Peditórios "à porta" do supermercado

É muito comum haver determinadas campanhas à porta do supermercado.  Desde o "banco alimentar" até a pedidos para associações de animais, passando por campanhas regionais, etc. E como estamos em crise estas campanhas, ainda se têm intensificado mais. O que eu queria salientar, é que muitos clientes se têm queixado destas campanhas, e comentários do tipo: " vocês têm sempre gente a pedinchar aqui agora!"- têm surgido diversas vezes. E como os clientes normalmente fazem estes desabafos na caixa, por vezes não sei bem o que dizer. Eu só queria responder que: "sempre é melhor pedir do que roubar, e que só dá quem quer ou quem pode...não se obriga ninguém"! Mas achei melhor não dizer nada, e ter uma atitude neutra! E vocês que acham destas campanhas, acham que por serem aqui são mais credíveis? Acham que é incomodo terem alguém a correr atrás de vos a pedir? Passa-lhes pela cabeça que não entreguem as coisas a quem realmente se destina? O que costumam fazer? No meu lugar que diriam aos clientes?


 

Comentários

  1. Sinceramente sinto-me muitas vezes incomodado, mal entro no supermercado muitas vezes sou logo abordado a contruibuir para causas que muitas vezes nunca ouvi sequer falar...Contudo incomoda-me muito mais mal siau do supermercado ter pedintes a pedir a moedinha do carro, uma modeinha para isto ou aquilo, quase sempre Romenos, Moldavos ou afins...

    ResponderEliminar
  2. Compreendo que se sinta assim, estas campanhas acontecem com muita frequência . mas em relação a andarem no parque a pedir a moedinha, pelo que eu tenho conhecimento a direcção do "Continente" não deixa, aliás assim que sabemos que há alguém a fazer isso no parque os seguranças vão logo lá pedir para se retirarem...

    ResponderEliminar
  3. Compreendo que haja pessoas com necessidades e compreendo também que as pessoas que estão nesses peditórios estão com a melhor das intenções em recolher alimentos para ajudar os mais carentes, no entanto eu pessoalmente sinto-me incomodada, 1º porque tenho uma casa e uma familia para sustentar e como é compreensível não posso ajudar toda a gente, e depois eu própria me sinto mal em recusar ajudar, e 2º porque nem sempre o pacote do arroz e da massa que damos para esses peditórios chegam ao destino. Eu não quero ofender ninguém nem estou a dizer que são todos assim, mas vou dar um exemplo real. A vizinha da minha mãe chegou a oferecer pacotes de arroz à minha mãe, porque o sobrinho dela trabalhava para uma dessas instituições e trazia montes de coisas para casa, e só para verem a quantidade, trazia para ele, oferecia à tia, e a tia devia ter tantos pacotes de arroz que foi oferecer à minha mãe. Da 1ª vez ela aceitou e lembro-me que a embalagem tinha um autocolante que dizia "proibido para venda" penso que era para ninguém se aproveitar e ir fazer negócio com aquilo. Entretanto o meu pai chamou a minha mãe à razão, porque não tinhamos nada que receber desse arroz na nossa casa. Mais uma vez ninguém me leve a mal, e sei que nem todos são assim. Em relação a pedintes nos parques de estacionamento, de facto nos ultimos anos foram banidos, mas lembro-me de haver constantemente ciganos no Modelo da minha cidade, mães com bebés de colo ou garotos pequenos a pedir...eu nunca dava dinheiro, oferecia um pacote de leite, ou bolachas ou algo assim. Sim porque aqueles ciganos eu sabia que não eram daquele tipo de viverem numa barraca e terem uma parabólica no telhado e um Mercedes á porta, estes viviam em tendas num terreno baldio atrás do Modelo e andavam de carroça.
    Peço desculpa pelo testamento!
    Cumprimentos
    Maria

    ResponderEliminar
  4. Eu sinto-me incomodado mas é a pensar na situação pela qual tantas pessoas passam de fome real; e penso nas pessoas que estão a pedir apoio, na sua esmagadora maioria voluntárias que oferecem a instituições o seu tempo, estão ao frio e à chuva, aos sábados e domingos. Isso sim incomoda-me. Por estas razões dou sempre que posso.
    Se todos dessem 10 cêntimos que fosse seria fantástico para estas instituições. Mas pelos que conheço da realidade e pelos comentários acima é visível que há muitas pessoas a sentirem-se incomodadas mais por si mesmas (sei lá, pela "vergonha" que julgam passar por não darem dinheiro) do que propriamente por si mesmas.
    Quanto ao comentário do "anónimo", a situação descrita é obviamente lamentável, no entanto já lhe passou pela cabeça apresentar uma queixa na PSP, GNR ou Polícia Judiciaria? É que todos nos queixamos que as coisas não funcionam como devem mas ninguém tem tomates para pôr nomes nos crimes.
    Por mim, com fraudes ou não, continuo a dar: porque, que haja fraude ou não, o que não dou não chega às bocas de quem precisa.

