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A mostrar mensagens de agosto, 2025

Uma caixa de sapatos com notas de €5

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Estava a atender um senhor que para pagar pegou num monte de notas de €5. Como sabem, são notas mais raras, porque as caixas de multibanco, não têm essas notas para levantamento. Então eu expressei a minha admiração. Foi nessa altura, que o senhor me disse que aquelas notas eram de um velhote que faleceu, creio que familiar deste. O falecido tinha debaixo da cama uma caixa de sapatos cheia destas notas! Acho que da próxima vez que vir uma caixa de sapatos debaixo de uma cama, vou ter de verificar se tem notas de €5.

A inteligência das crianças dos dias de hoje

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Estava a atender um casal de avós, com duas netas, daqueles avós que nem pareciam avós, porque eram bastante novos,  e vestidos de forma descontraída e jovem. Uma das netas, uma menina simpática e linda, trazia um brinquedo ,  assim que registei, perguntou se já o podia abrir. Entregou ao avó, que disse logo que  não sabia o que era aquilo, então  pediu para a pequena esperar pela avó,  porque ele não sabia como aquilo se abria. Consequentemente , a menina de deveria ter uns 4 anos, explicou ao avó como aquilo se abria, porque ela sabia como fazer, não tinha,  era força para o fazer. É impressionante a inteligência das crianças dos dias de hoje!

Um planeamento para ir ao supermercado

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Uma situação com pessoa prioritária

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Hoje, a uma determinada hora, o supermercado encheu de gente. As filas eram grandes, as pessoas estavam impacientes. Tinham pressa! Uma senhora ainda jovem, mas com uma canadiana para se apoiar, veio até mim, perguntar se tínhamos uma caixa prioritária. Disse-lhe que eram todas prioritárias, podia ser atendida em qualquer uma. Vi que as pessoas começaram a reclamar. Então, eu disse à senhora que mal acabasse os clientes que estava a atender a poderia atender, mesmo vendo desagrado nas pessoas que estavam a seguir. A senhora prioritária, disse-me que, na opinião dela, mais valia termos uma caixa exclusiva de prioridade, como era antes, em alguns supermercado. Depois contou-me que já era a terceira caixa a que vinha, e apontou para uma caixa e disse " nem imagina as coisas horríveis que as pessoas me disseram ali. Eu tenho um papel com a incapacidade que tenho, custa-me imenso estar de pé, mas  ninguém me quis ouvir. Eu já só venho uma vez por mês, porque é sempre assim." Então...

Pensei, mas não disse

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Uma cliente perguntou-me porque é que aquela hora, estavam tão poucas caixas abertas. Justamente há uns 10 minutos atrás estávamos mais caixas abertas que clientes. Então ocorreu-me dizer: Vocês,  é que não tinham nada, que vir todos, ao mesmo tempo!  Parece que combinaram e fizeram de propósito, só para arranjarem um motivo para reclamar! Atenção, que é só um desabafo, uma brincadeira. Sem ofensas! E a turma do vinil , já aqui algumas vezes mencionada, é um nome carinhoso! Grupo do whatsapp da turma do vinil.

Nas caixas selfies não entram carrinhos

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Não tem conta as vezes que vejo, pessoas com carrinhos cheios a quererem ir para as caixas rápidas. Na zona das caixas "selfies" , em português, auto-atendimento ,  não são permitidos carrinhos grandes. Este espaço, é para quem tem menos quantidade de artigos, o lugar é mais limitado, e o objectivo é agilizar o processo para todos os clientes. Se existir lá carrinhos dificultariam a circulação e fariam um engarrafamento, quando o que se pretende, é precisamente o contrário.  Muitas pessoas não entendem. Muitas pessoas não querem saber. Muitas pessoas reclamam. Outras pessoas, armadas em espertas, tiram os artigos do carrinho, colocam no chão e em cima da plataforma, vão dar a volta, registam, e passam para o carinho que está do lado de fora. É uma total falta de respeito pelo objectivo destas caixas. Por isso se tem um carrinho cheio, vá a uma caixa tradicional! Atualização: Afinal há hipermercados onde, podem passar nas selfies pessoas com carrinhos grandes, mas há um l...

Quem é a turma do vinil?

