Na caixa do supermercado
Um destes dias, havia longas filas nas caixas. Um senhor — um velhote castiço, como costumo chamar-lhes mentalmente — dirigiu-se a mim: — Ó menina, pode mandar abrir mais uma caixa! Como já tínhamos alguma confiança, respondi-lhe: — O senhor acha que eu mando aqui alguma coisa?! Ao que ele retorquiu prontamente: — Se não manda, devia mandar! Pois já cá está há muitos anos. Até lhe digo mais: devia mandar e ter aqui uma quota! Eu lá respondi: — Bem, a quota até podia aceitar, mas mandar não faz de todo o meu género! Foi um momento divertido para quebrar o gelo, e os outros clientes acabaram por se rir da situação.