)

Passatempo: resultados

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Venho desde já agradecer a todos os participantes do passatempo: “ganhe um livro da autora”. Foram duas as participantes que acertaram em todas as perguntas, mas como eu pedi uma frase e uma delas fez uma quadra (e apesar da quadra estar espectacular) seria injusto para a outra participante, uma vez que pedi mesmo uma frase,  a vencedora é Tânia Simões. Parabéns! Deixo então as respostas correctas:   1- Perguntas: a)No atendimento ao cliente, a primeira regra é “o cliente tem sempre razão”, qual é a segunda? Caso o cliente esteja errado releia a primeira regra.   b)Qual é o subtítulo deste livro? O universo de uma operadora de caixa   c)Qual o período de tempo que o livro abrange? De 2008 a 2011   d)Qual a frase que serve de mote à autora?   “Querida, vou ao supermercado chatear a operadora de caixa, queres que te traga alguma coisa?”   e)Em que livraria foi o lançamento do livro e em que data? Livraria Leya na CE Buchholz dia 22 de Outubro de 2011   f) Qual o nome da Editora que edito...

Passatempo para ganhar 1 livro acaba hoje

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LINK O passatempo acaba hoje às 23:59H. Até lá participem!

Passatempo está a acabar

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Olá! O passatempo está quase a acabar. Confesso que pensei que ia ter mais participantes, mas valeu pelos que participaram. Tenciono depois, aqui colocar as frases que fizeram, pois estou a gostar muito de delas. Em relação às perguntas, se calhar fi-las um pouco difíceis, pois ainda não encontrei uma pessoa com todas certas, há sempre uma incompleta, ou há uma que se calhar eu expressei-me mal. Enfim, mas escolherei a participação mais aproximada da correcta. Mas ainda vão a tempo, participem!  

Dia Mundial do riso

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Domingo, 06.05.12    

Falta de educação

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Eu assisto a cada falta de civismo. Na fila uma cliente tinha colocado os seus artigos todos no tapete, o tapete estava todo ocupado. Por isso a rapariga que estava a seguir segurava os seus artigos na mão. Mal avanço um pouco com o tapete e a cliente que estava atrás da dita rapariga atira com os seus artigos para cima do tapete, toca (para não dizer  empurra) na rapariga, deixando-a  a olhar para ela com ar de surpresa. É aí que a fulana se dá conta e puxa as coisas para a ponta. Que gentinha mal educada!

Relembro o passatempo que está aqui a decorrer no blog

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  Ainda estão a tempo de participar e ganhar um exemplar do livro "A lupa de alguém - o universo de uma operadora de caixa".   Informações AQUI .

Conclusão: numa situação de emergência vai valer tudo

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Hoje o tema de conversa ainda era a promoção do PD, não só no meu trabalho, como também aqui pela blogosfera. Obrigada da minha parte ao SAPO pelo recorte !     A conclusão que tiro de tudo quanto ouvi da boca dos clientes que foram ao PD e passaram pela minha caixa, da internet e da TV, é que se um dia acontecer uma situação de emergência, de catástrofe ou de qualquer outro conflito (maior que aquele em que já estamos), as pessoas vão andar todas à pancada, vai valer tudo,  não vai haver civimo e isso é assustador!

A 500 metros do "meu" Continente há um Pingo Doce

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Logo pela manhã os clientes que chegavam ao Continente, contavam o que se passava no Pingo Doce que era mesmo ali ao lado. Contavam que lá em  compras acima de 100 euros davam  um desconto de 50%. Uma cliente mostrou-me mesmo o talão onde vinha escrito oitenta euros de desconto imediato. À partida é uma promoção bombástica, e nesse aspecto o grupo está de parabéns. O problema são mesmo as consequências: muitas pessoas, empurrões, discussões, brigas, filas, horas de espera, falta de produtos nas prateleiras, falta de carrinhos para tanta gente, falta de lugares no parque de estacionamento. Uma cliente contou que lhe chegaram a oferecer dinheiro pelo seu carrinho vazio.   Alguns clientes tiveram a lata de me pedir sacos para ir à concorrência. Houve até uma situação em que um cliente  roubou   dois carrinhos do parque do continente para ir ao Pingo Doce, e indo a pé aquilo ainda é um bom bocado.   Uma cliente disse-me que tinha entrado lá, mas quando viu o estado caótico em que o superme...

Dia do trabalhador

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Estou neste supermercado há cerca de oito anos e é o segundo ano (o ano passado já esteve aberto) em que trabalho no dia 1 de maio. Como recebi o horário com um mês de antecedência, vi logo que este ano o supermercado também iria estar aberto. A mim não me causa grande admiração ou mesmo transtorno trabalhar neste dia, pois já me habituei com tantos anos de serviço, a trabalhar aos feriados. É apenas mais um, se fosse Natal ou Ano Novo ou até algum aniversário (tipo o meu ou o do filho)  custava-me bem mais ter de ir trabalhar. De qualquer modo respeito e compreendo quem está revoltado por ter de trabalhar neste dia, mas para mim tornou-se um hábito, e não vou contrariada.