Na caixa do supermercado
Um destes dias, havia longas filas nas caixas. Um senhor — um velhote castiço, como costumo chamar-lhes mentalmente — dirigiu-se a mim:
— Ó menina, pode mandar abrir mais uma caixa!
— Ó menina, pode mandar abrir mais uma caixa!
Como já tínhamos alguma confiança, respondi-lhe:
— O senhor acha que eu mando aqui alguma coisa?!
— O senhor acha que eu mando aqui alguma coisa?!
Ao que ele retorquiu prontamente:
— Se não manda, devia mandar! Pois já cá está há muitos anos. Até lhe digo mais: devia mandar e ter aqui uma quota!
— Se não manda, devia mandar! Pois já cá está há muitos anos. Até lhe digo mais: devia mandar e ter aqui uma quota!
Eu lá respondi:
— Bem, a quota até podia aceitar, mas mandar não faz de todo o meu género!
— Bem, a quota até podia aceitar, mas mandar não faz de todo o meu género!
Foi um momento divertido para quebrar o gelo, e os outros clientes acabaram por se rir da situação.

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