Carrinho sem freguês não guarda vez
Uma senhora deixou o carrinho próximo do tapete, e outra senhora chegou e colocou as suas compras sobre o tapete. Quando a dona do carrinho chegou, começou a questionar a outra senhora o porquê de ter colocado as suas compras, e além disso, disse à outra senhora "retire imediatamente as suas compras, não viu que estava aqui um carrinho"! A senhora, pessoa já de idade, disse que não retirava as compras.
Eu, calmamente disse à senhora que o carrinho não guardava a vez, ao que ela respondeu que tinha ido ajudar uma senhora de idade a encontrar uma coisa. Respondi "a senhora foi porque quis, eu não ia ficar parada à sua espera" ,vai ela responde: " mas as regras são para se cumprir!" Ao que eu respondi: "é o que estamos a fazer, a cumprir regras, além do mais, esta cliente tem meia dúzia de artigos que já estão sobre o tapete, a senhora tem um carrinho cheio!"
Foi um circo, uma falta de bom senso, uma falta de noção, uma falta de tudo!
Até quando as pessoas vão continuar com esta falta de respeito!? Tudo por mais uns dois minutos na fila!? Porquê tanta pressa? Passam por cima uns dos outros!
E desta cliente, não esperava estava atitude tão errada! Bem fez a outra senhora, que não retirou os seus artigos, pois estava no seu direito!

Falta de respeito!
ResponderEliminarBoa tarde,
ResponderEliminarDe facto, andamos numa sociedade, que eu esperava ter ficado melhor com a lição do covid. Tanto se falou que se estavam a criar afetos, se estava a ter tempo de qualidade com a família, que não valia a pena ter tanta ganância porque amanhã não eramos nada, etc., etc....
No entanto, eu que realmente parei para poder tirar mais dias de férias para aproveitar o dia à dia, fui ajudando mais os outros, entre outras coisas, aquilo que vejo é uma cambada de hipopótamos a seguirem-se uns aos outros, a aproveitar redes sociais para tratar tudo mal, uma sociedade maioritariamente sem princípios, que levam as crianças para esses caminhos. Ninguém se poe no lugar do outro. É só horrível e eu com 30 anos só me apetece emigrar porque me custa ver isto num país tao pequeno e tão mal aproveitado como o nosso.
Claro que carrinho sem freguês não guarda a vez!...E alguns carrinhos com freguês também não. A gente que fica parada, quando a fila enorme já avançou dez metros, porque está no mundo do seu smartphone, passo à frente; parto do princípio que estamos em realidades diferentes .
ResponderEliminarNum aparte: parabéns pelo destaque e parabéns pelo blogue, que não conhecia e do qual gostei muito.
Há muitos anos no Continente do Shopiing Cascais, estava um carro cheio de compras à minha frente sem ninguém. Passarm pelo menos 5 minutos ( o cliente da frente tinha muitos artigos), até que, chegou a vez do "proprietário" do carrinho da frente, que não estava. Despejei o meu, e já a operadora de caixa ia a meio do registo das minhas compras, chegou o "peixeiro" que desatou aos gritos. Nem lhe dei resposta. Pedi muita desculpa à funcionária e disse-lhe lamento muito o trasntorno que lhe vou causar mas vou-me embora e não queroas compras porque não aturo malcriados. Era uma Sexta feira à tarde, empanqueio aquilo tudo, o "peixeiro" ficou a falar sózinho e esperou muito mais do que se eu tivesse que ser atendido. Tive realmente muita pena da Sra. que estava na caixa.
ResponderEliminarUm amigo meu não português disse-me uma frase que define muito do estado actual do país e da sociedade “Estado e Governo comodistas e arrivistas, Povo incumpridor”
ResponderEliminarNão fique espantado quando a natureza humana que deveria radicar princípios, se deixa seduzir pela volatilidade das circunstâncias. E quanto mais estas são apelativas ás contingências duma sociedade complexa, mais frequentes serão os episódios. Logo, não há bom senso quando não há sequer senso, mas predação. O que se vê é um privilégio pelos interesses individuais que deveriam vir depois da preocupação pelo funcionamento saudável do todo e não antes. Polarização da natureza humana entre emoção e razão? Monismo? Não sei. O que sei é que literalmente fugi disso e hoje vivo em paz na mata Atlântica no Brasil com o mar como parede do meu quarto numa simples casa de madeira. Não suportei mais.
ResponderEliminarolá, nao reconheço (fixo) o nome dos blogs mas poderá ser este que li uma ou outra vez no Destaque, mas de que já tinha saudades.