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O vinil surgiu em Portugal  na década de 1940. As primeiras fábricas surgiram mais tarde, como a da Valentim de Carvalho em 1963. O vinil remete para a nostalgia, para o passado. A turma do vinil é o nome carinhoso, que identifica, as pessoas com mais idade, a maioria já reformados,  que costumam ir ao supermercado,  logo pela manhã cedo. Uma parte deles  (talvez 50%)  não gosta de esperar, não querem ficar nas filas e reclamam; a outra parte são tranquilos. Consequentemente,  estes  dois tipos de pessoas, nesta turma do vinil, classificam-se como,  os impacientes, e os pacientes. Os impacientes, reclamam do tempo de espera, brigam por um lugar numa fila, os pacientes aproveitam o facto de estar nas filas para conversarem e interagirem entre eles e e com os funcionários. Apesar dos impacientes, ás vezes me deixarem stressada, gosto imenso desta turma do vinil. Gosto das conversas, gosto de aprender com eles, pois têm uma maior expe...

Vinha só buscar duas coisas

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Pergunto a uma cliente se precisa de saco e surge o seguinte  dialogo: Cliente : Pois, vou ter que levar, vinha só buscar duas coisas, levo isto tudo! Operadora de caixa : E pelo menos,  leva as duas coisas que vinha buscar!? A cliente ficou pensativa,  pairou um certo silencio no ar ... Cliente : Ai falta o garrafão de água que...está ali atrás (foi buscar a sorrir).  Se você não dissesse ficava cá! Operadora de caixa : Sabe, isto já são muitos anos. Essa situação acontece aqui algumas vezes! E a senhora lá foi a sorrir, e também eu fiquei a sorrir com a situação!

Estou a limpar porque vou embora ou porque estava sujo!?

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Como não tinha clientes, aproveitei para limpar/higienizar o espaço, principalmente o tapete de receção de artigos e o de saída, porque, por vezes sinto que está sujo, mas os clientes não dão tempo, colocam logo os artigos sobre o tapete, e isso incomoda-me um pouco. Gosto de ter tudo limpo e organizado, para receber os clientes. Entretanto já conclui a limpeza e vejo que os clientes não estão a vir para a minha caixa. Passavam e seguiam. Havia filas nas outras caixas e eu estava sozinha. Então pergunto se não querem vir ali, e ouço a resposta:" como estava a limpar, pensei que se ia embora!" E parece que mais algumas pessoas pensaram o mesmo. É engraçado, porque por outras vezes, fecho a cancela, estou a limpar e perguntam se a caixa vai abrir. Mas é tudo normal, tudo faz parte do quotidiano do supermercado!

Boas pessoas, exelentes conversas

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Há um velhote dos castiços, que é sempre muito atencioso e simpático. Um destes dias estávamos a falar de avarias em carros.  Ele disse-me que quando há 35 anos comprou o seu carro, novo em folha, disse que seria o ultimo. O carro tem 35 anos, anda no campo e está bom. inclusive,  disse ainda, que daqui a 6 anos teria oitenta e tal anos e  ia deixar de conduzir, e, por isso, seria aquele carro, até ao fim da vida. É um senhor do meio rural, mas muito elucidado e culto. Um analista nato. É sempre um gosto conversar com estas pessoas, assim, positivas, bem dispostas, educadas! Melhoram o meu dia! Gratidão também pela forma que sempre me trata!

Há quem não goste de ir ao supermercado

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Estava a atender uma senhora, que me confessou que não gosta de ir ao supermercado, que normalmente é o marido que vai ou encomenda e vão levar a casa, mas como  tinha chegado das férias, e faltava muita coisa, então teve que ir. "Vim somente por necessidade !" disse. Diz que perde imenso tempo à procura das coisas que quer. Até me perguntou se nós mudamos as coisas muitas vezes de sitio. Expliquei à cliente que os corredores têm uma placa a referenciar os artigos, e senhora disse que nunca tinha visto as placas , porque estão altas. Mesmo assim, foi super educada, cordial e engraçada até, no fim ainda agradeceu com "obrigada pela disponibilidade e paciência"!

Robô Isaura versus escrava Isaura

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A robô Isaura é um robô que auxilia nas limpezas do supermercado . Ela varre, aspira , lava e seca o chão. Quando alguém se atravessa no seu caminho, ela educadamente diz " Excuse me, I'm going through!" que em português significa "Com licença, estou a passar!"  É uma espécie de marioneta , fantoche , que não tem sentimentos, e obedece a ordens dos humanos. Foi escolhido o nome de Isaura, que remete à telenovela brasileira, com o nome "escrava Isaura" cuja ação se passava no séc.XIX, e retratava o período da luta pela abolição da escravatura. Este aparelho,  tem nome de escrava (sem querer ofender pessoas com este lindo nome), para que se perceba que apesar de lhe acharmos graça, ela é inferior às profissionais de limpeza! De salientar que faz sucesso a interagir com as crianças que acompanham os adultos no supermercado, gostam de se  atravessar à sua frente de propósito, para a ouvirem falar. Por vezes, o pobre aparelho sobe o tom de voz a insis...

