Um quase roubo

Estou a atender um cliente que estava numa de conversar, conversar. Eu estava a tentar despachar, mas o senhor queria mais conversa.

A dada altura ouço um alarme, que me parecia não ser da minha caixa, parecia vir de longe, e então olhei para trás. É aí que esse senhor que trazia uma mala preta ao ombro, retira da mesma umas laminas dentro de uma caixa com alarme e diz, na maior das descontrações : "Fui eu,  fui eu ! Meti isto aqui para não misturar com a comida e quase que me esquecia de as pagar! Ainda ia o segurança atrás de mim e passava vergonha!" Era um produto caro.

Fiquei ali uns segundos  a processar a situação, e pedi ao senhor para não voltar a fazer isso. Ele diz: "pois, já viu a minha situação, que vergonha!!

Eu nem sabia o que pensar. Ou o senhor é bom actor ou estava mesmo a ver se levava o artigo sem pagar!

E depois quem se sente mal sou eu. Mas alguém guarda um artigo dentro da mala com intenção de o pagar!?




Comentários


  1. Basta ouvir o alarme, eu fico sem jeito porque penso que pode ser comigo, e sinto vergonha destes comportamentos.

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  2. a lata do sujeito...realmente.
    com os meios tecnologicos existentes, o caso seria registado numa base de dados policial, claro que com a identificaçao do cliente. O cliente passou com o produto sem o pagar, essa é que é essa.
    E sem haver essa base informatica, fica a duvida se é o primeiro roubo, ou se nessa vez teve azar.

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  3. Ninguém se sente confortável com o dito som. A tendência é todos ficarem em sinal de alerta!

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  4. E o interessante é que soube se desvencilhar desta maneira.
    Mas sim, fica essa dúvida

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