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A mostrar mensagens de julho, 2026

Cada Cabeça, Cada Sentença... e muito Contactless

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Era um domingo, dia de grande afluência no supermercado, e as filas eram enormes. Confesso que não gosto de dias muito parados, com poucos clientes, mas também me preocupam aqueles em que não vejo o fim da linha e há demasiada gente no mesmo espaço. Como costumo dizer, já levo mais de duas décadas como operadora de caixa e estou habituada a este ritmo. Podem achar que é um trabalho monótono — sempre as mesmas pessoas, as mesmas atitudes, a pressa e as conversas de circunstância. No entanto, se estivermos atentos aos pormenores, descobrimos que há sempre situações novas e diferentes que merecem a nossa atenção. Estava a atender um senhor jovem. No momento de fazer o pagamento, ele inseriu o cartão de multibanco, mas o chip dava erro. Repetiu o processo umas quatro ou cinco vezes. Perguntei-lhe então se podia tentar; tentei uma, tentei duas vezes, e o erro persistia. À terceira tentativa, ao mesmo tempo que lhe dizia "vamos tentar assim…", aproximei o cartão do terminal para ...

Invasão de espaço

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  Como operadora de caixa, assisto por vezes a cenas que me deixam profundamente indignada. Na nossa loja, os sacos de ráfia estão expostos ao público com o respetivo preço. No entanto, mantemos sacos extra organizados , como se estivessem dentro do balcão, uma zona reservada. Há dias, vi uma cliente ir a uma dessas caixas que estava fechada, ou seja, sem operador de caixa, invadir   esse espaço e começar a remexer no nosso material para tirar um saco. Porquê mexer ali e deixar tudo desarrumado, se tinha os mesmos sacos mesmo ao lado, na zona pública? Isto é pura falta de civismo e de educação. Nestes momentos, a vontade é de chamar a atenção, mas corremos sempre o risco de o cliente levar a mal. Algumas pessoas perderam a noção da empatia e do respeito pelos espaços que são reservados, pelo trabalho dos outros e pelos funcionários que os atendem. Trabalhar no atendimento ao público exige mesmo muita paciência!

Um jovem muito simpático

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  Lá estava eu, em mais um dia de trabalho na caixa do supermercado. Um dia aparentemente idêntico a tantos outros, ainda que a vida nunca nos dê dois dias exatamente iguais. A acompanhar uma cliente, vinha um jovem com um sorriso imensamente simpático. De repente, ele reparou no meu crachá. Com uma curiosidade genuína, disse-me que partilhávamos o mesmo apelido. Enquanto eu passava os produtos pelo leitor, ele ia fazendo perguntas. Algumas repetiam-se. Foi aí que o meu coração percebeu: estava diante de um jovem verdadeiramente especial. A mãe, com receio de incomodar, chamou-lhe a atenção e pediu-lhe para não me aborrecer. Olhei para ela e respondi, com toda a sinceridade do mundo, que ele não me aborrecia nada. Pelo contrário, aquela conversa estava a ser muito divertida. Ele demonstrava um interesse tão puro em perceber como funcionava o meu trabalho. Transbordava educação, gentileza e uma inteligência brilhante. Aquele momento fez-me refletir. Se olharmos para além d...