A morte de um ator

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Atendi algumas vezes este senhor na minha caixa, não sei se tinha casa ou família no Cartaxo, para passar pelo continente algumas vezes. A primeira vez foi em 2009, até escrevi um breve  texto sobre ele, porque nessa altura os sacos de plástico, ainda eram gratuitos e ele já usava sacos ecológicos. Das outras vezes que o atendi, continuou a trazer sacos ecológicos. Muito educado e com uma voz clara, daquelas que se percebe tão bem o que diz, e que não se esquece. Lamento muito, a sua partida e deixo as condolências à família e amigos. Um artista que ficará nas nossas memórias.

Uma a cada ponta

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Pela manhã estão apenas duas caixas abertas, e por acaso, uma operadora na primeira caixa e a outra na última. Um senhor, cliente habitual , pergunta-me porque é que está uma a cada ponta, e na brincadeira respondo:" aquela colega lá atrás? hum é que nós brigamos muito, então meteram-nos assim distantes"! Como o senhor também é   bem disposto, pensei que ele entendia que não estava a falar a sério, mas ele olha para a minha colega que estava ao fundo com ar preocupado, e responde "ah, não me diga!" Lá o tranquilizo dizendo que estava só a brincar! E ele aproveitou para me contar, que na época em que trabalhava, tinha lá duas senhoras que brigavam mesmo, e que por isso, até estava a  acreditar. No final disse-lhe que ali o ambiente entre colegas era saudável! O senhor disse-me que já frequentava este supermercado há anos e que nunca tinha ouvido uma "má palavra" entre nós!

Iniciativa para reflorestar Portugal

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Por cada saco destes de pano PI'Antarr   vendidos será plantado uma árvore,   em Portugal. A iniciativa é da missão continente e da Quercus, com a colaboração da marca Oxford. A marca lança estes novos sacos em parceria com a Antarr. Os sacos custam €4. São fortes resistentes e duráveis. Dão não só para as compras do supermercado, como para levar ao ombro para a praia, ou para o que achar necessário. Tenho um da iniciativa  anterior a esta e tem sido muito útil! Comprar um saco é como plantar uma árvore, o que depois desta fase caótica com os incêndios, faz falta!    

Fome, sono e birra...

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Uma jovem mãe está com um bebé ao colo, que está a chorara imenso e a  apontar para uns iogurtes que sabia serem destinados a ele. Ele queria comer ali mesmo os iogurtes, mas eram iogurtes sólidos , não havia colher. A mãe dizia que era só chegar ao carro, mas não estava fácil. A jovem disse que ele estava com fome e com sono, por isso a birra ainda era maior. Então ela tirou um pão de leite, já que era um artigo que dava para comer ali, mas o bebé zangado, rejeitou. Tentei que o momento fosse leve , pois é uma situação normal, mesmo que todos os olhares se fixem naquelas pessoas, mas o bebé chorava tanto, que a moça saiu dali a correr desesperada! Só quem passou por algo semelhante sabe dar o valor, sabe que não é fácil!

Calma, que o saldo não fugiu

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Uma cliente está a olhar fixamente e com ar desconfiado para o ecrã, que está do lado do tapete de saída. Pergunto se algum preço está a passar errado. Responde: "isto é sempre a mesma coisa, o que está errado é que eu tinha lá saldo e ele não parece aqui." Ao que eu respondo, que ainda nem passei o cartão do continente. "Então passe lá o cartão e veja lá se o dinheiro ainda lá está porque eu estou a contar com ele!" Respondeu. Lá passei o cartão e tranquilizei a cliente, que sorriu aliviada. Mais uma vez, o problema é a pressa, e acharem que a caixa registadora é uma bola de cristal, que é só tocar e parece lá tudo! Com calma, tudo se resolve.

