O impacto da depressão Kristin
O mau tempo que assolou o nosso país, a depressão Kristin, tem se feito notar nos rostos das pessoas.
Nas localidades que rodeiam o Cartaxo, ainda há pessoas sem água, sem luz, sem comunicações.
Atendi um casal que tinha ido comprar um gerador, para pelo menos, não deixarem estragar os alimentos que tinham na arca frigorífica.
Outras pessoas disseram que nestes dias, não puderam ir trabalhar porque a creche dos filhos, estava sem eletricidade, e não abriu, então tiveram ficar com as crianças, porque não tinham com quem as deixar.
Também há pessoas a irem tomar banho a um pavilhão que a cidade disponibilizou, porque sem água quente, e com os familiares na mesma situação, não tinham outra solução.
Ontem atendi um senhor que me disse que na zona de onde vinha, as filas do supermercado eram grandes e faltavam muitos produtos nas prateleiras .
Ainda há pessoas sem televisão para verem as notícias. Até me confidenciaram, que acabam por se deitar mais cedo, para não estarem na escuridão.
Até para entreterem as crianças faz falta televisão.
Atendi pessoas que estavam unidas a comprar bens para darem a pessoas que estavam a precisar. É bom ver, como os portugueses, são solidários.
Uns velhotes disseram que voltaram a ouvir rádio a pilhas. Pessoas que procuravam velas, mas não encontraram, então levavam daquelas para perfumar a casa e alumiar ao mesmo tempo.
Enfim

Confesso que sou muito antigo e talvez por isso ainda me recordo das cheias de 1969 que atingiram este país. O que se passa nos dias de hoje é trágico para mutos, infelizmente.
ResponderEliminarOs melhores cumprimentos.
Sim, as cheias já aconteceram antes, mas este vento, nunca tinha presenciado!
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