O aproveitamento do direito à prioridade

Um dia de muito movimento e filas, um senhor de cadeira de rodas, pede licença para passar e passa à frente de todas as pessoas. É legitimo, é um direito, o direito da prioridade!

No entanto, o sr estava acompanhado da mulher e filha e foram elas que lhe colocaram os artigos no colo, deram a volta e ficaram à espera dele no lado da saída. Além disso passou à frente de um casal de  velhotes, onde um deles dele, tinha  um joelho com mazelas de uma queda e até marcas na cara. E quando a esposa deste senhor  questionou da sua atitude, ele imediatamente levantou a voz e começou a discursar, o discurso da praxe!

Foi atendido, mas todas as pessoas viram a sua atitude, a sua falta de bom senso e o seu aproveitamento da situação, e não deixaram de comentar uns com os outros e até comigo!



Comentários

  1. Irrita-me este tipo de situações! É pura falta de respeito e civismo.

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  2. È triste, constatar esse tipo de atitudes... Se tivesse sozinho, era outra coisa, assim... é só mesmo aproveitamento...

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  3. No sábado fui às compras, estava uma fila enorme no Lidl.
    Atrás de mim, estava uma grávida. Notava-se bem a barriga.
    Ela não se manifestou, mas disse-lhe para passar à minha frente.
    Ainda assim, mais ninguém que estava à nossa frente fez o mesmo.
    Uns pecam por abusar, outros por não exercer.

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  4. o sr teria prioridade, mas é triste o aproveitamento e a falta de educação e respeito pelos outros

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  5. Sou prioritário e já fiz isso. Fui à procura de artigos que me interessavam e acompanhei a minha família. Há quem veja sempre o lado negativo e não tenha tempo para esperar um pouco. Já fiquei para trás e ninguém me deu prioridade. Já passei à frente e ninguém disse nada. De qualquer maneira há prioridades que dispensava usufruir e situações, que nunca poderei desfrutar. Nunca vi ninguém manifestar-se porque algum local não é acessível e preocupar-se se o lugar de deficientes está ocupado indevidamente. Usem as energias para algo produtivo e não negativo. Eu tenho de usar as que tenho e as que consigo arrancar a custo todos os dias.

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  6. Então nunca foi acompanhada às compras?

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  7. Quem escreve um texto desta maneira mostra uma atitude egoísta e mesquinha, e total falta de empatia por alguém que tem de lutar contra enorme adversidade para sobreviver no dia-a-dia. Por causa de pessoas como o autor deste texto, tiveram de ser criadas leis que protegem os mais desfavorecidos. Tenha vergonha!

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  8. A família do Sr. Da cadeira deixou-o com as compras sozinho e o autor do texto é que é mesquinho. Va-se tratar

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  9. Não se trata de julgar o comportamento dos familiares (até podiam nem o ser). A mesquinhez está em julgar que, alguém que anda numa cadeira de rodas, pode em qualquer situação ganhar alguma vantagem sobre alguém que não tenha essa necessidade. É só estupidez pura!

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  10. Sr. Teixeira leu bem o texto? Sim fui! Até pelo meu pai que até tinha idade de ser prioritário e nunca o usou, porque estava bem. Acha correto uma família passar à frente de um casal de velhotes, um que estava visivelmente ferido, por outro de cadeira de rodas que pelo que a Anabela diz estava bem? É uma questão de bom senso. Há muito aproveitamento nas prioridades e já assisti a cenas lamentáveis de tratarem mal os funcionários.

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  11. o titulo é clarinho, expressivo.
    E concordo que é preciso tambem estar sempre a bater-se na mesma tecla, embora devesse ser dispensável.
    Como aquelas cenas que os pais pegam nos filhos ( ou outros ) ao colo para aproveitarem-se da prioridade.

