Estamos cá pra reclamar

Há dias li , já não sei bem onde, que os portugueses estão a reclamar mais. E confirma-se é verdade, pelo menos no supermercado, e nos últimos dias. Desde que os sacos passaram a ser pagos, nós operadoras e os clientes ainda nos estamos a adaptar a esta nova realidade. Quando os clientes compram os sacos de cinquenta cêntimos, nós assinamos o código de barras. É uma forma que temos, para que,  da próxima vez que o cliente trouxer o saco, nós comprovemos que já foi pago. É claro que, como já me disseram alguns clientes, um rabisco qualquer um pode fazer. Está certo, talvez se arranje uma forma mais perfeita, mas até lá é assim que funciona. Custa assim tanto aceitar!?


Ontem atendi uma cliente que trazia um desses sacos e não pedi para ver o código, mas peço à cliente que está a seguir. E esta fez logo o reparo: " então pediu para ver o meu saco e não pediu aquela que saiu, é por ela ser mais fina que eu?!"  Respondo :" Viu bem o saco da outra cliente!? O saco dizia pingo doce, logo, não poderia ter sido comprado aqui"!


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Comentários

  1. Está mal andares a ver se os codigos de barras estão assinados. Tens instruções para isso? És inspetora? Andas a desconfiar dos clientes? Aquilo apaga-se muito facilmente com o tempo porque é escrito com uma caneta normal. O meu já está praticamente apagado.

    Não querendo estar com muitas discussões disto, eu tenho 2 continentes perto de casa, ou seja, mesmos sacos, julgo eu. Se eu assinar com um nome random, o que garante aos funcionarios do continente 1 que no continente 2 não há funcionario com essa assinatura, ou vice-versa. Exagerando ainda mais, quem prova que não comprei o saco no algarve e o estou a usar no porto? Acho este sistema de assinaturas e riscos nos códigos de barras muito propícios a dar asneira. Acho que a melhor maneira de controlar isso é mesmo serem as pessoas das caixas a terem acesso aos sacos e darem ao cliente quantos este quiser comprar.

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  2. no Continente onde faço compras o código é riscado com uma caneta de acetato e não com uma caneta normal

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  3. Sr. Rui, não querendo ser advogada de ninguém... provavelmente não terá sido a "Lupa p´alguem" a arranjar este método, logo é obvio que terá instruções para o fazer.

    Qual é o interesse em comprar o saco e não o riscar? Eu prefiro ter provas em como o comprei e salvaguardar-me de problemas.

    O que interessa onde comprou o saco? Até pode comprar no continente de "Atrás do sol posto" e utilizar no perto da sua casa. Se pode utilizar o do Pingo Doce, mais depressa poderá utilizar o de um qualquer Continente.

    "Acho que a melhor maneira de controlar isso é mesmo serem as pessoas das caixas a terem acesso aos sacos e darem ao cliente quantos este quiser comprar." E não terão de os identificar em como foram comprados?

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  4. Ola Rui. desde já deixe-me dizer-lhe que não me surpreende o seu texto, pois é exatamente com isso que eu lido todos os dias, principalmente o facto de as pessoas acharem logo que estamos é a desconfiar dos clientes, vá-se lá saber o porquê desta atitude. E sim , tenho instruções para isso, eu não faço o que me apetece no meu trabalho, eu, cumpro ordens, tal como todas as pessoas que trabalham por contra de outrem...

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  5. Haja alguém que compreenda e aceite...Obrigada!

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  6. Por acaso já vi alguns sacos com uma cruz nos códigos a caneta vermelha, é uma boa ideia!

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  7. O cliente chega lá com o código de barras riscado ou com um rabisco feito por ele, como é que sabe se é marosca ou não? Se começa a colocar o cliente em dúvida, arrisca-se a ouvir um berro, ao cliente pedir o livro de reclamações, e ainda vai para a rua.
    Um amigo meu uma vez no Jumbo na caixa, apanhou uma funcionária zelosa que começou a perguntar se toda a fruta que estava no saco estava pesada, a querer dar a ideia que podia ter já pesado e ter colocado mais fruta (o saco tinha a etiqueta, já tinha sido pesado, mas não estava fechado). O meu amigo só lhe disse: veja lá o rumo que a conversa está a tomar...
    Foi o suficiente para se calar. É que se continuasse a insistir nisso, ia ter um lindo desfecho. Acusar clientes de aldrabice, sem provas é grave.

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  8. Essa de saberem se o saco já vem de casa ou não é uma patetice. Basta os sacos estarem "escondidos", estando acessíveis apenas ao operador que está a fazer o atendimento, assim já "não terão de os identificar em como foram comprados".

    Se um dia levar um saco às compras e o funcionário desconfiar que o estou a roubar, num dia bom chamo a gerência e se necessário a policia, num dia mau sujeita-se a ficar com um "carimbo de qualidade".

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  9. Caso não saiba, a tinta da caneta de acetato ou a dita "permanente", com o tempo também sai com o tempo.

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  10. Tudo desaparece com o tempo.
    Há coisas que demoram a esquecer.
    Há coisas que passado o momento nem nos lembramos porque perdemos tempo a preocuparmo-nos com elas...

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  11. Isso dos sacos assinados pode correr muito mal. 1º Qualquer um pode assinar. 2º Um dos meus sacos tem apenas uma enorme cruz sobre o código de barras que foi feita por uma funcionária do apoio ao cliente.

    Sejam espertos: Quando forem a um supermercado levem sempre sacos de outros supermercados!

