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A mostrar mensagens de janeiro, 2025

Não se despacha, parece que tem ovos debaixo dos braços

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Estou a atender um jovem pai,  que está acompanhado pela  sua filhota, que terá cerca de cinco ou seis anos. A menina muito simpática e conversadora. O pai em silêncio, vai arrumando as compras muito devagar.  A dada altura,  a menina quer ajudar o pai e vai lhe dando os artigos, mas o pai diz, "calma, espera". O pai além de estar a embalar de modo muito calmo, ainda muda artigos de um saco para o outro. Reparo que na fila, já há clientes com alguma impaciência. É que era um jovem, não era um velhote debilitado. Certamente estava ali em alguma missão, porque não era um ritmo normal! Quando termina e vai embora, o homem,  apenas diz obrigado, mas a filha despede-se de forma efusiva e simpática! Vai uma cliente diz:" é bem mais simpática e despachada que o pai, caramba, não se despachava, parecia que tinha ovos debaixo dos braços!" Ora eu nunca tinha ouvido esta expressão, então anotei logo para não me esquecer e a partilhar aqui!

Pessoas que precisam de ajuda

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Por vezes, ouvimos ao  som, chamarem pelo proprietário do automóvel X ou Y, e ficamos a pensar na matricula, se será o nosso. Confesso que preferia que dissessem a marca ou a cor, porque não sei  bem de cor a matricula. Num destes dias, chamavam insistentemente, dizendo a matricula do veiculo. Ninguém se identificava. Parece que , alguém reconheceu os donos, uns velhotes que estavam na minha caixa. Via-se que eram pessoas instruídas, mas já muito debilitadas e de idade avançada. O senhor,  tinha deixado o carro a trabalhar e com a porta aberta. Então, enquanto o senhor foi ao parque, a esposa ficou a tentar retirar as compras do carrinho, não estava a conseguir, então um amável senhor que estava na fila, ofereceu-se para ajudar. Eu também embalei as compras e coloquei as mesmas dentro do carrinho. Percebi que este casal estava completamente baralhado. Certamente precisariam de ajuda, no sentido de alguém conduzir a viatura por eles, pois pareciam não e...

A saída sem compras, é pela entrada e não pelas caixas

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Estava a atender clientes, num momento, que havia umas três pessoas em fila. O espaço estava ocupado com o carrinho e duas pessoas a embalar, e outro carrinho cheio a seguir. Chegam duas pessoas que querem passar pela linha de caixas, sem compras, e ali estavam a empurrar pessoas e carrinhos sem dizer nada. E ainda a acharem que as outras pessoas é que se tinham  de se desviar para passarem. Digo que a saída sem compras é opor onde entraram, respondem que não estava lá nenhuma indicação e passam por ali, mesmo incomodando. Em conversa com os clientes que estava a atender, comentamos sobre em alguns supermercados,  a saída sem compras,  ser pelas caixas, daí as pessoas não saberem, ou confundirem. As pessoas que estava a atender,  sabiam da diferença de sair,  sem compras pelas caixas e de sair pela devida saída, sabiam que está relacionada com o alcance dos produtos com alarme. Vai então uma senhora diz:" mas qual é o problema ...

os clientes Insubordinados

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Existem alguns clientes, que têm o seu feitio, as suas atitudes, que demonstram alguma insubordinação, deixo alguns exemplos, reais, só para refletir... os que querem levar os carrinhos/cestos ao parque, quando estes são de uso só no interior da loja; os que querem passar nas caixas selfies com carrinhos, quando estas caixas são só para os cestinhos; os que passam sem compras, pelas caixas, quando a saída é por onde entraram; os que querem usar o carrinho dos deficientes que encaixa cadeira de rodas; os que querem entregar, justamente os produtos pesados, pela frente; os que pensam que temos um leitor de código  barras nos óculos, e por isso não é preciso colocar alguns artigos no tapete; os que que se metem em cima uns dos outros, não respeitando a privacidade para arrumar os produtos, ou para pagar a conta; os que que nos dão unhadas e tiram os artigos das mãos; os que não mostram os sacos trazidos de casa; os que levam sacos de forma suspeita nos carrinhos; os que leva...

Em modo segunda-feira

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A segunda-feira, por vezes, é um dia difícil. Uma cliente estava um bocado atrapalhada, e a esquecer-se de por o código do multibanco. Então ela disse:"desculpe, parece que ainda estou a dormir"! Ao que eu respondo" deixe lá é segunda-feira!" É então que ela  responde: " há um ditado que diz: não sábado sem sol, domingo sem missa e segunda sem preguiça!" Está tudo explicado!

