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A mostrar mensagens de abril, 2020

O Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho

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Estava a atender uma cliente que cismava em entregar artigos em mão, porque lhe dava mais jeito. Obrigava-me a fazer um grande esforço físico e a aproximar-me demasiado. Disse-lhe que visse as cores no tapete, para que ela colocasse os artigos na zona verde, seguindo as normas da empresa. Pergunta-me se sigo sempre as normas da empresa. Disse-lhe que uma vez que a empresa está a fazer um tão grande investimento, em regras, para nossa segurança, só tinha era que respeitar. Até seria uma grande falta da minha parte, ignorar as normas da empresa! Quando fizeram esta sinalética, disseram-me como eu tinha de fazer, e além de ter concordado porque fazia sentido, era mais correto, também era mais seguro, pensei, se eu não cumprir e tiver algum azar, a culpa será minha. Por exemplo, dizem para não aceitar artigos em mão, e eu vou aceitar uma caixa de cervejas pesada como é, dou um jeito ás costas, lesiono-me, vou ter de ir para o seguro. Mas eu é que não usei as normas de segurança impostas pe...

Minimizar o risco...

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Quando ouvi nas notícias que na China os enfermeiros e os médicos tinham rapado o cabelo por causa do risco do contagio do Covid 19, resolvi, uma vez que tenho cabelos compridos, andar sempre com o cabelo apanho ou até com um carrapito para minha proteção. Nunca mais consegui andar na rua de cabelo solto!

Na peixaria há sacos de papel

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Mas, alguns clientes vão á secção da fruta buscar um saco de plástico e colocam o de papel dentro, porque aquilo vem a pingar, e não é nada prático.

"Estou a ver em qual me despacho primeiro!"

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Chega o momento de chamar mais um cliente para a tender.  Está uma senhora ali no meio, nem  percebo em que fila está. Pergunto:" está nesta fila?!" E a senhora hesitando responde: "estou a ver em qual é que me despacho primeiro!" E não avançava, então digo ao senhor que estava depois dela,  para avançar, e ela lá ficou à toa!

Nem sempre é fácil usar máscara

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Era mais um dia normal, ou melhor, no que agora se diz normal. Lá estava eu de máscara, de luvas, e atrás de uma "cabine". A dada altura do turno, começo a sentir-me a sufocar, mas vou tentado respirar e aguentar. Sempre que possível desinfectava as mãos e puxava um pouco a máscara para respirar. A cada cinco minutos vou olhando para o relógio, desejando que chegasse a minha hora, para tirar aquilo tudo. Não estava fácil. Até comecei a sentir sede, secura, coisa que nunca sinto. Eu nem costumo levar água porque não sou de beber muita água. Chegada a minha hora pergunto se posso fechar, mas, era preciso esperar um pouco. Cheguei a pensar que ia cair pro lado. Não sei porque não arranquei aquilo da cara e pus no lixo. Lá consegui finalmente, sair da caixa, ir para a zona reservada a colaboradores e tirar a máscara. Certamente ficou mal colocada, na zona do nariz, deve ter ficado muito para cima. Nunca foi fácil usar, mas naquele dia, foi mesmo complicado. No dia a seguir a isto...

Quando estamos a cumprir, não há que ter medo das queixinhas

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Estava a atender um senhor, que ainda tinha o tapete cheio, a seguir estava um casal,  pessoas aí com uns 70 anos de idade. O marido da senhora passou pelo corredor onde estava o cliente a ser atendido, e quase roçou neste. Eu disse que não podia passar assim, e o senhor respondeu que era para ir para o outro lado, o mal já estava feito,  ainda expliquei a noção do espaço, mas o senhor ignorou. Entretanto a esposa deste chegou-se para o tapete e já ia começar as por os artigos, mesmo não havendo espaço.  Disse-lhe que tinha de esperar um pouco. A senhora ficou ofendida e começou a falar de forma agressiva. Não respeitou o espaço, não esperou as instruções da colaboradora para avançar como faz a maioria das pessoas. Ainda me pediu o nome,   que eu lhe dei com um sorriso, escreveu num papel e disse que ia fazer queixa! Tremi de medo! Ela é que foi  mal educada, não teve civismo algum, nem respeito pelas r...