O cliente estava em teletrabalho

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Um destes dias estou a atender um homem aí na casa dos 25/30 anos. Ele tem o telemóvel consigo, e, à partida,  parecia estar a ver vídeos, tinha um auricular. Chegou a altura que eu tenho de fazer perguntas, para prosseguir, mas ele fazia "hum", mexia no telemóvel. Depois diz-me "peço desculpa, mas é que estou em teletrabalho, e estava numa reunião"! Respondi, surpreendida "ok!" Lá pagou e saiu, sempre em teletrabalho. Parece que a situação é normal nos dias de hoje, mas ao mesmo tempo que fui apanhada de surpresa, achei graça, e decidi a partilhar aqui!

A senhora inglesa

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Uma senhora inglesa com a aplicação do continente em inglês, pede-me ajuda com o telemóvel. Estou a explicar, sem a certeza que a senhora me está a entender. Ela diz-me que se eu falar devagar, consegue atender. Assim fiz, e no final a senhora, gentilmente,  agradece-me com "obrigada pela paciência"! Pelo menos esta senhora esforçou-se  para falar em português, porque há outros que nem tentam. Gosto muito de inglês, tenho pena que não ter mais vocabulário,  infelizmente tive uma má professora na escola. Mas se falarem devagar, também consigo entender melhor!

Também sou cliente...

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Uma senhora, já reformada, disse-me que uma caraterística, que a faz escolher o supermercado continente, para fazer as suas compras, é a forma como é atendida nas caixas. Relatou-me que no continente, as operadoras de caixa não passam os artigos a correr, e só atendem o cliente seguinte, depois do anterior ter embalado, ou arrumado os artigos no carrinho. Disse-me ainda, que ninguém gosta e que até é falta de respeito, estarem logo a atender outra pessoa, sem a que estava a ser atendida, tenha saído. Contei-lhe,  que quando sou eu a cliente, também não gosto disso, e, por isso, tenho sempre em consideração. Na verdade, se nós nos colocarmos no lugar do outro, e fizermos como gostaríamos que fizessem connosco, e não fazermos o que não gostaríamos, estamos a fazer,  um bom atendimento.

Crianças no supermercado: ouvem-se corridas, gargalhadas, e birras

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Estamos numa altura de férias escolares, há muitas crianças, a acompanhar as famílias no supermercado. Ouvem-se a brincar, a correr, às gargalhadas, a pedirem coisas, algumas birras. Faz parte. Por vezes, quando elas também querem, tenho grandes e animadas conversas com as crianças. Aprendo sempre tanto. São tão genuínas e divertidas. Uma pequena reguila, mas um ar de anjo, até fez surpreender a mãe, porque ela não costumava ser tão faladora, e estava a contar-me que aquela caixa, que tinha cervejas, era para o pai. Denunciou a situação e fez-nos rir, porque devia ter uns três aninhos e já era inteligente o suficiente, para saber, a quem se destinava aquele  artigo!

Igualdade entre homens e mulheres no trabalho

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Estou na caixa, vejo que a minha fila está com três pessoas em espera , mas  tanto à minha frente, como atrás, os meus dois colegas , cada um, tem apenas um cliente. Então digo a um senhor (cliente habitual) que se quiser se despachar mais depressa, pode ir ali ao colega. Ele não responde. Entretanto, quando o senhor, chega à minha caixa diz-me "eu não gosto nada que trabalhos destinados a mulheres sejam feitos por homens!" Respondi que este trabalho tanto era para mulheres como para homens!  E ele repete "mas não gosto"! Enfim, foi pena não estarem apenas rapazes, para ver se ele, desistia das compras e ia para casa de saco vazio!

Uma dica para dobrar sacos de ráfia

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Abram alas para ela passar

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O tapete rolante é para trazer o artigo até à operadora

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Há três dias atrás, um cliente depois de ter colocado todos artigos no tapete deixou  os pesados, para me entregar em braços, afim de os arrumar no fundo do carrinho.  Entrega-me um pack 6 garrafas de 1,5L água de Monchique. Nem me deu tempo, de lhe pedir para me entregar os pesos do lado do tapete de saída, que é uma estratégia que já uso e que me tem ajudado imenso. O gesto que tive de fazer para apanhar o artigo provocou-me uma lesão no pescoço e ombro. São dores horríveis e dias e dias a por pomadas, spray, etc. Há uma diferença no esforça de desligar um artigo que está em cima do tapete para o outro lado, daquele em que o temos de o apanhar,  esforçando a coluna, braços e pescoço. Claro que esta situação agride  mais a quem já faz este trabalho há anos e já chegou pelo menos aos 40 e tem algum problema de saúde, como eu tenho a fibromialgia e hérnias. Mas tento ter cuidado e disciplina para que ainda possa trabalhar mais alguns anos.  A...

