O dia dos velhotes irem ao supermercado
Hoje, dia 10 é o dia em que os reformados (não só os reformados, mas todos os que recebem da segurança social) recebem a sua pensão, por isso é o dia de irem muitos velhotes às compras!
Acontece que logo o primeiro senhor velhote que atendei não conseguia acertar com o código do seu multibanco. Ora dava código errado, ora o senhor não marcava primeiro o verde. Tanto tempo ali, pessoas a mudaram de fila, pessoas a soprarem de impaciência. Até que o senhor disse para tentar outro cartão, e à terceira lá conseguiu pagar a conta.
Uma senhora a reclamar porque não achava a acetona, chamei apoio, lá conseguiu, mas veio me dizer que mudaram o sitio, que a embalagem estava diferente, que não fazia sentido o lugar onde estava.
Outra velhota queria passar com o carrinho sem primeiro colocar as coisas no tapete para serem registadas, e quando lhe disse para meter as coisas em cima do tapete, respondeu que só cá vinha uma vez por mês e nunca era da mesma maneira.
Um casal, conforme era o momento de pagar , um deles lembrava-se de ir buscar mais alguma coisa, as vezes que fiz total e que depois tinha de voltar atrás, e nem se preocupavam com quem estava á espera, parecia que era o dia deles, e que não estava ali mais ninguém!
Eu até costumo ser paciente e compreensiva com os velhotes, mas parece que neste dia, me calharam os velhotes mais cromos!
A mim, de vez em quando, também me calham uns, tanto no trabalho como fora dele. No outro dia fui ao banco, e um senhor já com os seus 60 anos chegou ao pé de mim e perguntou-me se eu ia levantar dinheiro. Uma pessoa fica logo desconfiada com uma pergunta destas, mas lá me disse que precisava de ajuda porque não sabia trabalhar com as máquinas. Expliquei-lhe o básico e disse que era só esperar que a caderneta saísse. E ele a dizer "espere, espere, não se vá já embora", e eu atrasada para o trabalho! Já no Lidl, também calhou uma senhora à minha frente que originou uma cena surreal por causa do cesto das compras, que a senhora dizia que ia levar, e o funcionário explicava que não podia sair com ele para a rua, e com contas separadas e a perguntar depois quanto é que tinha custado isto e aquilo. Pior, foi as bocas que algumas pessoas na fila começaram a mandar.
ResponderEliminarÉ preciso paciênciaaaaaa...eu a lidar com eles nos transportes públicos e tu na caixa :D
ResponderEliminarHá que ter paciência, mas eu também a perderia.
ResponderEliminarApercebo-me disso, quando estou na fila para pagar.
Olá,
ResponderEliminarEstou neste momento a elaborar a minha dissertação de mestrado em Sociologia: Exclusões e Políticas Sociais na Universidade da Beira Interior, Covilhã, em torno da análise das questões da obesidade, do corpo e da imagem corporal. Para isso, e como opção metodológica decidi criar um blog (http://investigacaoubigoretti.blogs.sapo.pt/) propositadamente para a minha investigação. Neste blog, pessoas entre os 15 e os 30 anos podem anonimamente escrever um texto livre partilhando a sua experiência em relação aos temas que são propostos.
Desta forma, queria solicitar a sua participação (http://investigacaoubigoretti.blogs.sapo.pt/), e acrescentar que toda a gente pode dar o seu testemunho (independentemente do peso e altura), porque o importante são as opiniões das pessoas em relação aos temas, as suas perceções e como vêm o seu corpo.
Seria muito importante, visto que a participação das pessoas é imprescindível para a minha investigação, sem a qual esta não será realizável.
Agradeço desde já.
Cumprimentos,
Goretti Nunes
É complicado, sabemos que um dia chegaremos lá e não sabemos se ainda seremos piores, há locais que não estão aptos para eles. Deveria existir um supermercado , um banco, e outros serviços diferentes para eles, sem correrias...
ResponderEliminarPor vezes penso, se serei uma velhota chata de aturar como eles :)
ResponderEliminarNinguém gosta de esperar é um facto. Porque mesmo os velhotes reformados têm pressa e não têm paciência para filas nem para procurar as coisas nas prateleiras, quando o artigo que procuram fica difícil de encontrar começam logo a reclamar...
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarAssim que tiver um tempo livre, vou ver.
Como eu compreendo...
ResponderEliminarTeremos que ter alguma paciência. Quando vou às compras com a minha mãe, uma pessoa já reformada, dou-me conta das dificuldades que ela tem. Tento sempre apressá-la para que as pessoas não fiquem à espera, mas nem sempre é fácil.
Bjs