O supermercado do Futuro


 


Certo dia recebi um email de alguém que suponho  que seja uma pessoa muito viajada e com muitos conhecimentos. Gostava de partilhar com quem visita este blog, uma parte que está relacionada com o mesmo:


 


"(...)Andei há uns tempos  por alguns países, mais lá pra cima, Noruega, Finlândia e Alemanha, entrei nalgumas grandes e medias superfícies: JÁ NÃO HAVIA OPERADORAS DE CAIXA. Um cartão introduzido no carrinho, passa por um daqueles aparelhómetros, indica no cartão quanto tem a pagar, paga num mini-multibanco, ou tem UMA VIA VERDE, que debita automaticamente na conta (se tiver saldo). (...)"


 


É claro que o nosso país ainda deve de estar longe deste "futuro".  Não são só as operadoras de caixa que não estão preparadas para tanta informatização e para ficar sem trabalho! E os clientes? Acredito que a maior parte dos clientes que frequentam o supermercado onde trabalho não teriam uma boa aceitação dessas novas tecnologias. E o lado humano? Teria de ser um processo muito moroso. Talvez daqui a 20 anos, quem sabe!?


 

Comentários

  1. Pois eu espero que nem daqui a 20 anos!!! Não consigo suportar a ideia de colocar máquinas na vez de pessoas. Os operadores são importantes, não há como um contacto humano e espero que isso não se perca.

    Beijinhos muitos amiga, e bom fim de semana!

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  2. oi! no ano passado na empresa onde trabalho os funcionarios tiveram formaçao, onde nos foi mostrado documentarios com esse sistema. e pelos vistos, nesses paises devem aceitar muito bem esse sistema. por ca penso k isso nao será visto com "bons olhos". se ha quem reclame por existirem multibancos nos supermercados em que é o cliente que tem de o usar, imaginem se for implantado esse sistema ca em portugal...para nao falar que iria haver mais desemprego

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  3. Ai...eu vou ter de confessar que a ideia não me desagrada, enquanto consumidora..
    Pela comodidade, rapidez e até porque nem todas as operadoras de caixa são tão simpáticas como adivinho que tu sejas :p

    Mas não te preocupes que isso vai demorar séculos a chegar cá. E também concordo que a maior parte dos portuguese não alinha nisso com facilidade.

    Beijinhos**

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  4. Lupa

    Vai demorar exactamente o numero de anos que leve a que essa tecnologia se torne rentável para o tio Belmiro e os outros tios dos outros Supermercados. Por enquanto as Lupas são mais rentáveis, por serem mais baratas cá pelo sul da Europa, e essa tecnologia ainda não estar ao "preço dos telemóveis".

    Quanto à "aceitação dos clientes", sabes que os portugueses foram dos que mais rapidamente e em maior numero aderiram ao Multibanco? E que a Via Verde tem muito maior utilização por cá do que na generalidades dos países?

    Quanto ao "factor humano", este não é um sistema económico ao serviço das pessoas, é um sistema que usa as pessoas e as deita para o lixo logo que isso lhes convém.

    E infelizmente isto não é pessimismo. Basta olhares à volta e tirares as tuas conclusões.

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  5. Por cá ainda não há esse sistema, mas no Continente já existem caixas automáticas em que o cliente põe as compras numa espécie de balança e em que não são necessários/as os/as operadores/as de caixa.
    Não sei muito bem como funciona, porque, por uma questão de princípio, não as utilizo. Precisamente por achar que estão a roubar postos de trabalho. Mas olha que há bastantes pessoas a utilizá-las...