A escolha da fila para pagar

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Depois de passar por todos os corredores , e levar todos artigos, depois de ir ao talho ou à peixaria tirar senha e  ser atendido, é altura da família Silva (nome escolhido ao acaso) escolher a fila da caixa onde vai ser atendida, para fazer o pagamento. Como acabaram por demorar um pouco mais que o programado, a ideia é ver qual das caixas, a espera será menor. Então eles primeiro observam: - a caixa um tem uma rapariga, que é muito nova, certamente está aqui há pouco tempo, - passam à segunda, a operadora de caixa já é uma cara conhecida, mas tem um casal de velhinhos, que são capaz de demorar - seguem  à terceira, como não há carrinhos lotados, aqui é capaz de ser uma boa opção. A família fica nessa fila, mas a dada altura percebem que a fila não avança, porque há um artigo cujo código não está a passar! - mudam de caixa, já nem querem saber se a/o operador/a é novo ou experiente, porque é a que parece não ter problemas. No entanto, chega uma pessoa prioritária, e...

Nem todas as pessoas têm o hábito de confirmar os preços?

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Uma cliente, ainda jovem, talvez uns 25 anos levava, imensos artigos caros, principalmente maquilhagem, e afins. Depois de pagar, uma conta que passava dos cem euros, disse que não queria o talão. Então eu disse "mas pode precisar de fazer alguma troca", ao que ela respondeu: "ah não faz mal, eu não vivo em Portugal, o der dá, se alguma coisa não der, paciência, mas agradeço imenso a sua atenção!" É que nem era só uma questão de trocas, seria também de verificar se os preços estavam corretos. Mas se calhar, nem todas as pessoas têm o hábito de confirmar os preços! Os emigrantes, ou até mesmo os estrangeiros, se calhar não estão habituados a divergências nos preços !

Porque agosto cheira a férias

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Este mês de agosto e não sendo a localidade uma zona balnear, faz-me pensar: "mas estas pessoas não vão de férias? Não vão passear em locais que tenham mais zonas de lazer? Preferem passear pelo supermercado?!" Certamente o custo de vida está difícil e só dá mesmo para o mais básico, essencial e necessário! O que vale é que é o continente até oferece uma secção de cinema ao ar livre, dia 26 de agosto, às 21:30h na praça 15 de dezembro! Assim até faz parecer que a cidade está em modo de férias! https://social.continente.pt/LDaYkz https://social.continente.pt/LDaYkz

Nome [Isaura] inspirado em novela antiga

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  O nome do nosso robô de limpeza [Isaura], foi inspirado na telenovela brasileira "A Escrava Isaura", de Bernardo Guimarães, que se passava no séc. XIX. Neste caso, a "nossa" Isaura, não é uma heroína branca (como a personagem, cuja mãe era escrava e pai branco e por isso era considerada também escrava) que sonhava com a liberdade, mas sim um robô que não tem sentimentos, mas sim, a função de limpar, e obedecer a ordens! É suposto ser  escrava dos humanos, e não uma substituta,  nas suas, totais funções! Escrava, para que ainda possamos ser nós humanos, a delegar funções, e não o contrário, porque até lhe achamos muita graça, mas, não  queremos que seja superior ás funcionárias de limpeza! Em relação ao facto de me referir ao robô, como a robô, queria referir que quando atribuímos um nome próprio a um robô, o artigo a usar (a/o) pode depender do nome próprio que lhe foi dado, neste caso é correto dizer a robô Isaura.

A gente só aprende quando dói

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Uma cliente que levava um artigo da nossa campanha de selos Brabantia, pede se pode abrir a embalagem para verificar se o artigo está em bom estado, porque como aqueles artigos não se trocam, e já levou de outra vez um artigo que estava danificado, desta vez, não ia deixar que se repetisse. Foi nesse momento que a cliente seguinte disse "a gente só aprende quando dói!" Mais uma expressão que aprendi com os clientes. Eu gosto de "colecionar" estas frases/ditados!

Um agradecimento que mereceu destaque

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Obrigada Sapinhos por  este destaque!

