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A mostrar mensagens de junho, 2025

São as pessoas mais velhas e reformadas que mais reclamam do tempo de espera

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Um dia destes, acho que era fim de semana, eu entrava ás 8 horas, e como gosto sempre de chegar cedo, passei pelo parque dos clientes eram 7:40h. Já estavam algumas pessoas à porta, outras dentro das viaturas. Sentado sobre o alumínio das garrafas de gás, estava um velhote habitual. O continente abriu ás 8 horas como habitualmente. Por volta , das 8:40h, para além das caixas selfies abertas, só estava eu, e estava  a atender um casal que tinha um carrinho com algumas coisas. Chega um velhote com apenas uma embalagem de sardinhas. Como não tinha uma caixa só para ele, começa a falar alto, a dizer que "isto era uma pouca vergonha! " Ora pensando bem, se ele foi logo à peixaria e só tinha um artigo, deve ter andado a passear pelo supermercado, então e nessa altura não tinha pressa!? Reclamou só porque tinha de esperar no máximo dois minutos!? Se calhar vão dizer que o senhor era velhote e que não podia estar de pé, e talvez seja uma razão. Mas, se os idosos...

Quando algo fica mais lento que o normal no atendimento

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O dia de trabalho estava a correr normalmente, e até tranquilamente, como é hábito às segundas-feiras. No entanto, a dada altura, o sistema do cartão continente, bem como a aplicação, começa a ficar lento. Nestas alturas, eu sei que é importante manter a calma, porque o problema não é meu (nosso), e esperar, é a única alternativa. Mas eu sou uma pessoa stressada, e a situação mexe com o meu sistema nervoso. Felizmente esta situação é por um curto espaço de tempo, mas que parece uma eternidade! Estava a atender uma pessoa conhecida e como o sistema não avançava, deu para estar a conversar. Mas tive o cuidado de dizer ás pessoas da fila, que estava na conversa porque tinha de esperar o sistema responder, porque um senhor já estava a soprar, certamente a achar que eu estava na conversa e não despachava os clientes. Houve clientes que não se importaram de não passar cartão continente , para  esses o sistema funcionava no tempo normal. Por vezes, eram os próprios clientes que ...

O custo de vida, não está fácil

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Estava a atender uma senhora já com certa idade, que ia olhando para o visor, onde vai passando os preços. Pensei  que poderia algum artigo não estar a passar ao preço que a senhora tinha visto. Então perguntei se estava alguma coisa a preço diferente. A senhora respondeu que não era isso, disse  que o  problema era que tinha de retirar algumas coisas porque o dinheiro não ia chegar. Não é fácil ouvirmos isto, mas ultimamente, acontece com alguma frequência. Perguntei o que queria deixar, e ela lá retirou umas quatro ou cinco coisas, pediu desculpa, dizendo que só trouxe dinheiro, porque deixou o cartão em casa. Talvez seja verdade, ou talvez não tivesse mesmo mais dinheiro. Uma jovem, grávida estava a seguir, reparei que estava triste com a situação. Quando a senhora saiu, a jovem disse-me que infelizmente a situação não estava fácil, que também estava sempre a contar o dinheiro, e que gostaria de ter muitos filhos, mas que, desta forma, só teria um. Mas também...

Um clássico do continente

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Os cupões de desconte de 15% em toda a loja, são já um clássico do continente. Uma semana para entregar o cupão e a semana seguinte para descontar o saldo acumulado. Felizmente já há clientes que percebem a mecânica. No entanto há outros,  que acham que a nossa caixa registadora é um computador ou uma bola de cristal e assim nós ao passarmos o cartão continente, já sabemos, o saldo que o cliente tem, o saldo que está a expirar e o que pode ficar até ao Natal! Alguns clientes ficavam admirados quando perguntava se queriam descontar o saldo e respondiam:" Então mas está a brincar comigo!? Se não o descontar,  perco-o!" Outros,  eu perguntava se queriam descontar. Diziam que não! Eu perguntava se não era do saldo dos 15% que expirava. Alguns respondiam que não, e tinham razão, outros ficavam na dúvida, outros só percebiam que era para descontar,  depois de surgir no talão e de já terem pago! Outros ainda, achavam que eu tinha de saber a parte do saldo que era para desco...

