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Não deixem o rapaz envergonhado

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Estava a atender um casal de velhotes, que já são habituais. São simpáticos, a senhora é sempre muito amável. Nisto chega à fila um jovem casal. O velhote reconhece o rapaz como um menino que a esposa cuidou enquanto criança. Quando a senhora olha pro rapaz diz:  "ah é mesmo ele,  dá cá um beijinho!" O rapaz envergonhado, dá um passo atarás, e ela insiste: " não fujas, então tu dormias comigo"! Muitas pessoas a ouvirem, a olharem, porque a velhota falava bem alto, e contava como ele era, e o que fazia em criança, e mesmo vendo que o rapaz só queria um buraco para se esconder, continuava o seu discurso.   Claro que a velhota não fez por mal, antes pelo contrário, só que deixou o rapaz completamente atrapalhado e constrangido...   Uma situação destas, numa fila de supermercado, apesar de ser engraçada para quem está de fora, deve mesmo embaraçar quem é o destinatário!

Se queres mel, suporta as abelhas

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Sempre gostei muito de citações, expressões, provérbios. Tenho aprendido algumas com os clientes, como estas .   No entanto hoje, trago uma outra: se queres mel, suporta as abelhas. O mel * só chega ao fim do mês, e as abelhas vão aparecendo... quase dia sim dia não! *   O mel não é só o ordenado, também há muitas pessoas/clientes que nos trazem mel!

O sorriso puro de uma criança

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Uma das coisas melhores para alegrar o dia de uma operadora de caixa (falo por mim, mas creio que não sou a única) é estar a atender alguém acompanhado de uma criança e  ver o  sorriso dela dirigido a nós. Aquele sorriso tão puro, sincero,  genuíno, e até, maroto.  Por vezes mostram também aquele ar envergonhado quando nos metemos com elas, a esconderem-se. Costumo fazer o "cú-cú-trás-trás" e elas colaboram.   Depois saem de lá a dizer adeus a mandar beijinhos e nós ficamos reconfortadas e com mais alegria para continuar a nossa tarefa!

As pessoas, cada vez mais, não sabem esperar

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Eu sei que no supermercado, os clientes estão sempre com imensa pressa, atrasados e sem paciência para esperar. Mas quando nós chegamos ao posto de trabalho se não abrimos logo a cancela, é porque precisamos de um minuto para abrir os sacos das moedas e organizar o nosso posto de trabalho. É muito stressante começarem logo com as perguntas "para que caixa é vai", "vai abrir", "demora muito". Muitas vezes eu digo que já vou chamar mas, por ordem de fila.   Num dia destes um cliente disse que ia já pondo as coisas no tapete, eu  concordei, pois não havia mais ninguém em espera.  Comecei a abrir os sacos das moedas, chega um outro senhor e começa a pedir-me um saco transparente porque o saco das laranjas se tinha rebentado, e como eu não respondi logo, repete a pergunta. Eu apenas queria abrir a caixa quando já estivesse tudo pronto, para evitar estas confusões. As pessoas, cada vez mais,  não sabem esperar!

Faz hoje 2 anos que os sacos passaram a ser pagos

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Faz hoje, dia 15 de fevereiro, dois anos, que os sacos de plástico no continente deixaram de ser oferecidos e passaram a ser pagos.   É certo que a mudança está a ser positiva, o consumo diminuiu. Muitas pessoas habituaram-se a trazer sacos de casa, não só sacos de plástico, mas principalmente sacos de outros materiais, mais ecológicos. No entanto, ainda existem muitas pessoas que não se importam de comprar sacos de  plástico todos os dias.   Mas também há quem tenha de comprar, só e apenas,  porque se esqueceu deles em casa ou até no automóvel. Há quem, já estando na caixa, pede para ir ao parque buscar os sacos que ficaram no carro. Outros ainda levam os artigos nas mãos e braços até à viatura. Noto também que a moda dos trolleys está de volta...   Enfim, apesar de ainda talvez haver um certo percurso a percorrer, estamos no bom caminho. Pelo menos a nível ambiental, penso que o balanço seja positivo. Nas ruas já não se observam tantos sacos vazios a voar...  

Hábitos difíceis de deixar

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Já não me recordo há  quantos anos,  é que são os clientes a inserir o cartão multibanco no terminal para de seguida marcarem o código e efetuarem  o pagamento das compras, mas já são alguns. Sei, que muitas vezes, a primeira atitude do cliente é entregar o cartão à operadora, e só depois é que se lembram que podem ser os próprios a fazê-lo, e  que aliás eles (os clientes) estão até mais próximos da maquineta que a operadora.   Mas são hábitos tão enraizados e tão difíceis de deixar. Até eu própria, por vezes, na condição de cliente, chego a dar o cartão à operadora de caixa...   E vocês vão logo colocar o cartão no terminal, ou, a primeira opção é entregá-lo à operadora!?  

No atendimento ao público, devemos atender todas as pessoas de maneira igual?

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Devido a uma situação, em que estou a tender um senhor de fato e gravata, que me parecia ser um milionário, penso, "vou oferecer selos para colecionar copos, quando este  senhor,  já deve ter copos de cristal em casa que nunca mais acabam?" Ocorreu-me o seguinte  pensamento: no atendimento ao público, devemos atender todas as pessoas de maneira igual ? A resposta mais óbvia seria "claro que sim". Mas, analisando bem, acho que não. E não porquê? Porque as pessoas não são iguais, não têm as mesmas necessidades, os mesmos gostos. Claro que expliquei a campanha a este senhor e ele levou a caderneta e um selo, certamente só o fez por educação.   Depois há aquelas pessoas que gostam de trocar dois dedos de conversa, e há  outras que não estão para conversas, apenas querem pagar e sair dali com as compras. Há aquelas que precisam de  tempo para arrumar todos os produtos a a seu jeito e gostam que nós registemos os produtos mais devagar, e há as outras que arrumam "tud...