Falando em português

Chega à caixa um cliente, que tem apenas um artigo e entrega logo o cartão continente.


Vejo que tem saldo suficiente. Surge este dialogo.


Eu: Quer descontar do saldo?


Cliente: Não, é para pagar!


Eu: Então são 4, 45€!


Cliente: Tire do cartão!




Comentários

  1. É curioso como alguns profissionais aproveitam o contacto diário com o público não para cultivar empatia, mas para transformar episódios banais em monólogos de superioridade. O que para uns é motivo de chacota, para muitos — sobretudo idosos ou pessoas menos familiarizadas com a linguagem promocional — é apenas uma dúvida legítima.

    O termo “descontar do saldo” pode não ser claro para todos, e não deixa de ser irónico que alguém posicionado atrás de uma caixa, com acesso privilegiado ao universo do cliente, escolha rir-se dele em vez de esclarecer.

    A fronteira entre o humor e o desdém é fina, e infelizmente, neste caso, parece que a travessia foi feita com entusiasmo. Talvez valha a pena refletir se a visibilidade nas redes deve ser construída à custa de quem não pode responder.

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  2. Como é que uma partilha de uma situação engraçada, pode ser considerada como algo de superioridade e chacota!? Há muita maldade nas pessoas, infelizmente.
    Nunca em tempo algum, gozaria com um cliente. Este não era um velhote. Os velhotes são os por quem mais tenho empatia.

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  3. Felizmente o continente criou o PIN que assim ajuda a evitar mal entendidos.

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  4. Não leve a mal, mas a linguagem é muito importante. Em tempos trabalhava numa determinada empresa e um colega meu disse a um cliente que o "batch" (um qualquer procedimento informático) corria durante a noite, ao que o cliente respondeu "espero que o sr Bastos seja bem pago por correr à noite"
    Pedro Cunha

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