Mais um episódio na “minha” caixa de supermercado

 

Um cliente habitual, um dos mais castiços, chega à minha caixa do lado da saída. Pergunta se me pode fazer uma pergunta. “Sim, diga!”, respondi. Faz-me uma pergunta específica sobre o preço e os tamanhos dos camarões congelados da peixaria. Mas era algo que eu não sabia responder, por não ser da minha secção. Então, disse ao senhor para se dirigir à peixaria e perguntar à funcionária.

A resposta do senhor até me comoveu e fez-me sentir especial. Ele disse: “Pois eu sei, mas ela, se calhar, não tem a sua paciência!”. Ao que eu respondi, mesmo sem saber qual era a colega que lá estava, que aqui o pessoal era todo paciente e simpático!

Minutos mais tarde, o senhor regressou à minha caixa com o saco dos camarões já pesados. Perguntei-lhe se tinha corrido bem. Com um ar satisfeito, confirmou que eu tinha toda a razão: a menina da peixaria tinha sido extremamente atenciosa com ele.

No fundo, fazer a diferença na vida de alguém dá sempre bom resultado!


Comentários

  1. Trabalho num serviço público e muito frequentemente as pessoas agradecem a minha paciência a explicar e a informar. Já os colegas acham que me estou a doar demais...

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