Dias calmos e dias agitados no supermercado

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Aqui há uns dias ajudei uma senhora na escolha de um alimento para o seu animal de estimação. Ela queria algo para um gatinho bebé, e não sabia o que lhe dar. Trazia ração e paté para gato adulto. Então, e como era um dia calmo, uma segunda-feira, expliquei onde estava a alimentação adequada,  e  à segunda tentativa, lá encontrou. Lá me contou como o animal lá tinha ido ter a casa. Eu que adoro gatinhos e também tenho um, o assunto entusiasmou-me, dei alguns conselhos e dicas. Dias depois voltou lá, e eu,  que até não sou boa a decorar caras, lembrei-me dela e do gatinho. Então perguntei, como estava o animal. Era só uma pergunta. Mas era um dia com muito mais movimento. Mas a senhora, falava, falava, dos feitos e gracinhas do bichano, e não arrumava os produtos, até foi ao telemóvel, procurar fotos do gato para me mostrar. Eu já arrependida de ter perguntado, as pessoas na fila a olhar. Estava um senhor a rir-se na situação e a perceber a minha afliçã...

Sempre gostei de inventar palavras em jeito de brincadeira

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Os termos Blogger, bloguista ,  blogueiro, blogueira, são estrangeiremos, ou português do Brasil, não existe bem, um termo português de Portugal, então tive a ousadia de inventar um. (Blogue) Blog + Literata (escritora). Os termos Blogger, bloguista e blogueiro, são estrangeiremos, ou português do Brasil, não existe bem, um termo português de Portugal, então tive a ousadia de inventar um. (Blogue) Blog + Literata (escritora). Blogliterato para o masculino. Blogliterata para feminino. Claro que isto é só uma brincadeira ! Sem querer ofender a língua portuguesa! Poderia se pronunciar assim .  

Sem noção ou sem vergonha!?

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Aqui há uns dias, estava a atender uma cliente que depois de colocar os artigos no tapete, passa para o outro lado, mas leva lá um saco térmico, que percebo que tem coisas dentro. Havia espaço no tapete para o colocar. Eu  : E esse saquinho aí? Cliente : São os congelado, já lhe dou, estão aqui,  para não se estragarem. Eu: Mas tem ali espaço para o saco ! Cliente: Está com medo que eu não pague !? Eu ( já a começar a stressar): Não se trata de ter medo, são regras, os artigos , não podem ir para esse lado, não estando registados e ainda por mais,  dentro de sacos! E pronto lá meteu o saco. Havia necessidade disto!?

Como eu, operadora de caixa, organizo o dinheiro

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Foi difícil encontrar na internet um fundo de caixa parecido com o meu, mas depois de fazer alguns ajustes, consegui ilustrar. Cada um de nós tem a liberdade de organizar o dinheiro da forma que entende, da maneira que achar mais fácil, para manusear tanto as moedas, como as notas. Para mim, as  moedas têm que estar de forma decrescente, em baixo de UM euro até aos dez cêntimos, em cima dos cinco cêntimos, até um cêntimo, o compartimento que sobra é para as moedas de dois euros, quando existem. As notas também estão organizadas como na imagem, começando pela de  menor valor até à de  maior valor,  sempre direitinhas e viradas para o lado da frente onde se vê o número e a faixa dourada, se assim lhe posso chamar! Mas isto é a minha organização, a que me faz sentido, para melhor guardar o dinheiro e melhor fazer o troco que tenho de entregar ao cliente. Por vezes, quando tenho de substituir algum/a colega que tenha uma disposição diferente, já ando ali,...

Pessoas com uma grande falta de noção e civismo

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Como já aqui disse, apesar de existirem clientes mais desafiantes, gosto do que faço, pode parecer um trabalho ás vezes monótono, mas há sempre situações caricatas, que nos despertam, que nos incomodam, que nos ensinam alguma coisa, e até que nos dão vontade de fugir... Há uma senhora, que até é educada e simpática, mas que para mim, é a empata filas, pois quer venha sozinha ou acompanhada, tem quase sempre a tendência de empatar, ou porque se esquece de alguma coisa,  e deixa  os artigos no tapete e desaparece, ou porque tem de ir buscar um carrinho, ou porque se esqueceu de imprimir cupões, ou porque está na conversa e não me responde ás perguntas. Enfim... Desta vez já tinha pago e tinha os sacos sobre o tapete quando lhe toca o telemóvel. Decide atender, encostar-se e não retirar os sacos que estavam a ocupar todo o tapete de saída, impedindo que eu atendesse os clientes seguintes. Ainda aguardei alguns segundos, mas ela continuava no corte e costura d...