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  6. Pois é amiga, eu espero que demore mesmo muito tempo, mas também noto o quanto a tecnologia evoluiu, está tudo a andar muito rápido... O exemplo da evolução dos telemóveis é incrível Cheguei a ter um enorme e pesado ( um tijolo como se dizia) e dez anos depois o telemóvel é um pc autentico... Enfim
    Muitos beijinhos

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  7. Ainda assim tinha curiosidade de ver esse documentário... mesmo a minha geração (+-30 anos) não está preparada para isso, quanto mais a mais velha. O melhor é deixar as coisas como estão. Há postos de trabalho a defender.. Bjs

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  8. Sim pode ser cómodo , mas assim o cliente tem de fazer parte do trabalho que pertence á operadora... pelo menos acho que é o a maioria das pessoas vai pensar
    Beijinhos

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  9. Sabes que já usei essa caixa automática, mas depois com os nervos atrapalhei-me...eu que faço aquilo há anos...Enfim
    Beijinhos

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  10. O progresso chega a ser assustador. Hoje tenho orgulho em trabalhar na sonae , e até gostava de fazer carreira lá, talvez nos recursos humanos( ou na parte administrativa), mas o futuro não está optimista.
    Pois não sabia dessas estatísticas dos multibancos e da via verde, pensava precisamente o contrario... Vou esperar para ver o que isto vai dar...

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  11. Eu já vi este sistema em diversos países, o mais perto foi na cidade de BARCELONA.Não é um quebra cabeças para se pagar, e só introduzir o cartão depois do carro de compras passar por um controle igual aos que fazem PIPI, numa fenda que tem numa pequena caixa, e demora no máximo 30 segundos. Na tal VIA VERDE é só mesmo passar. Se não tem SALDO está um segurança com uma metralhadora, que de imediato MATA o EX-CONSUMIDOR. E as meninas não me digam que só daqui a 20 anos é que chegará cá porque os TUBARÁCIOS fazem as contas a pagarem, MESMO MAL AS OPERADORAS, a terem este sistema. Eu se fosse MINISTRO dos SUPERMERCADOS, obrigava cada caixa automática a descontar para a SEGURANÇA SOCIAL. Assim acredito que demorava MAIS TEMPO A CHEGAR CÁ.

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  12. Pois não sabia que já estava tão perto de Portugal. A questão da segurança social...é mesmo um factor importante, talvez alguém invente uma lei assim...

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  13. Com toda a minha modéstia acha que há em Portugal alguém que tenha uma cabeça como a minha? Eu até punha os ROBOTS que nas empresas substituem os trabalhadores a pagarem IRS, SEGURANÇA SOCIAL e o ÓLEO com que são lubrificados. Passados 2 dias estavam a chamar-me FIDEL DE CASTRO do PORTO.

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  14. Ó DANIEL, o lado humano é para fazerem o sistema de controle de pagamento sem operadoras.LÓGICO?