Moedas estrangeiras parecidas com as portuguesas

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Não tinha moedas de dois euros, no compartimento. Entretanto um velhote deu-me uma,  juntamente com mais uns trocos, para fazer o seu pagamento. Só dei conta que a moeda era parecida com a de €2, mas era uma moeda estrangeira, quando a ia dar de troco a alguém. Fiquei chateada comigo mesma, de não ter reparado. Mas quase de certeza, que a pessoa que me a deu, também não deu por isso. Mostrei a moeda à minha chefe. Metia-a de parte, convicta que teria quebra. Estava a atender outro cliente e já não sei como a conversa foi ter à moeda. Disse ao cliente que ia ter uma quebra por falta de atenção. O senhor pediu-me para ver a moeda. Até tirou os óculos para a observar melhor. Disse-me que era uma moeda da Turquia, e que sabia, por ter sido bancário,  que  não era de grande valor. Perguntou-me se eu lha dava pelos €2, porque era colecionador. Eu ainda lhe perguntei se ele não ficava prejudicado, até lhe sugeri que me desse apenas  €1, mas o senhor fez questão de me d...

Dar nomes de humanos a robôs

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Agora,  existem nos supermercados continente, uns  robôs que  auxiliam a limpeza do espaço, e em  cada supermercado,  os funcionários deram-lhes um nome, com ou sem justificação da escolha.  Em jeito de brincadeira,  lancei na página de Facebook deste blogue um desafio, para que cada um, dissesse o  nome do seu robô! Começando pela robô Isaura , que é o nome da nova "funcionária" da limpeza do continente modelo de onde trabalho e que também tem o mesmo nome em Peniche. Falta averiguar em Torres Novas , para saber se existem dois robôs , porque há dois nomes. Para já é assim que está o desafio: Atualização: Nova atualização: Também existem duas Amálias!

Hábitos unhares

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Já por diversas vezes atendi senhores, que usam a unha do dedo mindinho grande. Ainda há dias um senhor tinha uma enorme , e estava quase a arranhar-me, ou então era o meu medo psicológico de ser arranhada porque ele estava a retirar-me os artigos das mãos! Mais tarde estava a comentar a situação com uma outra cliente que já a atendi algumas vezes e ela falou-me que isso poderia ser da profissão, que os alfaiates, os músicos guitarristas, ou para alguma tarefas em especial que a pessoa faça com frequência e que a unha ajude! Cheguei a pensar que era um hábito aqui da zona, porque na minha terra, não me lembro de ter visto, mas afinal, é mais comum do que eu achava. Seja o que for, respeito, mas, estou sempre a pensar que vou levar uma unhada e fico um pouco nervosa a registar os artigos da pessoa, porque ainda por cima é da mão em está mais perto das minhas. Mas também atendi recentemente uma mulher que tinha as unhas enormes e tinha em relevo umas âncoras. e comecei a im...

Assobia para o lado

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Lá estão duas pessoas a discutir pelo lugar na fila, porque abriu uma nova caixa! A  dada altura , uma destas pessoas (um senhor)  em ironia, começa a assobiar,  enquanto a outra,   barafusta com ele. O supermercado , ás vezes é um palco! Há actores cómicos, outros dramáticos, uns com talento outros sem talento! Assistimos a cenas, e nem sempre, temos de pagar bilhete!

Era falta de dormir, não era falta de férias

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Por vezes, quando há tempo e ocasião, surgem conversas entre operadora e clientes, que não estão diretamente relacionadas com o trabalho. E eu até sou uma pessoa calada e tímida, e não sou da terra, não conheço os clientes, a não ser dali, da relação de trabalho. Então uma cliente diz-me "você ainda não teve férias, pois não?" Porque seria que uma quase desconhecida me colocaria tal questão? Respondi que realmente ainda não tinha tido férias de verão. E a senhora disse-me que me achava com um ar  cansado! Acabei por confessar que além de ter sempre um certo cansaço porque tenho fibromialgia, tinha dormido pouco, porque de vez, em quando, tenho insónias, e nem com medicação, consigo dormir.  Uma pessoa quando está no atendimento ao público, é suposto estar sempre bem, com bom ar, mas, naquele dia, naquele momento deixei transparecer cansaço. É que eu até me sinto bem no trabalho, gosto do convívio, das pessoas. Mas sou daquelas pessoas que precisa dormir pelo menos um...

Será que o robô veio para substituir os funcionários ou para os ajudar?

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Este robô permite que o espaço esteja sempre limpo e assim os funcionários podem se dedicar  a tarefas  mais exigentes, que os robôs ainda, não conseguem realizar! Assim, os humanos não precisam de "correr" tanto para realizar todas as tarefas! Mas só perguntando aos funcionários da limpeza a sua opinião!