Falando em português
Chega à caixa um cliente, que tem apenas um artigo e entrega logo o cartão continente.
Vejo que tem saldo suficiente. Surge este dialogo.
Eu: Quer descontar do saldo?
Cliente: Não, é para pagar!
Eu: Então são 4, 45€!
Cliente: Tire do cartão!

É curioso como alguns profissionais aproveitam o contacto diário com o público não para cultivar empatia, mas para transformar episódios banais em monólogos de superioridade. O que para uns é motivo de chacota, para muitos — sobretudo idosos ou pessoas menos familiarizadas com a linguagem promocional — é apenas uma dúvida legítima.
ResponderEliminarO termo “descontar do saldo” pode não ser claro para todos, e não deixa de ser irónico que alguém posicionado atrás de uma caixa, com acesso privilegiado ao universo do cliente, escolha rir-se dele em vez de esclarecer.
A fronteira entre o humor e o desdém é fina, e infelizmente, neste caso, parece que a travessia foi feita com entusiasmo. Talvez valha a pena refletir se a visibilidade nas redes deve ser construída à custa de quem não pode responder.
Como é que uma partilha de uma situação engraçada, pode ser considerada como algo de superioridade e chacota!? Há muita maldade nas pessoas, infelizmente.
ResponderEliminarNunca em tempo algum, gozaria com um cliente. Este não era um velhote. Os velhotes são os por quem mais tenho empatia.
Felizmente o continente criou o PIN que assim ajuda a evitar mal entendidos.
ResponderEliminarNão leve a mal, mas a linguagem é muito importante. Em tempos trabalhava numa determinada empresa e um colega meu disse a um cliente que o "batch" (um qualquer procedimento informático) corria durante a noite, ao que o cliente respondeu "espero que o sr Bastos seja bem pago por correr à noite"
ResponderEliminarPedro Cunha