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Sacos em formato balão de ar

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Uns clientes depois de colocarem as compras no tapete, passam com  uns sacos de ráfia no fundo do carrinho, tipo em balão, com ar, dando a impressão que podia lá estar alguma coisa dentro. Eram dois, um sobre o outro, e eu para tentar perceber o porquê daquele vulto, meti-me em bicos de pés. Agiram logo, sacudindo os sacos, mas com atitude de quem ficou ofendido.  Era tão bom se partisse dos próprios clientes, mostrar os sacos. Nós não estamos ali para desconfiar de ninguém, mas temos de fazer o nosso trabalho. Felizmente muitos clientes entendem, e gentilmente mostram os sacos ou colocam-nos de modo a que se perceba que estão vazios! 

Eu ainda sou do tempo do Modelo Prisunic - diz cliente

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Uma cliente, em conversa, diz-me que há muitos anos atrás também trabalhou num supermercado, quando este se chamava Modelo Prisunic .  Pergunto de quem era  e a senhora diz já não sabia explicar, mas primeiro chamava-se  Prisunic depois Modelo e agora é Continente Modelo Como nunca tinha ouvido nada a este respeito, por curiosidade, fui pesquisar, mas não encontrei praticamente nada de relevante! O que encontrei é relativo a 1988!   Atualização : uma seguidora da página de Facebook de "A lupa de alguém" ainda tinha o seu cartão de colaboradora do Modelo Prisunic, que prova que existiu mesmo e era, ao que disseram,  da Sonae junto com uma empresa francesa,  tinha o seguinte logotipo.    

O lunático dos sacos

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Quando o cliente chega à minha caixa pergunto se precisa de sacos. Nessa altura o senhor começa a olhar para cima, depois gira, e de seguida sai da minha caixa e vai a duas caixas à frente, onde não estava nenhuma operadora, mas estava lá um monte de sacos, e tira um. Volta para a minha caixa. Eu digo: "mas eu tinha aqui sacos, esses são da colega"! Ao que ele responde: "mas o patrão não é o mesmo"!? Habitualmente eu não tenho os meus sacos em cima do tapete, à vista, tenho-os dobrados num cesto logo à mão de os tirar quando o cliente precisa. Eu organizo-me melhor assim, mas algumas colegas preferem ter logo ali em cima do tapete. Felizmente cada um sabe como se organizar melhor e  tem essa liberdade.  

Falta de bom senso

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Estávamos num momento de caixas cheias, filas grandes. Vem um casal com um carrinho de bebé, onde a criança estaria a dormir, pois estava tapada nem dava para ver. Perguntam se podem ser atendidos, visto terem prioridade. Respondi que sim, disse aos outros clientes para deixarem passar, explicando que eles tinham prioridade por causa do bebé.   Enquanto a senhora coloca as compras no tapete, o pai passa com o carrinho e o bebé e sai dali. Julgo que foi ver a montra da Wells. A senhora fez tudo sozinha, como se estivesse apenas ela, sem bebé e sem marido! Eu pensei: " isto vai dar confusão"!   Adivinhei, as pessoas, assim que a senhora saiu, começaram a comentar o facto e um senhor disse mesmo: " Isto não está correto! Armam-se em espertos! Então porque não foi o pai passear a criança e ficava a mãe na fila!?" Valeu-me o facto de eu responder ao senhor que ele tinha toda a razão, mas que nós tínhamos de cumprir esta lei. E ele disse que sabia, mas que neste ...

A vidinha do reformado

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Estavam dois senhores já de alguma  idade, mas muito bem dispostos e divertidos na fila. Conheciam-se e lá iam conversando, até que um pergunta ao outro se ele ainda tinha o seu negocio, ao que o primeiro lhe responde: "Eu agora já estou na fase do Baltazar, de noite é para dormir, e de dia é para descansar"! Lá está mais uma frase/rima, daquelas que eu apanho dos clientes, e colecciono aqui neste blogue. E para mim esta é nova, sempre a aprender alguma coisa!

E a mãe permitiu?

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Estou a atender uma senhora com o seu filhote de  cerca de três, quatro anos. Acho graça ao miúdo e meto conversa, só que ele tinha a boca cheia de gomas e não conseguia responder, reparo que também tem gomas na mão. E diz a mãe: "ah ele já foi roubar gomas!" E ri-se. Não eram gomas de um pacote, que tinha aberto e depois ia pagar, mas sim daquelas que se vendem em avulso, que as pessoas trazem num saquinho  e depois nós pesamos na caixa...   Será que custava muito esta jovem senhora, dizer ao menino que tinham de por as gomas no saco e dar na caixa para se pesar e pagar, porque não se rouba!?   Com a cara que eu fiz, julgo que a senhora entendeu o desagrado!

Em busca do nome do fruto desconhecido

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Eis que na conta de um cliente, aparece um fruto, para mim desconhecido. Como somos nós que pesamos na caixa, perguntei ao cliente se me podia dizer o nome do fruto, para através do nome eu colocar o código do peso. O sr diz maraque roxo , procurei na lista e não aparecia lá esse nome, pergunto ao senhor se não será pitaya vermelha , por ser o um dos únicos frutos que lá estavam que eu desconhecia, mas o senhor insiste que é aquele o nome. Um senhor da fila diz que é um fruto tropical, mas que não se lembra do nome.   Peço para perguntarem na secção da fruta e a resposta é que era mesmo pitaya vermelha , e o senhor não parecia convencido. Então eu disse-lhe que se calhar, o fruto podia ter mais que um nome, e que em cada zona se chamava de uma maneira. Até dei o exemplo do  figo da índia que também era chamado, em algumas zonas de figo de piteira (na minha terra até chamávamos figos de penca). É tipo cada terra com seu uso cada roca com seu fuso . ...