ResponderEliminarTem noçao que é um assunto (os assuntos que nos oferece) que nos toca a todos, mesmo a todos, pois denuncia ou confirma o que somos.
contudo nao só nao iria concordar com a classificaçao " de falta de respeito" (ademais logo a seguir até diz ter sido surpreendida com a atitude da cliente ) , como aproveitaria para outra discussao : a ocasiao faz o ladrao, somos a circunstancia.
uma cena que já contei, nao sei se tambem aqui, que nao vou esquecer, e certamente irei continuar a contar.
ResponderEliminarUm supermercado.
Um cliente com poucas compras mas incluindo uma caixa com gelados (abro já o jogo : a seguir iria correr, pela sombra, ate ao abrigo (frigorifico) em casa ) dirige-se as caixas, todas iguais e em termos de fila de clientes, uma delas ainda ostenta o cartaz de caixa prioritaria, o cliente optou por outra ao lado. (já nao sei se foi aí que ouvi que a Lei passou as caixas todas a prioritárias).
O cliente , e já com as compras no tapete, levou com 3 gravidas, desconhecidas entre si, e que foram chegando. E o gelado a derreter...
Foi a cara de toto do cliente que as atraiu , ou todas conheciam e queriam aquele empregado/a? Se era para os Apanhados, ninguem me disse nada.
Claro que ia reclamar (depois fui adiando adiando adiando ) mas porque vitima em cadeia.
E agora uma cena de falta de respeito :
Autocarro normal nº. xpto, carreira que transporta durante todo o dia zero a 5 pessoas em cada viagem . O motorista sofre horas de solidao...
As tantas o autocarro pára (e a metros da paragem onde o passageiro, unico, iria sair, para o enlace , na hora, com outro transporte que é só de hora em hora ) e a razao :
o reboque que seguia na frente iniciou os preparativos para carregar uma viatura estacionada.
A rua e de sentido unico só tem uma faixa de circulaçao, portanto nao passaria nada (viaturas) enquanto o reboque nao partisse.
O passageiro pediu para sair, mas a resposta foi negativa.
Nao sou de discutir muito menos com motoristas.
Reclamei para o Serviço, nao do motorista cumpridor, mas da situaçao (transito bloqueado).
E a resposta do Serviço, alguem sentadinho na secretaria foi : os motoristas estao proibidos de abrir a porta fora das paragens.
Essas atitudes são a pacotes. Também já aconteceu esquecer-me de uma coisa e ter ir buscar, mas nesse caso avisei a pessoa atrás o que ia fazer.
ResponderEliminarAgora, deixar a fila parada é absurdo.
Mesmo ☹️
ResponderEliminarÉ verdade. Eu também achei que a lição da pandemia, e os princípios de respeitar o espaço do outro, ser mais paciente, solidário etc vinha para ficar, mas não. Só algumas, poucas pessoas mudaram para melhor.
ResponderEliminarObrigada por fazer parte dos que ajudam mais os outros!
Muito obrigada pela visita e pela simpatia. Espero que volte!
ResponderEliminarAcho que teve uma atitude correta e deu uma lição ao "peixeiro"! E de certo que a pessoa da caixa entendeu.
ResponderEliminarObrigada
Olá!. Muitos de nós gostaríamos de viver um tempo num lugar como esse. Mas, como chegam as compras do supermercado até si!?
ResponderEliminarCertamente apenas se alimenta do que a terra dá!
Obrigada
Sim estranhei a atitude daquela cliente por ser habitual ali e porque achava ser uma pessoa mais inteligente e bem formada.
ResponderEliminarObrigada pelas palavras tão simpáticas.
Bem haja
Todos os dias e em vários lugares, não só em supermercados surgem situações do género.
ResponderEliminarÉ preciso alguma calma e bom senso!
O que lhe aconteceu foi uma situação comum e o facto ter avisado a pessoa e de certamente ter apenas demorado uns minutos é diferente. Neste caso, o tapete estava sem ninguém e a operadora parada... claro que chegou outra pessoa e colocou as compras.
ResponderEliminarEnfim...
Pegar na sua lupa e identificar, pela diferenciação, entre as necessidades autênticas e as que são criadas artificialmente pela dinâmica duma sociedade cosmopolita. Evita assim os grandes aglomerados que reduz a possibilidade de encontrar pessoas tóxicas e resguarda se numa pequena mercearia onde encontra o que realmente necessita. O ambiente é familiar, a sua vida mais autêntica, o humanismo mostra se de sobra e você respira. Ideias como o mérito ou o empreendorismo são falácias. O primeiro porque esquece que nem todos tiveram as mesmas contingências de vida. O segundo porque tenta dar solução a problemas que não são reais necessidades. Sabe, eu preciso dum telefone para comunicar, não preciso dum aparelho para me desinformar. Se puder, saia da cidade e verá.
ResponderEliminarCumprimentos.