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Nós por vezes fazemos cada figura!

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Uma colega minha estava com uma certa dificuldade de comunicação com um cliente. Ela estava à minha frente.  Ouvia-a  a falar muito alto com o cliente. O cliente dizia "não compreendo"! A minha colega pensava que o cliente era surdo e não reparou que afinal ele era estrangeiro! Eu tentei dizer-lhe por sinais, mas ela não percebeu. Até que foi lá a supervisora para ajudar na situação!    

Espinafres "Made in Portugal"

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Como já aqui referi, somos nós as operadoras, que pesamos as frutas e os legumes na caixa. Por vezes podem surgir dúvidas, principalmente quando há artigos muito parecidos que apenas se diferenciam por um ou outro pormenor. Por exemplo as maçãs...há imensas qualidades de maçãs da mesma cor: sarting, red delicious, gala, fugi, pink lady...enfim.   O caso que hoje quero contar, aconteceu com um tipo de espinafres: o espinafre Nova Zelândia. Quando um casal chega à minha caixa com um molho de espinafres, eu olho a tabela e digo: " estes são nova Zelândia, certo?" A resposta: " O quê? Mas estava lá origem Portugal! Olhe desculpe, mas assim não vamos levar! Se vêm da Nova Zelândia, já devem estar fora do prazo!" Neste caso, valeu-me a minha "formação" em hortofloricultura, já que em pequena tinha horta, e meus pais chegaram a ter este tipo de espinafres. Então expliquei aos clientes que Nova Zelândia era o nome da folha e não queria dizer que vinham de lá.   Nã...

Hoje tive uma situação que me fez lembrar este anúncio...

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vídeo   Estava a atender uma família: pai, mãe e filha! Já estavam na fase de começar a embalar as compras nos sacos.  Pediram-me sacos uma vez, eu dei, mas pensei para comigo "acho que estavam já ali alguns"! Daí a poucos segundos, olhei e já não havia sacos disponíveis, eles voltaram a pedir e eu voltei a dar... Quando pediram pela terceira vez, já me estava a passar, pois estavam mesmo a abusar. Na verdade, estavam  a pensar que era uma tonta! Desta vez mal os entreguei, fiz como esta senhora do anúncio virei-me de repente e apanhei-os a todos com " a boca na botija "! E fiquei a olhar para eles com ar bem sério. A mulher deu uma cotovelada ao marido e disse:" vá arruma isso, que são quase horas de almoço"!   Lembrei-me logo deste anúncio. Vim ver se ele estava por aqui no youtube, e estava! Agora imaginem as personagens do vídeo transpostas nas personagens deste episódio:  O pudim, seriam os sacos ; A mamã, seria a operadora de caixa ; O avô,  seriam o...

Não me faças rir colega, estou a tentar conter-me!

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Estou a atender um senhor de nacionalidade Ucraniana ( ou outra da Europa de Leste que não distingo). Para além de eu não o conseguir entender, pois ele falava mal a nossa língua, este senhor tinha um palito na boca o que ainda dificultava mais a comunicação.   Ele queria me fazer uma pergunta, e eu não estava a entender. A colega que estava atrás de mim, começou rir da situação. Eu estava a tentar conter-me, mas a situação não estava fácil. O que este senhor me queria dizer era se eu podia descontar um vale da Galp que não estava ali com ele, mas lá em casa , porque ele se tinha esquecido!   Nem imaginam o enredo que foi! Depois do senhor sair, eu, a minha colega, e todos os clientes que estavam por perto rimos. Não foi um riso de gozo,  imagino a dificuldade que eu teria no país dele...apenas nos rimos de todo aquele episódio. E achamos graça  também o facto de o senhor não ter tirado o palito, e da ingenuidade da pergunta !

O pêssego paraguayo e o patriota!

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  Chega á minha caixa uma colega da secção frutaria para me dizer que tínhamos um tipo de pêssego novo, o pêssego paraguayo! Um senhor que eu estava a atender, ao ouvir a recomendação da minha colega interveio, dizendo: " Pois vem do paraguai, se fosse a gente a vênde-los, não os compravam, diziam que tinha defeito. Que isso é mesmo mal formado! Temos comer é o que é o nosso! É lá preciso vir pêssegos defeituosos de tão longe !"   Achei graça ao senhor! No final do meu turno, dirigi-me à frutaria. Reparei que a origem do pêssego era Espanha! Comprei para provar. São muito bons, docinhos! A aparência achatada não queria dizer que não prestava, muito pelo contrário! Mas na verdade, não é made in Portugal"!    

A cusquice

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A posição onde estou, por vezes faz com que tenha de ouvir coisas sem graça, como por exemplo, comentários de uns clientes relativamente a outros. Um cliente levava aí cerca de vinte caixas de gelado, daqueles que vêm em caixas de plástico (não daqueles individuais). O cliente pagou e saiu. A cliente que estava a seguir fez logo o comentário: " Aquele deve ter alguma geladaria"! Eu apenas respondi : " pois, não sei!" Pensei que o comentário ia ficar por ali. Mas a cliente prosseguiu: "Só pode ser, ninguém compra assim tanto gelado só para levar para casa"! Depois como eu não disse mais nada a cliente acabou por mudar o assunto.   Mas isto não pode ser normal! É uma cusquice, comentar as compras das outras pessoas, cada um é livre de comprar aquilo que quiser. Imaginem que o cliente em vez de vinte caixas de gelados levava vinte caixas de preservativos! Qual seria a dedução de uma cliente destas!?

Ah! Não trouxe o carro!

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" Ah! Não trouxe o carro! Esqueci-me completamente! Como é que vou levar isto tudo !"   Julgando eu, que a cliente se referia ao carro, como sendo o  carrinho das compras, disse-lhe: " Então se quiser ir buscar um ali á frente..."   "Hã?!" Respondeu a senhora, depois disse que se referia ao automóvel e que se tinha esquecido que estava a pé!   Já viram como anda a sociedade? Chegamos ao ponto de irmos às compras e de nos esquecermos que estamos sem o carro, e fazermos um grande avio, como se o carro estivesse connosco!?