Isto não tem graça alguma

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É simplesmente uma estupidez, um risco, uma falta de cuidado! Levem a criança ao carrossel, quando ela tiver idade para isso!

O atendimento ao público é um treino da paciência

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Uma cliente pede um saco de ráfia dos maiores. Dou-lhe o saco e ela pergunta: "Quanto é que este saco mede?" Penso que é uma pergunta retórica e não respondo! No entanto, a   senhora insiste:" Mas quanto é que isto mede!? Eram maiores, já estão mais pequenos!?" Respondo que aqueles sempre tiveram o mesmo tamanho! A cliente que estava a seguir, estava de queixo caído a ouvir a conversa e quando a senhora se vai embora, diz-me " Ai eu não tinha paciência para estar aqui, estava capaz de dar uma abanão à mulher! Mas ela queria que você medisse o saco!?" Respondi que já nem ligava, que já estava há muitos anos no atendimento ao público e que havia sempre clientes assim e até piores! A resposta foi: "ai coitadas de vocês!" Haja alguém que nos perceba!

Destaque em dia de aniversário

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Gratidão

O 17º aniversário do blogue "A lupa de alguém"

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O tempo não passa a correr, passa a voar. A verdade é que este  blogue faz 17 anos, está quase a atingir a maioridade! Tem sido uma boa aprendizagem. Eu sempre gostei de escrever, mesmo antes da internet, já escrevia, em caderninhos, à mão, era tipo cadernos temáticos. Escrevia sobre situações, sobre lugares, momentos, pessoas, até escrevi sobre um outro trabalho que tive. Só que nessas alturas, o que eu mais queria era que ninguém lesse! Tanto, que nos primórdios deste blogue, a minha identidade era secreta! Entretanto hoje em dia, já me habituei a escrever para o público, acabei por ganhar esse gosto, e penso que a minha escrita possa ser útil, interessante dento do estilo, pertinente, chame a atenção, dê para  refletir. Claro que nem todos gostam, e  muitos nem concordam ou apreciam, mas faz parte! Para mim é terapêutico, é libertador! Assim sendo, espero continuar. Aqui no blogue, no trabalho e na página! Obrigada a todos os leitores, amigos, colegas de trabalho,...

O menino que não quer escola

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Há um menino que costuma ir as compras com a mãe e a avó. Adoro falar com ele. Faz-me sempre rir! Hoje ele não foi à minha caixa, mas à caixa atrás de mim. Ele encostou-se na minha caixa, e meti conversa com ele, pois não me parecia estar bem disposto, como é habitual. Então perguntei " Está tudo bem contigo?" Ao que ele responde com um ar desanimado: "Não! A escola vai começar já na segunda feira!" Ainda lhe disse que era bom , porque ia aprender coisas novas, mas ele não se mostrou nada animado! Lá me fez rir! Espero que mude de opinião em relação á escola, pois parece ser um menino tão esperto e desperto!

Transmito serenidade...

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Uma senhora chega à minha caixa com o carrinho de compras e o marido já estava do outro lado á espera para a ajudar a ensacar. Diz ele: "vimos aqui a esta menina porque ela é muito serena!" Ao que a senhora também diz: "é uma das nossas preferidas, por isso a escolhemos, gostamos de tranquilidade!" Agradeço o elogio, pois acredito ser sincero, e até me emociono, porque o que mais me   dizem, e eu sei que até é verdade, é que sou muito stressada! Já atendo este casal há tantos anos e nem fazia ideia que gostavam assim de mim, e que lhes transmitia serenidade! Posso dizer, que com este elogio logo pela manhã, até o dia me correu melhor. Alguns clientes são tão especiais e têm o poder de nos alegrar o dia!

No palco, só havia a cliente e a operadora de caixa

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Uma cliente, está ao telemóvel, enquanto mexe nos artigos  no lado do tapete de saída. A distração era de tal forma, que parecia não saber, que tinha de colocar as compras no carrinho, uma vez, que não queria usar sacos. Não sei se foi por causa da conversa, que se lembrou que  lhe faltava o pão. Disse que o  ia buscar. Fui passando os artigos mais devagar, pois já estavam duas pessoas, à espera. Entretanto, a cliente voltou, trazia mais artigos, além do pão, e pediu desculpa, porque,  pelo caminho,  encontrou uma pessoa que já não via há muito tempo, e esteve a cumprimentá-la. Acho que teve sorte, por os outros clientes serem civilizados e não reclamarem. Por vezes, há pessoas assim, que no momento do atendimento, têm uma máquina, que faz apagar todas as outras pessoas, ficando apenas a operadora de caixa e a cliente!