    ResponderEliminar
  5. Errata: onde se lê "a sentirem-se incomodadas mais por si mesmas (...) do que propriamente por si mesmas" (que parvoíce), leia-se "a sentirem-se incomodadas mais por si mesmas (...) do que propriamente pelas pessoas necessitadas."

    ResponderEliminar
  6. ui..... grande post que colocaste agora....

    Como sei de coisas....... posso dar 1 exemplo....

    Venda de bonequinhos para ajudar as crianças.....
    Ora bem, o bonequinho é vendido por 5€ (exemplo). Quem o vende, está a trabalhar à comissão. Desses 5€, recebe 1 €. Dos outros 4€ restantes, 3€ são para pagar à empresa que os fabricou. Do simbólico €uro que sobrou, vai para a instituição que teve a brilhante ideia de colocar a "barraquinha" às portas dos hipermercados.... e quanto (€€€ !!!) chegam efectivamente às crianças ???

    Tirem as conclusões que quiserem.....
    Como sabem, prefiro, pegar num pacote de bolachas e entregar directamente a alguém, que precise.

    :)

    ResponderEliminar
  7. A mim depende das instituições, mas, na maior parte das vezes, gosto de ajudar. Não gosta nada dar um pouco que seja, porque nunca sabemos se um dia estaremos do outro lado. Por isso, faço assim, sempre que posso ajudo.

    ResponderEliminar
  8. Sinceramente não me atrapalham muito, quando posso dou, quando não posso não dou. Agora acho que vai um bocadinho da sensibilidade de quem está a fazer o peditório. É que já tive uma situação em que fui ao Modelo comprar umas coisinhas essenciais pq tinha dinheiro para isso para descontar do cartão, pois caso contrário nem para o leite tinha, e á saída vem uma senhora ter comigo com umas cooisas na mão (uma caixinha de lápiz, um livro para colorir e um porta chaves) a pedir para eu comprar. Eu disse que não pdia, pq não podia MESMO, como já disse fui ás compras pq tinha dinheiro para descontar e ela virou-se para mim e disse-me: "São só 5€". Eu passei-me! É que para além de 5€ não serem SÓ 5€ pelo menos para mim, num peditório, em principio, uma pessoa dá o que quer e o que pode! Essas pessoas ás vezes não pensam que lá pq levavamos sacos na mão, não quer dizer que vivamos em colchões cheios de notas de 5€. Havia de haver um bocadinho mais de bom senso da parte de algumas dessas pessoas. Abordar as pessoas, tudo bem, agora vendas agressivas comigo então é que não levam nada!

    ResponderEliminar
  9. Esquecime de referir que a caixinha de lápis era das pequeninas, daqueles lápis do tamanho de um dedo e que apenas trazem 6, e o porta chaves, vendem-se nos chineses a 50 cêntimos e o caderniinho para colorir tinha o tamanho de uma folha A5 e pela espessura não devia ter mais de meia dúzia de páginas!!!

    ResponderEliminar
  10. Não tem de pedir desculpa pelo "testamento", aliás eu agradeço o testemunho, porque faz revelações importantes.
    Obrigada

    ResponderEliminar
  11. A ultima frase : "o que não dou não chega às bocas de quem precisa" resume realmente tudo. Não vou esquecer esta frase!

    ResponderEliminar
  12. Realmente não fazia ideia, que a menor parte é que vai para quem precisa. é lamentável que seja assim
    :(

    ResponderEliminar
  13. Muitas vezes também penso que um dia posso ser eu a precisar de ajuda, e por isso também contribuo mesmo que seja com pouco!

    ResponderEliminar
  14. Focaste uma coisa importe que é a sensibilidade de quem está a fazer estes pedidos. Eu acredito que muitos deles sejam voluntários e que estão ali só pelos outros, e isso é de louvar. Mas também existem, claro que em minoria, aqueles como esta que descreves...já conheci uma situação parecida... enfim

    ResponderEliminar
  15. Infelizmente é uma realidade crua

    ResponderEliminar
  16. Sílvia, compreendo muito bem as questões que levantaste. No entanto, para alguém que é voluntário e quer ajudar porque acredita na instituição que representa, porque não há-de sentir-se frustrada se alguém nãolhe dá o que pediu, e, pior ainda, ainda não recebeu muito dinheiro nesse dia? Afinal, somos humanos e um deslize de uma pessoa não deve condenar toda a causa por trás, não é?

    Sobre o que eles vendem, reconheço que é lixarada inútil. Então porque não dar - o que quisermos - e não pedir nenhum destes trinquetes em troca? Pelo menos é o que faço e assim 1) ajudo 2) não levo lixo para casa e 3) poupo dinheiro a estas instituições já que assim não pagam pelo objecto ao seu fornecedor...

