O senhor "provérbios"...
Há sempre aqueles clientes que por uma ou outra razão nos cativam. Este senhor de que hoje falo é um velhote muito simpático e educado. Só o conheço pelo facto de ele ir quase todos os dias ao supermercado e quase sempre á minha caixa, ainda que a minha fila esteja grande ele diz que tem tempo.
Assim que se aproxima da minha caixa olha para mim e mostra um sorriso. Contou-me que foi carteiro uma vida e que a reforma felizmente chega-lhe bem e até se sente privilegiado por isso! Mesmo assim, seu único meio de transporte é uma bicicleta a pedais, daí que por vezes vá ao supermercado mais que uma vez para conseguir levar as compras todas.
Ele tem sempre um provérbio para qualquer situação ou conversa daí a simpatia mútua. São pessoas simples e humildes como este senhor que por vezes nos salvam o dia!
Carteiro deve ser (ou seria no passado) uma profissão deliciosa..
ResponderEliminarTambém trabalhei ao público muito tempo, sei bem do que falas. Todos os dias e a toda a hora passam vários tipos de pessoas pelas nossas mãos!!!
ResponderEliminarolha, passa no meu blog, tenho uma coisa para ti.
No passado era, hoje acho que não...
ResponderEliminarConcordo, em género, número e grau!
ResponderEliminarVisita este blogue: http://escritosoutonais.blogspot.com/
O senhor faleceu, mas tive o prazer de o "conhecer" um ano antes. Achei o seu blogue fantástico, o tipo de histórias que gosto de conhecer.
Conhecer os nossos, é conhecer-nos a nós mesmos. Daí o meu gosto em conversar com os mais velhos da família e conhecer as suas histórias e vivências.
Essa do senhor que anda de bicicleta faz lembrar-me uma história de meu avô, que todos os dias ia de bicicleta de Lisboa para Sintra, onde trabalhava. Olha, é louvável! Não te parece?
Infelismente, ele não chegou a poder dizer que era um privilegiado com uma boa reforma. Os 270 euros não faziam jus à determinação e empenho que teve toda a vida para ganhar sustento e colocar pão na mesa.
Adorei o teu comentário no meu blog (sobre a limusine...) mas acho que é ilusão, achar que as coisas acabam por melhorar. O tempo passa, mas não traz melhoras. Vejo pela história de meus avós, que trabalharam árduamente, assim como os seus antepassados, mas nunca viveram com luxo.
Porém, sou da opinião que a vida honrada e honesta é o maior valor que se tem. E aí, sou rica e descendente de pessoas igualmente opulentas em nobresa e força de trabalho.
Bjs.