    (acho que já anteriormente li algo neste blog, mas tambem existe outro de outra operadora de caixa, ambos ausentes do Destaque)

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  12. já contei algures no tempo passado, pelo que volto a contar.
    Uma vez, portanto uma vez sem exemplo, estava eu na fila, já com as coisas no tapete, e fui "travado" por gravidas que iam chegando.
    Note-se que apesar de estar aberta a caixa para prioritarios (nessa altura a lei ja teria estipulado que passariam a ser todas as caixas ) e as mais caixas, porque raio diferentes familias de gravidas afluiram para a caixa em que eu estava ...

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  13. À minha mãe aconteceu uma vez uma situação chata num supermercado, que deu azo a problemas. Ela é doente oncológica e naquela altura tinha passado pouco tempo desde os tratamentos de quimioterapia. Era das primeiras vezes que ia sozinha às compras. Eis que, na fila da peixaria, uma grávida (por acaso amiga da funcionária) resolveu exercer o direito de prioritária. Na fila, estava apenas a minha mãe, que se limitou a dizer que não, que ela também era prioritária. A funcionária do supermercado resolveu dizer que não podia opor-se, porque aquela senhora estava grávida (e a minha mãe devia estar pálida e com o cabelo ralo por carolice). Houve confusão. No fim, acabou com o responsável do supermercado a penalizar a funcionária, que queria passar a amiga à frente (e recusou-se a atender uma doente oncológica, que por acaso até estava primeiro na fila).
    Com esse cadeirante, havendo um casal de idosos à frente que tinha direito a utilizar a prioridade, só teria que esperar que eles fossem atendidos. Se eles estavam mal, apenas teriam que o dizer e fazer fincapé. Não creio que neste caso houvesse sequer o problema de comportamento da funcionária que estava a realizar o atendimento, por isso, seria bem mais fácil.

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  14. Há tempos uma Sra. operadora de caixa, precisamente do Continente, viu-me na fila e disse-me para passar à frente - tenho mais de 70 anos, dificuldades de mobilidade e uso bengala - e por detrás de mim, noutra caixa, ouvi alguém dizer: "Eu também vou ali, compro uma bengala e passo à frente de toda a gente!". A Sra. da caixa viu quem tinha sido e pedi-lhe para me dizer, só que a Sra. respondeu para eu não ligar. Gostaria de ter sabido para lhe dar a bengala e, como bónus, dava-lhe a prótese que me substitui a perna e talvez lhe desse com ela nas trombas... (Desculpem o termo).
    Casos de abuso, já vi sim, "paizinhos" que tiram as crianças do carrinho pegando nelas ao colo, p/ ex. Boa semana.

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  15. Há aqui uma oportunidade de negócio: alugar putos à entrada de repartições de finanças, registos e mais serviços do Estado.
    Aluguer não vi, mas bem pude presenciar a forma ostensiva como por diversas vezes são utilizadas crianças para forçar prioridade em filas onde outros teem que esperar horas...

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  16. Também a mim me incomoda, porque lá pelo casal de idosos não ter pedido prioridade, o sr tinha-a pela sua enfermidade, mas eu não sabia como ele tinha o joelho, até ele mostrar...

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  17. é que uma pessoa prioritária, também tem regras e havendo outra pessoa também prioritária, o atendimento é por ordem de chegada, mesmo o sr mais idoso não a tendo pedido. preferiu esperar mesmo estando debilitado de um joelho. mas quando o sr da cadeira de rodas passou a frente, a esposa do velhote disse que o marido estava mal do joelho.
    Depois eu pedi desculpa ao casal, por não ter percebido e não ter reagido e impedido que o senhor da cadeira lhe tivesse passado á frente!.

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  18. Também já aconteceu oferecerem o lugar, e o prioritário não querer exercer, por algum motivo, porque estão bem.
    De qualquer forma, o prioritário tem o seu direito, tem é de perguntar primeiro se não está mais ninguém em situação idêntica, porque nem toda a "prioridade" é visível!
    Há um senhor que leva tipo um mini-cartaz, onde está escrito que não fala e que tem uma incapacidade, mas julgo que ele nem pede prioridade, apenas mostra o cartaz para informação.