A mulher que encostou o nariz no tapete para cheirar peixe

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Estou a atender uma cliente que resolve se debruçar sobre o tapete, colocando o seu nariz mesmo em cima dos  rolinhos, para me dizer que cheirava a peixe! Pois é normal, que cheire já que, mesmo que estejamos sempre a limpar, o peixe é algo que sempre deixa cheiro! Mas resolvi limpar com com o spray à frente dela! Aposto que naquele momento o nariz dela ficou com mais cheiro que os rolinhos!

Aquele miúdo é tão engraçado

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Está a chegar à minha caixa uma família habitual, mãe, avó e um menino muito esperto, conversador, educado, com quem adoro falar! Eu: Olá, então como estás!? Menino: Mallll! Eu : (risos) Agora parecias  um velhote a falar! Mãe: Ai ai, rapaz Eu: Então, pediste alguma coisa que não te deram,  foi!? Menino: Não é isso! Eu:  Então,  mas até estás quase férias! Menino: Quase!? Mas ainda faltam duas semanas! Eu: Pois ,  está quase... Menino: Mas o meu irmão está na secundária e já está de férias, é por isso! Suponho que este menino esteja no terceiro ano do ensino básico. Recordo-me do tempo em que ele gostava da escola, também me recordo, que depois, passou a não gostar tanto. Quando ele se despediu de mim desejei-lhe que ele ficasse bem. A avó disse que ele se não existisse tinha de ser inventado ! O que é certo é que ele me animou, e tornou o meu dia mais leve , sempre que me lembrava dele, apetecia-me sorrir!

São as pessoas e as causas que me movem e não o dinheiro!

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Pode até haver, clientes mais difíceis ou desafiantes, ainda assim, é por eles toda  a minha dedicação e empenho. São as pessoas e as causas que me  movem e condicionam e não o dinheiro! Será dos clientes, das nossas conversas, da empatia, da simpatia, das risadas, ou até dos mais desafiantes, que poderei vir a sentir saudades, um dia, daqui a mais uns anos, espero!

Na fila os mais velhos podem ser: pacientes ou impacientes

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Há, no meu ponto de vista, dois grupos das pessoas mais velhas, muitas delas, já reformadas, que vão maioritariamente ao supermercado logo pela manhã. Os pacientes : Vão cedo, ao o supermercado, para  fazerem as compras tranquilamente e ainda poderem interagir com outros na fila,  e com os funcionários! Os impacientes : Vão cedo, para encher o supermercado e reclamarem que estão poucas caixas abertas. Têm muita pressa, e pouca tolerância ao tempo de espera!

Um pedido especial

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Estava a atender uma senhora, uma velhota castiça, que eu já há algum tempo não encontrava. Que feliz eu fiquei de a ver bem. Foi muito querida comigo, aliás como sempre. Levava alguns frasquinhos , de sabonete, de gel banho, uns que têm um manípulo que temos de rodar, e que depois funciona com um clic . Muito educadamente pediu-me se eu os podia abrir, porque ela não era capaz. Na imagem,  o primeiro está fechado, e o segundo aberto, depois de rodar! A primeira coisa que pensei foi que nem eu própria ás vezes consigo, mas prontifiquei-me a ajudar, apenas questionei se depois não vertia o liquido pelo caminho,  ela assegurou-me que não! Felizmente consegui, ela ficou agradecida e eu satisfeita por poder ajudar . Mas, de facto, estes manípulos podem até ser seguros, mas não são fáceis!

O fim das moedas de plástico para os carrinhos

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Agora já não existem,  para oferta,  aquelas  moedinhas de plástico, para as pessoas tirarem os carrinhos de compras. Certamente,  alguns de nós ainda temos uma ou outra, mas com a redução do plástico, não vão fabricar mais. Pelo menos no continente modelo onde trabalho já há carrinhos que apenas estão encaixados , mas que é só puxar, não é preciso nem moedas reais, nem moedas de plástico.  Por um lado é bom, é menos uma preocupação em achar moedas, ou ter de trocar dinheiro, mas por outro lado,  as pessoas largam os carrinhos em qualquer lado, porque já não têm que encaixar para recuperarem a sua moedinha! Falta um bocadinho de civismo, certo!?