    Abraço

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  15. O sistema que descreveste é baseado numa tecnologia chamada RFID (Identificação por Rádio Frequência) e exige a colocação de uma etiqueta composta por um micro-chip (minúsculo mas visível - do tamanho de uma pulga, vá lá) e de uma antena que tem alguns centímetros. A antena é finíssima e flexível, não é daquelas dos rádios portáteis :-)
    Nas 'caixas do futuro' existiria uma antena que detecta a presença destas etiquetas. Cada etiqueta corresponderia unicamente a um produto, permitindo evitar a leitura por códigos de barras.
    Para todos os efeitos, é uma versão simplificada e mais compacta da Via Verde. A tecnologia é virtualmente a mesma.
    Ora esta etiqueta não só ainda é cara como, por limitações da própria tecnologia, não consegue ser lida quando próxima de líquidos e metais.
    Neste momento ninguém realista imagina a sua utilização em iogurtes, latas de bebidas, etc., dentro dos próximos 10 a 20 anos.
    A verdade é que têm sido feitos investimentos de milhões para chegar a etiquetas RFID cada vez mais baratas (e tem-se conseguido) e sem interferências d e líquidos e metais; tem-se conseguido um ou outro separadamente mas ambos na mesma etiqueta ainda nenhum.
    Quanto à sua implementação em supermercados, de facto a questão do desemprego seria uma sombra sobre muitos trabalhadores. É que enquanto 'as Lupas' em outros países da Europa são muito bem pagas por haver muito poucas pessoas a querer esses empregos, em Portugal por exemplo, há muita procura de emprego nesta área por, para umas pessoas, não haver muita oferta de empregos noutras áreas e, para outras, não exigir muitos conhecimentos e assim se conseguir mais facilmente (relativamente) obter emprego.
    A verdade é o objectivo das caixas não é dar emprego; o objectivo é, sim, registar artigos e fazer o pagamento. Hoje, já poucos põe em causa as lojas modernas, com o 'sistema' de self service em que é o cliente a escolher os seus artigos e não o sr. Joaquim atrás do balcão a quem pedimos os artigos um por um. Em países do antigo bloco soviético havia supermercados grandes mas com muitas ilhas, cada uma com o seu Sr Joaquim e Sra Joaquina atrás de um balcão.
    Por isso contem com um isso: um dia, embora possa demorar muito até lá chegar, deixará de haver operadoras de caixa, ou pelo menos tantas como hoje. A mudança será difícil mas mais uns anos e pensaremos que estranho que era antes, quando numa loja de média dimensão poderia haver 30, 40 ou 50 pessoas, a passar artigos ("PEEP!") e a aceitar pagamentos.
    Até lá: quem é mais jovem que não se deixe estar à sombra da bananeira a julgar que terá emprego estável até ao fim da vida. O melhor mesmo é ir tendo formação e eventualmente pensar em mudar de carreira. Os mais velhos... podem ficar descansados, a reforma de certeza absoluta que chega antes...

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  16. espero que isso demore muuito tempo a chegar cá!
    a unica coisa que me ocorre é assaltar o supermercado à noite, para não ter que passar pelas máquinas :P
    (pronto, eu prometo que deixo lá uma notinha para pagar)

    agora falando a sério, não creio que isso possa ser bem aceite pelos portugueses
    eu prefiro ser atendida por uma pessoa :)

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  17. Olá.
    Não tinha ideia de existir tal sistema em lado nenhum, e de certa forma que me assusta um bocadinho a ideia.
    As pessoas cada vez têm menos tempo, se até o contacto que vamos tendo uns com os outros nos poucos minutos em que fazemos compras nos podem vir a tirar, acho que isto fica cada vez mais estranho. Já para não falar em empregos e outras coisas que também ficariam alteradas e sem que veja grandes vantagens.

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  18. Todos os dias se fazem avanços nas diversas áreas , daqui a uns anos talvez seja bem aceite, mas de momento acho difícil , a nossa população rural então "caía ao chão".

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  19. Com tudo isto o futuro está destinado ás maquinas, se fizessem como diz um comentador deste post , obrigando os robots a pagar IRS e Segurança Social, o futuro seria mais humanista... E eu? Já viste não poderia mais conversar com os clientes nem contar as suas histórias. Olha só o que o mundo ia perder ehehehehe

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  20. Vejo que conheces de perto o sistema. O progresso tem os seus prós e os seus contra. Pelo que escreves este sistema está em estudo. Realmente o futuro não está risonho: fabricas a fechar, crise, e ainda querem substituir os empregados por esses sistemas. Não é só na área da Distribuição, eu sei! Quando me lembro da escola na disciplina de história o exemplo das ceifeiras (mulheres) foram substituídas pelas máquinas de ceifar, certamente também elas sentiram o mesmo que nós agora estamos a sentir. Na altura eu lembro-me de pensar: "coitadas, ainda bem para elas, aquilo devia de ser uma tortura"! Será que no futuro os nos seguidores vão pensar o mesmo?

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  21. Quando fiz o meu comentário a este post não me lembrei disso, mas realmente não podem mesmo avançar com o sistema. Ia, com certeza, deixar de existir um dos meus blogs preferidos... :)

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