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  12. "E não terão de os identificar em como foram comprados?"

    Desculpe, mas assina os códigos de barras de todos os produtos que não comprados pelos clientes?
    Há justificações que não lembram a ninguém! Um saco é um produto que está à venda como outro qualquer. A solução que este senhor deu é bastante mais pertinente do que o que está a acontecer actualmente.

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  13. Temos que aceitar? Pessoalmente sou daqueles que rejeito o saco que venha rabiscado, não é pelo rabisco em si mas pela atitude, se eu compro um artigo tenho o direito de que o mesmo venha tal como o paguei, inclusive já tive 2 "pegas" em que recusei o saco rabiscado e exigi outro que não estivesse.

    O controle é muito simples de se fazer, coloquem alarmes nos sacos expostos nas lojas, como o pingo doce já o faz por exemplo.

    O rabiscar o saco não controla absolutamente nada, como referi posso pegar num saco dentro da loja levar uma caneta e rabiscar... Eu percebo que as operadoras estejam numa posição um bocadinho complicada, mas como cliente não aceito que me rabisquem o saco...

    Nunca me pediram o saco, contudo a primeira fez que mo façam deixo as compras no tapete e venho embora.

    Acho que a questão é simples de se ultrapassar, alarmes... E já agora ideia aquelas que tenho visto em alguns hipermercados da fila única, a fila única resultaria se as outras caixas tivessem aberta assim não resulta

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  14. Lupa é tudo bonito, eu percebo as ordens que têm, então coloquem um placar taxativamente a dizer que o saco têm que ser assinado, o problema é que o podem fazer porque incorriam numa ilegalidade, como referi não aceito que me risquem os sacos, das 2 únicas vezes que o fizeram porque estava distraído exigi a substituição por novos.

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  15. Olá.
    Depois de ler todos os comentários, a minha opinião é que em vez de "saltarem" em cima das funcionárias que estão nos seus postos de trabalho a cumprir com os seus deveres, por que razão não expõem estas questões /dúvidas / reclamações, usando o Livro de Reclamações e/ou pondo-as ao responsável da loja?


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  16. Mas a D.Ana Ferreira costuma voltar ao Continente com a massa ou pão de forma (por exemplo) que compra? Estamos a falar de um artigo que entra e sai da loja vezes sem conta! Nunca viu colocar etiquetas à entrada, ou selar sacos vindos de fora? É exactamente a mesma coisa.

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  17. Já que vivemos num mundo em que "metade anda a tentar enganar a outra metade"...há que nos salvaguardar . Se comprei o saco, rabisquem o que quiserem.

    Alguém que se preocupe com um risco num saco, o que fará pela fome no mundo, ou os maus tratos a animais... para mim é pura "mesquinhice". Jamais colocaria em causa o posto de trabalho de uma funcionária, que cumpre ordens, por este motivo. Chamo a isso pura implicância.

    São direitos? São, mas vale mesmo a pena gastar energias com isso?

    Mas feitios são feitios! :)

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  18. Que parvoíce... acho ridículo riscarem os sacos... não era mais fácil colocarem aqueles alarmes como colocam na roupa? Ao comprar tiram e não há mais chatices...


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  19. Ve-se mesmo que há aqui algumas pessoas que não sabem que existem todos os tipos de pessoas a frequentar os hipermercados. Não podemos confiar em ninguem porque já assistimos a todo o tipo de situações. Não estamos ali para avaliar aparências mas sim para cumprir ordens.
    A questão aqui é que o cliente compra um saco dos reutilizáveis e esse saco é pago mas depois o cliente volta com o saco noutro dia para a mesma loja e não temos maneira de saber se ele foi comprado nesse dia ou nao! Realmente se esses sacos so estivesses disponiveis nas caixas haveria mais controlo mas as pessoas querem ter os sacos à sua disposição enquanto efectuam as compras por isso não podemos agradar a todas as opiniões. Uma coisa no entanto tenho a certeza...quem nao deve nao teme. Quem intimida uma operadora de caixa porque ela lhe pergunta se o saco está marcado e faz um escandalo por riscar um código de barras que está na parte de baixo do mesmo e nem se vê, ou porque acha que estão a desconfiar de si, é porque tem a mania da perseguição e reclama por mesquinhices!

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  20. Não concordo absolutamente nada... Se em outros supermercados o problema foi ultrapassado com a simples colocação de alarmes, não vejo motivo algum para que a Sonae não o faça de igual forma, até o chinês da esquipa já adaptou o esquema dos alarme nos sacos. Para mim não é implicância é uma questão de ética, um saco é um artigo como outro qualquer, como tal se não me riscam os restantes artigos porque haveriam de riscar o saco? é que não mais do que isso riscar, colocar uma cruz sobre o código de barras, santa paciência, controla o quê? então não posso comprar um saco e eu próprio colocar a cruz? isso chama-se de controle? chamo isso autêntica palermice inventado por algum iluminado da Sonae, eu entendo a posição das operadoras de caixa, normalmente até sou compreensivo e explico de forma calma e respeitosa que não aceito o saco riscado, mas por acaso ontem no modelo da minha zona, a operadora teve a seguinte tirada, "se não riscar o saco não lho posso vender", a minha resposta foi tão simples, se não me vender o saco então não posso comprar os artigos que acabou de os passar, pelo que ou me vende o saco sem ser riscado ou arrisca-se a pedir a alguém que vá arrumar as comprar e eu fazer um reclamação uma vez que é ilegal a justificação que me está a dar.. Evidente que não teve outra alternativa..

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