Com calma é mais fácil resolver situações stressantes

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Há uns dias , estava a atender uma senhora, uma velhota castiça e já habitual. Quando chegou a altura de pagar a senhora não encontrava o cartão multibanco. A senhora entrou em stresse, tinha uma carteira grande com muitos compartimentos, muitos cartões, de supermercados, de lojas, cartão de cidadão, abria fechos, fechava fechos, mexia em papéis. Então,  eu disse à senhora se não podia estar no bolso, porque ela disse que tinha usado o cartão já ali dentro do continente, mas não havia nada nos bolsos. Calmamente, perguntei à senhora se ela se importava que eu visse a carteira . Disse-lhe para não se preocupar. Fui até para o lado dela a ver se poderia estar no chão. Mal abri a carteira vi logo um cartão multibanco e perguntei à senhora se era aquele, ao que ela respondeu, aliviada, que sim. Dias depois desta situação, uma outra senhora, que tinha observado o episódio,  disse-me  que eu devia de ser uma pessoa muito calma, porque viu como eu ajudei tranquilamente a senhora...

Quando uma criança chora no supermercado

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Estava a atender uma jovem mãe que trazia o filhote no carrinho. Um menino talvez com cerca de dois aninhos. O menino trazia na mão dois artigos, um deles era uma tinta para o cabelo em formato de balde. A mãe pediu para ele lhe dar para eu registar. Mas, o menino desata num choro profundo, e segura com toda a força no objeto. Fiquei preocupada porque aquele choro, parecia de desespero e dor, estava a ficar vermelho e cheio de lágrimas. Ainda me ocorreu pedir a uma colega que fosse buscar um artigo igual, mas não estava ali ninguém por perto. Então pedi ao menino se me podia só emprestar que eu já lhe dava, lá se aclamou, registei e entreguei logo de seguida e o choro parou. Até comentei  com a mãe que nem era por um brinquedo, e a mãe disse que ele era mesmo assim! Quando saiu já ia todo bem disposto, mas sempre com o artigo nas mãos!

A cliente que não se decidia...

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Estava a atender uma cliente que queria descontar somente o saldo do cartão referente aos quinze por cento, por este ter validade, e deixar o restante. O problema é que ela não sabia qual a quantia que pertencia a esse saldo. Ali estava eu a tentar explicar que eu não tinha como saber, porque ali aparece o total do saldo. Mas a senhora não entendia, e dizia que as minhas colegas sabiam, porque lhe ditam dito quanto era, só que ela se tinha esquecido. Disse-lhe que no momento que faz o desconto, vem no talão esse valor, por isso é que sabiam. No entanto, a senhora não se decidia, porque não queria perder dinheiro. Como o saldo nem chegava aos dez euros sugeri que descontasse todo e assim não perdia nada, mas ela insistia que queria ficar com algum saldo. Até que o cliente seguinte diz "mas vamos ficar aqui até quando por causa desta mulher!?" Então a senhora disse para descontar o saldo na totalidade. É complicado. Talvez seja altura de nos surgir no ecrã a quantia referen...

Invasão do espaço do outro

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Não dá para entender o porquê dos clientes, estarem tão encostados uns aos outros, em alguns momentos, do género desta ilustração. No meu ponto de vista,  o cliente que está a ser atendido, tem o direito de ter todo o tapete de saída a seu dispor, quer para arrumar as suas compras, quer para fazer o pagamento, principalmente se tiver que marcar o código no terminal de pagamento automático (TPA) do multibanco. Acontece que o cliente seguinte invade muitas vezes esse espaço. Talvez um traço amarelo no chão, para consciencializar as pessoas. Um dos últimos episódios , relacionado com esta situação, foi quando atendia um homem jovem,  havia uma senhora a andar de um lado para o outro, que até pensei que pudesse ser parente deste, mas afinal era só uma senhora curiosa , que queria olhar para o ecrã onde os artigos estavam a passar para ver os preços. Foi  a dita senhora confessou que era isso que estava a fazer.   O rapaz até lhe perguntou, se já que e...

Chamar os clientes por ordem de fila

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Quando entro ao serviço, a minha primeira preocupação, é ir abrir as moedas e preparar o posto de trabalho para poder atender as pessoas. Depois digo: " Por ordem de fila , podem passar a esta caixa"! Num destes dias foi assim que fiz, havia três caixas abertas e com duas ou três pessoas na espera. Então veio uma cliente à minha caixa e diz-me que precisa de fazer uma reclamação . Pergunto se posso ajudar. E a cliente responde que eu chamei por ordem da fila, mas não disse qual a fila, e podia ter  visto que ela já lá estava há mais tempo, que o cliente que foi atendido em primeiro. Respondi que sempre fiz assim, e que os clientes é têm de ter essa consciência, porque eu não tenho que estar a observar as chegadas, porque tenho de preparar o posto de trabalho. Entretanto a senhora foi para outra caixa, e acho que , percebeu a situação!