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Ai, valha-me Deus, que não chega!

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Estou a atender uma simpático e bem disposto velhote, que vai arrumando os seus artigos diretamente no carrinho, porque tinha deixado os sacos na viatura! A dada altura começa a olhar preocupado para o ecrã, e  diz: "Ai, valha-me Deus, que não chega"! Nesse momento, fico na dúvida se continuo a registar ou  se pergunto ao senhor alguma coisa. Também fiquei preocupada. Quando termino o registo, peço o cartão continente, pergunto se tem algum cupão e se quer número de contribuinte na fatura. O senhor disse-me que não sabia se tinha dinheiro que chegasse, e eu disse, "então vamos lá contar". Contei todas as notas, moedinhas...Faltava pouco, cerca de quase dois euros, e como o senhor tinha várias latas de atum de primeira marca, apenas anulei uma. Pediu desculpa, e eu disse-lhe que não havia problema. O senhor foi de uma simpatia, que eu retribui. Mas custa-me imenso estas situações! Infelizmente não se pode ajudar muito mais...

Para muitos, uma boa ajuda

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Este cupão é amado por uns, e incompreendido por outros!

O homem que roubava jornais

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Este episódio já aconteceu há uns dias, mas não fixou esquecido! Estou a atender um senhor com ar descontraído, que  trazia dois ou três artigos nas mãos, e  uns folhetos debaixo do braço! Registo os artigos, e quando vou dizer o total, chega um segurança até à minha caixa e pergunta ao cliente,  se ele tem alguma coisa a declarar! Ao que ele responde , de cabeça baixa, e retirando um jornal do meio dos folhetos: "Sim, tenho este jornal!" Então, o segurança diz-me: "registe dois"! Eu fico a olhar sem perceber, mas o cliente diz: "só levo  um!" Responde o segurança: "Dois, porque ontem fez o mesmo procedimento, ou vai negar!?" E o cliente, pagou e não bufou ! Ao que parece era um hábito daquele  senhor, e havia  um segurança bastante atento a pormenores!  Nos dias que se seguiram, o segurança , não o voltou a ver por lá!

Bem disposta, trabalha no que gosta !?

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Podem achar, que por eu partilhar, em maioria, as situações mais caricatas ou menos boas que surgem com os clientes, sejam essas as que mais acontecem, mas não! Não é assim! Há muito mais situações positivas, normais, só que por serem tão comuns e vulgares, eu não lhes dedico tanto tempo antena! Mas, quero dizer que sou muito grata, pela forma como a maioria dos clientes me tratam, pelo respeito, pela valorização, e pelas palavras amigas, que tantas vezes me salvam o dia. Todos os dias quando saio do trabalho, tenho plena consciência que dei o meu melhor, e que fiz de coração. Claro que o dinheiro no fim do mês também me dá jeito e também trabalho por ele, mas também gosto muito de fazer o que faço! Gratidão!

Vantagens de trabalhar em part-time

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Perguntavam-me num destes dias, porque digo que gosto do meu trabalho se é monótono (na minha opinião, poucas coisas são monótonas), se trabalho aos  fins semana e feriados, se, se, se... Ora então, talvez o segredo esteja no part-time, e isso permite-me que o tempo que estou a trabalhar, dê  toda a minha disponibilidade, energia e atenção! Metade do tempo dedico-me ao trabalho, outra metade à família (estive mais presente em todas as fases de crescimento do meu filho), a outras actividades (no meu caso voluntariado) e até a descansar, porque tendo fibromialgia, por vezes, é preciso fazer uma pausa! Consigo gerir bem o meu dia, mesmo que trabalhe num domingo, nunca é o dia todo, por isso não me queixo, é tudo tranquilo! Felizmente os clientes percebem que não estou ali contrariada, mesmo que seja domingo de Páscoa! É bom saber que é essa minha disponibilidade que passo aos outros! Claro que ganho menos que um full-time, e o dinheiro tem que ser melhor gerido, mas tem outras co...

Mais uma vez se assinala o dia da segurança no trabalho

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Há pessoas que dão exemplos a outras

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Como já referi , todas as caixas são prioritárias, e qualquer pessoa que tenha prioridade pode pedir para ser atendida em qualquer uma das caixas. No entanto, há caixas aptas a cadeiras de rodas, no continente modelo, onde trabalho, existe uma e é logo a primeira. Apenas tem maior acessibilidade porque a passagem é mais larga, mas estas cadeiras também passam nas outras caixas, a não ser que seja uma mais larga. Há uma cliente que costuma ir sozinha, e encaixa na sua cadeira um carrinho especial que temos para esse efeito; há uma outra cliente que normalmente vai acompanhada pelo marido e é  ele leva um carrinho comum. Ainda assim, pelo menos, comigo, nenhuma das duas pediu prioridade por estarem numa cadeira de rodas.