    ResponderEliminar
  17. Pois, compreendo a questão que levantou, mas e se eu lhe disser que já fiz exactamente o mesmo que refere numa outra situação (oferecer uma quantia menor e não trazer nada) e se recusaram com a desculpa de que depois as contam não batiam certo???
    Costumo fazer isso por exemplo, quando me vêm vender pensos rápidos e nunca se recusaram receber 50 cêntimos e ficarem com os pensos, por eu não querer dar 1€. Acho que se se trata de um peditório, então deveriam comportar-se como tal e aceitar toda e qualquer ajuda, caso contrário passa a ser uma venda e então aí têm de se sujeitar. Se calhar ganhavam mais se fizessem um peditório sem tentarem impinjir alguma coisa! Naquele dia por acaso até tinha umas moedinhos na carteira que não deviam chegar a 2 euros, se me tivessem dito "Dê o que poder" se calhar tinham ganho alguma coisa, assim, temos pena!
    Mas obrigada por ter demondtrado o seu ponto de vista. É claro que há pessoas e pessoas, e todos ´nós temos os nossos dias!

    ResponderEliminar
  18. Eu costumo dar sempre alguma coisa nas campanhas do Banco Alimentar, porque acredito que o que damos chega mesmo a quem precisa. Não me parece que com tanta gente envolvida, haja possibilidade de alguém se aproveitar e levar coisas para casa...
    No entanto, se assim for, fica na consciência de quem o faz. Não é por isso que vou deixar de contribuir. Nós conhecemos o nosso passado e o presente, não sabemos o futuro. Quem sabe se um dia iremos nós precisar de ser ajudados? A vida dá muitas voltas...
    Quanto às campanhas das associações de animais, eu própria já colaborei em várias como voluntária e posso assegurar que tudo o que era oferecido era realmente entregue na associação, para os animais que lá estavam recolhidos. Quem é voluntário nessas associações sabe bem a luta diária que é assegurar alimentos, medicamentos, produtos de higiene e assistência médica para tantos animais... muitas vezes nós próprios, para além de colaborar nas campanhas contribuímos também com o que podemos, por isso não faz sequer sentido que as pessoas pensem que alguém vá ficar com o que é doado para proveito próprio.
    Por fim, nas campanhas em que colaborei, não abordava as pessoas. Quem via a nossa banca e queria ajudar dirigia-se a nós e perguntava o que precisávamos. Ou então via-nos, comprava o que queria/podia e ia entregar. Não incomodávamos ninguém. Quem não quisesse dar nada só tinha de nos ignorar.
    Por acaso quem me incomoda um bocado são aqueles senhores (e senhoras) dos cartões de crédito que se metem à nossa frente e nos perguntam qual é a nossa profissão. Confesso que já por mais de uma vez estive tentada a dar uma resposta torta... mas contive-me, porque afinal de contas eles também estão lá a lutar pela vida, não é?
    São é um bocado assertivos demais. :)

    ResponderEliminar
  19. Olá,

    Por causa de inúmeros "boatos" sobre o Banco Alimentar, eu só dou a instituições dos animais, porque como já fui voluntária, sei que vão mesmo para os bichos.

    Bj

    ResponderEliminar
  20. Pois é, a mim já me aconteceu entregar uma coisa feita por mim para uma campanha de solidariedade que estava a decorrer e depois vi uma pessoa que estava nas recolhas com ela vestida a passear na rua.
    Quanto ás vendas, vai desde pequenas ofertas a material da unicef . Porque é que uma instituição tão grande necessita de comprar material á China para vender em vez de arranjar maneira de serem feitos nos próprios países que necessitam? É que dar esmola é muito melhor que criar condições para evoluir e ser autónomos, sempre pode ser desviado para outro lado e cumprir com os acordos estabelecidos de compadrio para outros tirarem proveito. Por isso tudo é que eu gosto muito de ajudar, mas é ao próprio, que eu conheça e saiba que realmente necessita, ao longo da minha vida já me deparei com situações destas e penso que toda a gente conhece alguém. Ajudem quem sabem que necessita nunca quando não sabem para onde vai, é o meu conselho.

    ResponderEliminar
  21. Correcção: os "bonequinhos" são oferecidos pela Instituição indicada na campanha que receberá 0,50 euros/5 euros (dos quais terá ainda de pagar os ditos brindes), seguidamente a empresa "de solidariedade social" que contrata os promotores e coloca as bancas recebe 3,50 euros/5 euros e o promotor recebe 1 euro/5 euros a partir das 10 vendas, abaixo disso recebe ajudas de custo. Não aconselho ninguém a ajudar neste esquema...devia ser proibido, isso sim!!

    Muito diferente são associações como o Banco Contra a Fome e algumas associações de Animais cujos voluntários, são de facto voluntários e são pedidos bens que chegam ao seu fim.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Entender, acolher e ajudar...

Que os blogues sejam eternos...

A padaria mudou...