Histórias de vida, que precisavam de mais tempo...
Por vezes há clientes que nos marcam, por algum motivo.
Atendia uma senhora super simpática, que me tratou tão bem. Foi muito querida e fez-me um elogio, coisa que por vezes também sabe bem ouvir. Sim, por situações positivas e conversas felizes também acontecem, até porque eu sou uma pessoa pacífica, e não gosto nada de discussões.
Disse-me que tinha 82 anos, mas que ia usar a aplicação, porque apesar da idade, conseguia fazer, pediu até desculpa por ir demorar um pouco mais.
Uma senhora muito bem vestida, penteada, maquilhada e cheia de adornos. Uma aparência assim, escondia a tristeza de já ter perdido dois filhos. Uma história de vida nada fácil. Gostaria de a continuar a ouvir por mais uns instantes, mas a fila não podia parar. Era nesta altura, que gostaria que "a caixa da socióloga", pudesse existir!


Tão bom!
ResponderEliminarBeijinhos e bom fim de semana.
Quando no início da minha vida de trabalho estive a atender ao público durante perto de 15 anos tive também estórias assim. E quiçá algumas mais estranhas, como pode ler aqui:
ResponderEliminarhttps://ladosab.blogs.sapo.pt/37a9m25d-1-913542
https://ladosab.blogs.sapo.pt/35a9m25d-9-934416
Mas há tantas histórias por aí!
São as histórias de vida de cada um. Eu tenho histórias muito tristes. Tenho 74 anos. Fui para a escola em Outubro de 1955. O meu companheiro de carteira era um menino amoroso, sempre sorridente e criámos uma grande amizade. Na primavera de 1956 foi atropelado mortalmente por uma camioneta quando brincava na rua. Foi a distracção de correr atrás da bola. Ainda hoje tenho uma saudade imensa daquele menino. Fico de coração partido sempre que o recordo.
ResponderEliminarEu gosto de partilhar conversas com pessoas como a Anabela.
ResponderEliminarMas estas pessoas que passaram por vidas complicadas deviam ter, sim, uma caixa socióloga.
Parabéns.
"Onde há uma bola há uma criança"
ResponderEliminarTodos os cuidados são poucos quando estou com as minha crianças e, de repente, a bola vai para fora do limite do espaço onde jogam.
Eu quase grito:"eu vou buscar!"
Vivi,em criança, uma situação dessas cá em casa.