A impaciência e a intolerância
Apesar de o artigo de hoje estar ligado ao universo do meu trabalho, considero-o também um desabafo pessoal. Preocupa-me a impaciência e a intolerância das pessoas. Hoje esteve um dia daqueles com muitos clientes, filas grandes, enfim muita confusão. Enquanto atendia uma simpática senhora já de idade trocava algumas palavras que em nada atrapalhavam o registo das compras. Mas como percebi que o casal seguinte já estava "a soprar", tentei ser ainda mais rápida.
Entretanto na fase do pagamento esta senhora ao fazer o pagamento enganou-se no código do multibanco e teve de repetir. Quando esta cliente saiu, o dito casal, fez cada observação… frases do tipo " quando for velha não quero ser assim"! Um exagero de coisas só porque a pessoa se enganou no multibanco e pela idade fazia as tarefas de forma mais lenta...Neste momento eu avistava na caixa à minha frente uma amiga com o seu filhote, um menino encantador, a quem eu gostava de ir cumprimentar. Mas depois disto, nem me atrevi a tal. Só que fiquei triste, pois sei que tão cedo não voltarei a encontrar aquele menino.
Esta profissão tem destas coisas, nós estamos ali limitadas aquele espaço. A maior parte das pessoas espera de nós apenas rapidez e eficiência. Parece que nos enxergam como máquinas. Podem até me dizer, que já viram muitas vezes a operadora de caixa estar a falar com outra pessoa e não lhes estar a dar a merecida atenção. Isso até pode acontecer, mas deve ser uma em cada mil, porque na Sonae, estão sempre a pedir-nos para dar-mos aos clientes um "atendimento Sonae" ( um atendimento de excelência)! Eu também esperava um pouco mais de humanidade da parte dos clientes.
Pois realmente há pessoas que não têm paciência e que ainda comentam tudo e mais alguma coisa que acham que não está bem. Eu gosto de acreditar que são dias maus dessas pessoas e que por alguma razão estão menos pacientes, mas que no geral não são assim, acho que facilita.
ResponderEliminarÉ um pensamento muito positivo o teu, aliás e se não te importas vou "tomá-lo " para mim também. Beijinhos e obrigada!
ResponderEliminarBjs
Toma à vontade, se ajudar é bom :D
ResponderEliminarE nós clientes gostávamos que o tio Belmiro pusesse mais caixas a funcionar.
ResponderEliminarBom para os clientes que esperavam menos, bom para os/as operadoras de caixa, que podiam trabalhar a um ritmo mais humano.
A isso chamaria eu "atendimento de excelência", e os lucros da Sonae dão bem para isso, sem que o tio Belmiro ou os seus descendentes corram o risco de ficar alguma vez pobres como quem trabalha no duro para eles.
Qualquer empresa pede isso e hoje em dia empresas como a sonay ou Amorim, sei lá, de todos os ramos, as grandes empresas e as que querem se diferenciar, dão formação aos seus colaboradores no sentido do seu serviço seja de excelência perante a concorrência. Bem te podes dar por contente é muito bom o serviço da sonay, tem um ambiente fantástico, se tivesses a pouca sorte de ter trabalhado em alguma concorrência que também dá essa formação mas tem uma politica "anti-social" internamente, ai ias ver o que era triste, nem com o teu colega do lado podias falar, eras avaliada e criticada em tudo. Já passei por isso, também era caixeiro e o GRUPO é a concorrência directa da Sonay.
ResponderEliminarÉ verdade que na Sonae o ambiente interno é agradável Sei que em outros grupos o mesmo não acontece, pois conheço colegas que trabalham lá. Sei de uma colega que nem ao casamento da irmã pode ir, pois nesse grupo não dão dispensas ao sábado. Quanto a mim foi uma atitude desumana. Essa situação na sonae de certeza que não acontecia...
ResponderEliminarEstás a ficar cada vez mais afectada pelo teu trabalho, a dar para o azedume... cuidado! Cuida de ti...
ResponderEliminarNão lamentes que te imaginem como uma máquina porque, um dia, podes mesmo a ser substituída por uma. Tantas funções já foram!
A de caixa é para não sair do lugar mesmo. E a tua amiga na caixa ao lado com o filho, não podia ter-se aproximado de ti?
A situação foi uma coisa de momento, foi um desabafo, fico afectado e desiludida na hora, mas depois passa. A minha amiga não pode chegar perto de mim apenas me acenou porque estavam muitos clientes em redor. Foi uma altura de movimento.
ResponderEliminarDepois de ler este post dou por mim a pensar que afinal as "lojinhas de bairro", apesar de não terem a variedade de produtos e preços baixos duma grande superfície ainda conseguem prestar um serviço de atendimento de excelência pelo simples facto de podermos trocar "dois dedos de conversa" sem a pressão do próximo cliente, aliás com um bocado de sorte todos os clientes de loja juntam-se à conversa! :-)
ResponderEliminarPS: Lupa, isto não é uma crítica ao teu desempenho profissional!