Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta os clientes castiços

Na caixa do supermercado

Imagem
Um destes dias, havia longas filas nas caixas. Um senhor — um velhote castiço, como costumo chamar-lhes mentalmente — dirigiu-se a mim: — Ó menina, pode mandar abrir mais uma caixa! Como já tínhamos alguma confiança, respondi-lhe: — O senhor acha que eu mando aqui alguma coisa?! Ao que ele retorquiu prontamente: — Se não manda, devia mandar! Pois já cá está há muitos anos. Até lhe digo mais: devia mandar e ter aqui uma quota! Eu lá respondi: — Bem, a quota até podia aceitar, mas mandar não faz de todo o meu género! Foi um momento divertido para quebrar o gelo, e os outros clientes acabaram por se rir da situação.

Mais um episódio na “minha” caixa de supermercado

Imagem
  Um cliente habitual, um dos mais castiços, chega à minha caixa do lado da saída. Pergunta se me pode fazer uma pergunta. “Sim, diga!”, respondi. Faz-me uma pergunta específica sobre o preço e os tamanhos dos camarões congelados da peixaria. Mas era algo que eu não sabia responder, por não ser da minha secção. Então, disse ao senhor para se dirigir à peixaria e perguntar à funcionária. A resposta do senhor até me comoveu e fez-me sentir especial. Ele disse: “Pois eu sei, mas ela, se calhar, não tem a sua paciência!”. Ao que eu respondi, mesmo sem saber qual era a colega que lá estava, que aqui o pessoal era todo paciente e simpático! Minutos mais tarde, o senhor regressou à minha caixa com o saco dos camarões já pesados. Perguntei-lhe se tinha corrido bem. Com um ar satisfeito, confirmou que eu tinha toda a razão: a menina da peixaria tinha sido extremamente atenciosa com ele. No fundo, fazer a diferença na vida de alguém dá sempre bom resultado!