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  19. Principalmente havendo pessoas idosas, que não é só a idade, mas a enfermidade que conta!

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  20. Há os dois lados. Mas neste caso, haver uma sra a manifestar-se a dizer que o marido estava mal de um joelho, e o senhor, por a sua enfermidade ser mais visível, passar "por cima" e deixando toda a gente ver como ele estava usar, não me pareceu muito correto, mas foi só no meu ponto de vista e das outras pessoas que presenciaram a situação, certamente haverá quem lhe dê a razão!

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  21. E o velhote que estava mal do joelho, e estava á frente deste, não é desfavorecido!?

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  22. Por vezes as pessoas prioritárias ainda acham que há caixas especificas para prioritários, mas não, agora são todas prioritárias!

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  23. No exato momento que este senhor cadeirante passou á frente do casal, vi-os trocar umas palavras, mas não percebi bem, porque estava a terminar outro atendimento, E ainda as barreiras acrílicas dificultam o som. Mas ouvi o sr cadeirante a dizer para a senhora idosa, que o respeitasse a ele e á família.
    As pessoas da fila pareciam indignadas, mas só falaram quando este foi embora. Foi quando o sr mostrou o joelho ferido, mas o cadeirante, já não viu, porque também não quis saber!
    Se uma pessoa disser que é doente ontológica, acho que merece todo o cuidado, pode não aparentar, para mim basta dizer, não é uma situação que vá desconfiar, é coisa séria. Mas deve de haver um cartão, mostre!

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  24. É verdade, por vezes as pessoas são muito injustas umas com as outras.
    houve duas situações em que eu não estive bem nesta matéria:
    -uma vez chamei-a uma pessoa que achei estar grávida, e não estava, perguntou-me se a estava a achar gorda. fiquei super envergonhada, pedi desculpa, mas ela ficou mesmo chateada!
    -outra vez um senhor disse ter prioridade e eu perguntei porquê, ele levantou a camisola e tinha tubos na pele. Fiquei em choque, mas lá me recompus e pedi desculpas. Mas este senhor não ficou zangado!

    Eu tento sempre ser o mais correta possível nestas situações, mas custa-me que não haja bom senso!

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  25. A questão é que as enfermidades nem sempre estão à vista. Lembro-me um dia numa altura em fazia atendimento ao público um jovem de 20 e poucos anos ter pedido para passar à frente, perante a indignação generalizada perguntei o porquê, levantou as calças e mostrou 2 próteses do joelho para baixo e explicou que tinha perdido as duas pernas num acidente com uma máquina. Eu e os clientes ficámos sem saber o que dizer e o jovem passou à frente

    Pedro Cunha

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  26. A quem é obrigatório prestar atendimento prioritário?
    É obrigatório prestar atendimento prioritário às:
    a) Pessoas com deficiência ou incapacidade;
    b) Pessoas idosas com idade igual ou superior a 65 anos e que apresentem evidente alteração ou limitação das funções físicas ou mentais;
    c) Grávidas;
    d) Pessoas acompanhadas de crianças de colo.

    5. Quem são consideradas «pessoas com deficiência ou incapacidade»?
    Aquelas que, por motivo de perda ou anomalia, congénita ou adquirida, de funções ou de estruturas do corpo, incluindo as funções psicológicas, apresentem dificuldades específicas suscetíveis de, em conjugação com os fatores do meio, lhes limitarem ou dificultarem a atividade e a participação em condições de igualdade com as demais pessoas e que possuam um grau de incapacidade igual ou superior a 60% reconhecido em Atestado Multiuso.

    6. Quem é considerado idoso para os efeitos do decreto-lei?
    A pessoa que tenha idade igual ou superior a 65 anos e apresente evidente alteração ou limitação das funções físicas ou mentais reconhecidas em Atestado Multiuso.

    7. Quem se considera pessoa acompanhada de criança de colo?
    Aquela que se faça acompanhar de criança até aos dois anos de idade

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