Há um espacinho só meu

Na  orientação do espaço na caixa, cada operadora o dirige, como lhe dá mais jeito, em determinados pontos e em outros pontos é como está estabelecido. Nós temos, por exemplo,  um local para os sacos, outro para os artigos deixados pelos clientes e outro ainda,  para guardarmos o triplicado das faturas que temos de levar para o escritório no fim do dia.


Recentemente, uma cliente, depois de ser atendida volta à minha caixa achando que não lhe tinha dado o talão, e precisava do mesmo, caso tivesse de trocar alguma coisa. Chegou à minha caixa e vai direto às minhas faturas dizendo que devia de ser um daqueles papeis. Invadiu espaço privado. Isto porque o  acrílico  que separa o cliente da operadora é muito baixo e a tendência dos cliente é estarem sempre a mexer nas nossas coisas. E eu, num gesto instintivo, tirei as faturas da mão da senhora e disse que aquilo era meu. A senhora afirmava que eu não lhe tinha dado o talão e eu sabia que lho tinha dado. Depois lá o descobriu dentro da mala...


Mas será que as pessoas não se dão conta que devia de haver uma linha que separa a operadora do cliente!?


Comentários

  1. Quanta falta de noção!! Para a próxima quando for a altura da cliente pegar, chega à mão à carteira dentro da mala dela...é mais ou menos a mesma coisa, não é?!

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  2. Sinceramente, eu não acho que o acrílico seja assim tão pequeno. Eu pelo menos não acho bem ir lá com a mão.

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  3. Não acho que o acrílico necessite de ser maior, as pessoas é que têm que habituar-se a respeitar o espaço dos outros.
    Ainda bem que nem todas as caixas de supermercado são como as do Minipreço que, de tão altas, eu que sou baixinha perco completamente o contacto visual com a funcionária.

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  4. Ha uns tempos eu era caixeiro como tu e tinha uma nota na frente do meu teclado para mudar em moedas, a nota desapareceu, tive de pagar a qebra e fiquei a achar q foi um cliente q tinha observado a nota

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  5. Depende dos supermercados, neste onde trabalho, acho-o um pouco baixo :)

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  6. compreendo perfeitamente que para as pessoas mais baixas seja assim, mas eu sempre tive uma certa inveja (e admiração até) das caixas do mini-preço...

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  7. Pois eu entendo-a perfeitamente. Já tive até um (chaguei a fazer um texto sobre ele) que tirou uma nota de €20 que eu tinha para trocar em notas de €5, e em jeito de brincadeira disse com ela na mão "então esta é falsa ou quê"! :)

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  8. É comparável áqueles antigos guichets com um vidro à frente com uns buraquinhos para falar (as pessoas mais altas até tinham que se curvar para falar), coisas que já não se usa. Se está tanto em voga a ideia de proximidade ao cliente, não faz sentido colocar uma barreira à frente dele. Essas barreiras são uma indirecta bastante directa daquilo que a empresa pensa dos clientes.

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  9. Cada vez mais se vai perdendo o respeito pelo outro ser humano.

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  10. Eu até acredito que a pessoa de tão preocupada que estava em encontrar o talão nem se tenha dado conta da sua atitude, mas quem tem de "levar" com esta situação vezes sem conta ( eu, nós), não deixa de se indignar ...

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  11. Sim eu acredito que muitas pessoas não o fariam, ou pelo menos, pediam licença ou perguntavam primeiro!

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