Pequenas coisas que fazem a diferença
Estávamos na fase do cupão de 15% – aquele que funciona de forma um pouco diferente dos outros. Neste sistema, existe um período para acumular o valor e outro, logo a seguir, para o descontar. Não é possível acumular continuamente ou usar o desconto quando bem lhes apetece.
Este sistema mantém-se igual há pelo menos 10 anos, mas as mesmas pessoas, aquelas que não gostam do modelo, queixam-se sempre. Ou porque se sentem obrigadas a voltar num período que não lhes dá jeito, ou porque têm receio de se esquecer, ou até, segundo alguns, porque acham que fazemos isto de propósito para ficar com o dinheiro de quem não descontou o saldo a tempo.
Então, lá estava eu, mais uma vez, a explicar o funcionamento do cupão a um casal que não parava de reclamar. Diziam que o dinheiro ia ficar para o meu patrão porque moravam longe e só vinham ali uma vez por mês. Calmamente, perguntei se na zona deles não havia um mini-mercado chamado “Meu Super”. A senhora respondeu que sim. Expliquei-lhe, então, que podiam descontar lá o saldo acumulado connosco. Ela encolheu os ombros, desconfiada, mas assentiu que ia verificar.
No mês seguinte, voltaram à minha caixa. Como dou esta dica a tanta gente, não fixo as caras, mas depois de me relembrarem a situação, lembrei-me logo deles. Vieram agradecer-me pela sugestão e dizer que eu tinha razão, o que os deixou muito mais contentes. Estavam visivelmente mais dóceis e agradecidos.
E eu fico feliz por poder ajudar e dar sugestões que melhorem a experiência das pessoas. Às vezes, um gesto tão simples muda completamente a forma como as pessoas reagem. Clientes felizes fazem funcionários felizes!

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