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A velha senhora do carrapito...

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  Não sei se já vos disse que a cidade onde eu trabalho é rodeada por vilas e aldeias de gente humilde,   muitas destas pessoas ainda ligadas á agricultura. Muitas vezes os mais velhos têm de apanhar o autocarro para ir á cidade tratar dos seus assuntos e também para fazer as comprinhas. Eu gosto de atender estas pessoas, são simpáticas, atenciosas e por vezes até lamento não ter mais tempo para os ouvir, pois gostam de conversar. Têm sempre uma história para contar.   Hoje uma senhora, já com bastante idade, mas bem composta de colares e pulseiras com um carrapito, chegou perto da minha caixa do lado de fora com os artigos na mão. Sim ela saiu pela “saída sem compras", não se meteu na fila do outro lado como devia fazer. Nenhum segurança a viu passar! Mas foi de uma tal ingenuidade que quando lhe disse que não deveria ir por ali, ela só disse:" como não vi ninguém!" Expliquei-lhe para da próxima passar pelo outro lado, mas fiquei com a sensação que ela não entendeu nada...

Vamos abrandar?!

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    Sabem uma coisa? Acho que devíamos todos de abrandar...é demais a pressa que todos nós trazemos connosco! Hoje essa pressa deu "barraca". Ainda não tinha concluído o atendimento á cliente A (faltava sair o talão da impressora), já a cliente B estava a passar o carrinho vazio para o outro lado " atropelando" a cliente A . Começaram a ralhar, a cliente A tinha toda a razão, mas a cliente  B não percebeu ou não quis perceber. Para evitar este tipo de situação, aconselho a que o cliente B aguarde a sua vez, deixando que o cliente A receba o troco, os talões e pegue nos sacos ou coloque os mesmos no carrinho (caso tenha um) e só depois o cliente  B tome o seu lugar. Já tem acontecido usando o mesmo exemplo, o cliente A estar a marcar o código porque fez pagamento em multibanco e o cliente B estar quase em cima deste em vez de estar do outro lado a aguardar. Depois o cliente a diz que o Sr. B está a "decorar" o código e de seguida lá vêm mais uma ...

É oferta, e assim os artigos chegam a casa mais fresquinhos!

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  Antes os sacos para os congelados costumavam estar junto das arcas, agora estão nas caixas e somos nós as operadoras que damos aos clientes quando estes levam artigos congelados. Umas vezes são os clientes que pedem, outras vezes somos nós que perguntamos se eles querem. É engraçado que muitas vezes a pergunta dos clientes é logo " isso paga-se quanto?" e nós respondemos " é oferta e assim os artigos chegam a casa mais fresquinhos!" Por isso podem pedir que nós damos, desde que não levem sem necessitarem...

Restaurante "poupa" usando sacos de supermercado...

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  Este episódio que hoje conto, vem a propósito dos sacos. Volta e meia e lá estou eu a bater na mesma tecla. Continua a preocupar-me o uso abusivo que as pessoas fazem dos sacos de plástico. É que é todos os dias a mesma coisa. Eu tento ter sempre poucos sacos já para que as pessoas não os "levem". Há clientes que pedem uns saquitos com muita educação, há outros que aproveitam a minha  distracção (como se a "minha lupa" não estivesse atenta a isso), para os tirar.   Mas agora a ultima é um casal que lá vai às compras e tem um restaurante, pedem os sacos e ainda dizem: " também vendemos comida para as pessoas levarem para casa, e colocamos nestes sacos!" Eu dou uns sacos e eles pedem mais e ainda dizem que nós devíamos ficar gratos porque assim estão a fazer publicidade ao modelo, acham isto normal? Não há pachorra!  

Quem dera chegar á idade deste senhor com a mesma lucidez!

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  Estava a atender um senhor, já com idade avançada.  A fila tinha três clientes em espera. A determinada altura o senhor fez-me uma pergunta completamente normal, sobre os cupões de desconto, " menina aquele cupão de 5€ de desconto, posso descontá-lo por exemplo numa compra de 6€ e só pagar 1€?" neste momento uma mulher (cerca de 30 anos) "desata" em risos. Era aquele riso de gozo e de (perdoem-se a expressão) estupidez. Expliquei ao senhor com muita calma como funcionavam os descontos nos cupões, e a mulher ria. Aquela situação estava a deixar-me indignada. Não sei se o velhote chegou a perceber a situação. No final o senhor agradeceu-se a disponibilidade e a paciência de lhe explicar tudo. Quando o senhor saiu a mulher comentou " ai a velhice, a velhice...a gente nem deve chegar a esta idade, coitados"! Na altura não me consegui lembrar de nada inteligente para responder, só depois e muito depois consegui chegar a uma resposta á altura da situação.   In...

O senhor "provérbios"...

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 Há sempre aqueles clientes que por uma ou outra razão nos cativam. Este senhor de que hoje falo é um velhote muito simpático e educado. Só o conheço pelo facto de ele ir quase todos os dias ao supermercado e quase sempre  á minha caixa, ainda que a minha fila esteja grande ele diz que tem tempo.   Assim que se aproxima da minha caixa olha para mim e mostra um sorriso. Contou-me que foi carteiro uma vida e que a reforma felizmente chega-lhe  bem e até se sente privilegiado por isso! Mesmo assim, seu único meio de transporte é uma bicicleta a pedais, daí que por vezes vá ao supermercado mais que uma vez para conseguir levar as compras todas.   Ele tem sempre um provérbio para qualquer situação ou conversa daí a simpatia mútua. São pessoas simples e humildes como este senhor que por vezes nos salvam o dia!    

O cão, o jipe, a mulher estrangeira e a matrícula...

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  Estava a registar as compras a uma senhora estrangeira com sotaque carregado, talvez alemã, quando pelo som é chamado ao local o proprietário de tal veículo. Nós íamos falando, no registo, nos produtos, até nos preços, quando a senhora me diz que não sabe a matrícula do seu carro. Mais uma vez chamam a pessoa ao som. A senhora começa a pensar se será o seu carro. Nesta altura eu pego no telefone e pergunto as características do carro, porque estava ali uma senhora a questionar se seria o dela. A minha colega diz "é um jipe com um cão preto grande a ladrar!" desligo o telefone e reporto á cliente a conversa, ao que a cliente responde " é meu!" Volto a pegar no telefone e a minha colega diz-me que a senhora tem de ir lá urgentemente. Lá vai a cliente a correr e fico a registar e a embalar as compras. Sabem o que era? A senhora estacionou de forma a que o outro senhor que tinha o carro ao lado não conseguia entrar no veículo. Porquê? Porque de um lado não havia espaç...