Trabalho mais seguro e saudável para todos nós

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Recebi por email, relativamente a um post que escrevi sobre a segurança e saúde no trabalho: «Faço parte da SST (Segurança e Saúde no Trabalho) há uns tempos, mesmo antes da pandemia, fui chamada para intervir numa formação para operadores de supermercado. Deixo alguns pontos importantes desse dia. A empresa ou o empregador, tem a obrigação de assegurar a segurança e higiene dos trabalhadores em todos os locais de trabalho e relativamente a todos os aspetos relacionados com o mesmo. Um meio ambiente de trabalho que exponha os trabalhadores a riscos profissionais graves , facultando acidentes de trabalho e doenças profissionais, atinge o trabalhador, e afeta a produtividade. Se no caso dos operadores de caixa, a própria empresa tem boas normas, principalmente e relativamente ao levantamento de pesos, onde é pedido que os artigos de peso sejam colocados sobre o tapete, por forma a minimizar o esforço do operador, o não cumprimento dessa norma por parte do operador, e no caso de acidente,...

De quem é a desorganização!?

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Desde que entraram em vigor estas novas medidas, alguns clientes, mesmo sem qualquer indicação da empresa, resolveram fazer fila única, outros não, o que por vezes, gera confusão. Um dia destes um cliente ao ver isso pergunta-me se há fila única eu respondo que não. Vai ele diz " pois mas isto assim é uma falta de organização da vossa parte, uns fazem fila única outros não"! Ao que eu respondo: " então olhe, não está aqui nenhuma placa com indicação de que há fila única, nós estamos sempre a dizer aos clientes que cada caixa tem a sua fila, ainda há 5 minutos disseram ao som que não havia fila única, quando os colegas da reposição aqui passam dizem que não há fila única, e mesmo assim, os clientes teimam em fazer a fila única! Acha que é nossa, a falta de organização!? Não dá para ter aqui alguém a gerenciar filas!" E posto isto,  o cliente não respondeu e começaram a colocar-se correctamente nas filas, mas só por uns dez minutos, d...

Cenas de prioridade e falta de civismo

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Devido à situação actual de pandemia, é concedida em 1º lugar , prioridade a pessoas sujeitas a um dever especial de  proteção; a profissionais de saúde; elementos das forças e serviços de segurança, de proteção e socorro, pessoal das forças armadas e prestação de serviços de apoio social, só depois, em 2º lugar , estão os outros habituais (grávidas, pessoas com crianças de colo até 2 anos, idosos com mais de 65 e com incapacidade, pessoas com deficiência). Esta situação aplica-se essencialmente á entrada do supermercado. Já  por duas vezes que tive de me conter para não dizer nada em relação à prioridade. A primeira foi com um velhote, que de repente, chegou e colocou as coisas sobre o tapete ignorando todos os outros que estavam atrás na linha e não aguardando as instruções da operadora para avançar. Quando lhe  disse, que tinha de aguardar e que tinha de esperar atrás da linha vermelha, começou logo a diz...

Também não é preciso ter tanto medo

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Uma cliente estava a dar passos largos de sinalética em sinalética, eu disse que ela podia colocar os artigos no tapete. Revela-me estar nervosa com isto tudo. Diz-me até ter receio de ser presa, porque mora numa aldeia distante, onde está tudo fechado, e tem de sair, porque nem mercearia lá tem. Conta-me que não tem dinheiro para fazer grandes avios de uma só vez, pois só pode comprar as coisas aos poucos. Tento aclamar a senhora dizendo que o importante era levar alimentos para estes dias de 9 a 13 de abril. Ela diz que foi isso que fez, mas que depois terá de voltar. Aproveitei para lhe dizer que as medidas eram para nossa segurança, porque a situação era grave. Penso que a conversa comigo a reconfortou!

Texto para o diário da quarentena do jornal "O público"

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Dia 8 de abril aqui!

O meu primeiro dia com máscara

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Não foi fácil. Aquilo ora tapava-me a vista, ora sentia falta de ar. Uma cliente viu-me mexer na máscara com as mãos e chamou-se atenção disse que assim mais valia não usar. Eu disse que tinha desinfectado as mãos. Depois os clientes não percebiam o que eu dizia, o que é normal, pois também eu,  tenho dificuldade em perceber alguns devido ás suas máscaras, o som fica em modo eco, ou sei lá! Realmente não sei como as pessoas conseguem e algumas dizem que é tranquilo usar! Talvez me falte hábito, experiência!

A caminho do trabalho

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Quando cheguei à grande rotunda da entrada na  localidade onde trabalho, lá estavam os senhores agentes. Mandavam parar todas as viaturas. Estive uns minutos à espera na fila. Como há dois dias atrás já me tinham mandado parar, e pedido a declaração da entidade patronal  (que eu não tinha na altura) a comprovar o motivo de eu andar a circular, eu já levava tudo pronto para mostrar no banco do pendura. Quando o senhor me fez a pergunta eu entreguei logo tudo, ele viu e desejou-me bom trabalho e mandou-me seguir. Foi tranquilo! Chego a outra rua e anda um carro com um senhor todo equipado a limpar a via, lá tive eu de esperar mais uns minutos. Normalmente meia hora de tempo dá para chegar ao trabalho, estacionar e equipar-me, mas hoje, que até fui mais mais cedo, acabei por picar o ponto três minutos depois da hora. Não gosto de chegar atrasada, para a próxima tenho de ir ainda mais cedo, a contar com todos estes contratempos!

