No atendimento ao público, devemos atender todas as pessoas de maneira igual?
Devido a uma situação, em que estou a tender um senhor de fato e gravata, que me parecia ser um milionário, penso, "vou oferecer selos para colecionar copos, quando este senhor, já deve ter copos de cristal em casa que nunca mais acabam?" Ocorreu-me o seguinte pensamento: no atendimento ao público, devemos atender todas as pessoas de maneira igual? A resposta mais óbvia seria "claro que sim". Mas, analisando bem, acho que não. E não porquê? Porque as pessoas não são iguais, não têm as mesmas necessidades, os mesmos gostos. Claro que expliquei a campanha a este senhor e ele levou a caderneta e um selo, certamente só o fez por educação.
Depois há aquelas pessoas que gostam de trocar dois dedos de conversa, e há outras que não estão para conversas, apenas querem pagar e sair dali com as compras. Há aquelas que precisam de tempo para arrumar todos os produtos a a seu jeito e gostam que nós registemos os produtos mais devagar, e há as outras que arrumam "tudo ao molho e fé em Deus" e querem é rapidez. Outro exemplo, não posso atender um velhote com problemas de se mover, da mesma forma que atendo uma senhora que veio a correr fazer umas compras na sua hora de almoço. Eu tento ajustar-me consoante a pessoa que estou a atender...
E isso não é estar a descriminar ninguém, acho que é apenas fazer um "atendimento personalizado"!
Atender público é quase como ter uma licenciatura em psicologia...
ResponderEliminarBeijinhos
Ah pois é, não duvides! Psicologia e sociologia :)
ResponderEliminarRealmente pelos visto atendimento ao publico não simplesmente atendimento ao público...tem muito que se lhe diga...
ResponderEliminarConcordo com a maior parte do que disse acerca de atender cada cliente consoante as suas necessidades.
ResponderEliminarDiscordo quando diz que avaliar o cliente por aquilo que veste não é discriminar.
Fez-me lembrar o seu colega daquela vez em que eu pretendia a máquina de chocolate regina e não as encontrava e o funcionário a quem me dirigi olhou-me de alto e baixo e disse-me. «olhe que isso é muito caro!» (tradução: não tens dinheiro para isso e eu não tenho tempo a perder»)
Eu disse que sabia bem que cada uma custava 19,90€ e que queria 2
Na minha opinião os seus chefes se quiserem avaliar o trabalho dos seus colaboradores não deviam contratar pessoas para o fazer mas serem eles prórprios a disfarçarem-se (vestirem-se como pessoas humildes e experimentarem a fazer compras na própria loja. E SEM AVISAR ANTES.
Não é fácil...
ResponderEliminarAtender público é preciso ter alguma psicologia e paciência porque cada pessoa é um caso.
É verdade só quem já o fez é que sabe e entende...e quem não o fez também, já deve saber, pois observa as situações!
ResponderEliminarSim, é verdade que as pessoas não são iguais e por isso tem lógica que se lide com elas conforme a sua situação/personalidade.
ResponderEliminarEu não estar a avaliar a pessoa ou a carteira da mesma pela aparência, até podia ser alguém humilde que naquele dia vestiu a roupa que um amigo lhe emprestou para ir a algum evento. O que eu queria dizer é que até a forma de explicar uma campanha, temos de ajustar a maneira de explicar consoante a pessoa.
ResponderEliminarÉ normal irem lá pessoas com o fato de trabalho, todos sujos e com aparência mais descuidada, porque estiveram no campo, mas as mesmas pessoas se forem lá a um domingo já vão todas aperaltadas.
Uma vez ao explicar a campanha a um casal, eles achavam que iam já levar os copos, quando perceberam que tinham de juntar selos e colar, e fazer as coisas aos poucos, já não acharam piada...
Por isso a aparência nem sempre nem sempre define a pessoa, embora, inconscientemente "nos empurre" para alguma avaliação...
Sim além da psicologia, tem de haver muita paciência. Quem é explosivo e não quer deixar nada por dizer, tem que ter alguma cautela...
ResponderEliminarJustamente isso.
ResponderEliminarÉ tratar todos de igual forma no geral, mas cada um em particular...
Acho que fazes bem em ser assim. Inteligência emocional é muito importante para lidar com os outros.
ResponderEliminarAcho que o atendimento personalizado faz toda a diferença :)
ResponderEliminarJá são muitos anos a "virar frangos"!
ResponderEliminarFaz mesmo... cada pessoa é uma pessoa com as suas pretensões e necessidades!
ResponderEliminarFaz todo o sentido.
ResponderEliminarMas a maior parte das pessoas que trabalham, tratam todos por igual :\
Por vezes até a linguagem que usamos tem de ser ajustada à pessoa. Uma vez perguntei a uma senhora se tinha cartão de fidelização ela disse que não. Mas depois mostrou me o dito cartão, como cartão continente. Conclui que o melhor é usar sempre o termo "cartao continente".
ResponderEliminarÉ preciso traduzir às vezes :D
ResponderEliminarEu acho que faz todo o sentido. Há aqueles clientes super simpáticos que dá vontade de tratar com o dobro da simpatia e depois há os brutos que dá vontade... nem sei de quê!
ResponderEliminarÉ verdade, não dá pra tratar da mesma maneira os brincalhões e simpaticos que os sisudos. Mas tratamos ambos com respeito.
ResponderEliminarO início do post é descriminar sim...
ResponderEliminar