Bendito acrílico

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Mais um ponto positivo do acrílico nas caixas: agora os clientes que tinham o hábito de nos dar pela frente caixas das cervejas (ou outros artigos pesados) , já não o podem fazer! Pessoas com problemas de coluna, era um constante desafio, e quem não os tinha, com este exercício, certamente, ficaria. Posso dizer que cheguei a andar dois meses com um  problema num ombro devido a esta brincadeira . Agora existe um motivo para recusar, porque antes, tinha de aguentar, e pronto! Mesmo assim, com o acrílico há clientes a darem lá cabeçadas e encontrões. As pessoas não entendiam, que o tapete rolante servia justamente para que as pessoas não tivessem de fazer aquele esforço, para que poupássemos o nosso corpo, para facilitar a vida às pessoas, porque também não somos máquinas. Se fosse um maço de rolos de papel higiénico, apesar de volumoso é leve, não se compara a produtos pesados que puxavam pelo físico!

Se o uso de máscara se tornar obrigatório

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Acredito que vai chegar a uma altura em que o uso da máscara será obrigatório, por isso resolvi experimentar... e ao contrário do que eu achava, não é fácil. Parece que me falta o ar. Mas, estou a tentar me adaptar! Já quando tinha de usar o lenço da farda atado ao pescoço me sentia mal,  mas desta vez, se for para minha segurança, vou insistir!

O blogue esteve em destaque

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Obrigada equipa!

Ainda há quem não entenda a importância das regras

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Estou a acabar de atender um senhor, a seguir está um casal, que parece estar com alguma pressa. Digo para avançarem. No entanto, a mulher ao invés de se manter ao lado do marido, a colocar os artigos no tapete,  passa para o outro lado, encostando-se literalmente ao outro senhor (até este ficou surpreendido) que ainda não tinha saído do outro lado. Eu digo " desculpe mas não pode passar, assim não está a manter a distancia"! Ao que ela responde, incomodada e até meio zangada:  "tanta coisa, tanta coisa"!

Do uso da máscara e das luvas

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Já um ou outro cliente me questionou sobre o facto de não usarmos  máscara. Por vezes, parece que estão a fazer um inquérito, outras vezes é só para fazer conversa de circunstância. Justifiquei dizendo que as barreiras acrílicas nos davam  proteção, alguns ficavam convencidos, outros nem tanto!  Um dia destes resolvi, não usar as luvas, como tenho o álcool em spray e ia desinfetando a cada cliente. Fi-lo porque não me ajeito nada com as luvas, mas consciente do que estava a fazer. No entanto, houve vários clientes perguntarem-me o porquê de não ter luvas. Voltei a usá-las, principalmente para não ter de dar explicações! Já me começo mais a habituar ás luvas, e caso fosse preciso, ou me dissessem na empresa, para usar máscara, também me habituaria! Claro que quanto mais protegidos estivermos melhor, tanto para nós como para os outros!

Prestar atenção á informação escrita

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Aproveite o tempo que está na fila para ler os cartazes expostos, tem sempre informação útil! Já sei que o normal é não lerem nada, não ouvirem nada pelo som, pois o melhor é sempre fazer perguntas! Preste atenção, principalmente ao ponto 3, ou seja, aguarde as instruções da operadora...

Fila única: sim ou não!?

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Os clientes têm tomado a iniciativa de fazerem fila única. Há quem ache que assim é que está correto, mas também há quem ache o contrário. Eu pessoalmente , não concordo, não acho bem. Se nunca se fez fila única, porque  é que, agora, se tem de fazer!? A meu ver, ali naquela loja, não se justifica, fila única! Tudo depende do tamanho da loja e esta não é grande. Aliás, esse modo de fila deixa-me stressada, nunca sei quem chamar a seguir, mas pronto é só uma opinião, e, apenas vale por uma. Um destes dias quando disse ao cliente seguinte para avançar, pois ele estava na minha fila, uma cliente (lá não sei de onde) começa a dizer-me "mas eu estava primeiro"! E eu disse "mas a senhora não estava na minha fila!?" E ela diz "sua fila"! E ali se gerou uma confusão! Nós, já por diversas vezes tentamos que não façam esse tipo de fila, mas é escusado, até que há colegas que já deixam que sejam os clientes a fazer como querem! Desde que eles se en...